Um pouco de Chico


Em novembro de 1944, já residindo aqui, no Distrito Federal, depois de uma convivência de 13 anos pelo fio do pensamento, fomos visitá lo. Chico Xavier vivia seus grandes dias de apreensões e de dores, “o caso Humberto de Campos” estava em foco. Era o assunto do dia. A imprensa daqui e do interior, através de seus repórteres mais atilados, estava em Pedro Leopoldo. Chico era descoberto e experimentado por todos os meios. O repórter de uma revista carioca, mais bisbilhoteiro e catador de novidades e não  muito amigo das verdades apuradas, tanto mais quando estas lhe contrariavam seus acanhados pontos de vista, fê­lo chorar lágrimas amargas, que ele derramou em silêncio  para que ninguém, em seu redor, as notasse e com ele sofresse. Em Belo Horizonte, antes de tomarmos a camioneta que nos levaria a Pedro  Leopoldo, lemos num jornal local a resposta que dera a quantos o visitavam para o animar  e prestar-­lhe solidariedade: “creio em Jesus”. E disse tudo, mostrando nos uma alma cristianizada e ligada ao Seu  e Nosso  Mestre, confiante naquele que tudo é e pode, Advogado de seus verós servidores junto ao  Grande Juiz, que é Deus.

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