Só pra Contrariar - Domingo

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Choque de estrelas mortas originou ouro na Terra

CHOQUE DE ESTRELAS MORTAS ORIGINOU OURO NA TERRA



Há muito tempo que a origem do ouro existente na Terra faz parte de um mistério que tenta ser desvendado pela humanidade e pelos cientistas. Descartada a hipótese de que este elemento químico seria resultado de alguma fusão dos núcleos estrelares (já que ali são criados elementos leves, como o carbono, e não pesados, como o ouro), acreditava-se que o ouro poderia ter origem de uma explosão de supernova, uma hipótese possível, mas que não poderia explicar a quantidade de ouro existente na Terra.

Uma década atrás, alguns pesquisadores começaram a levantar a hipótese de que o ouro (assim como a platina e outros metais pesados) teria se formado a partir do choque e da fusão de estrelas de nêutrons. Agora, observações realizadas pelo especialista do Centro de Astrofísica  Harvard Smithsonian, com uso do telescópio Swift, da Nasa, confirmaram esta teoria quando foram detectadas estas violentas explosões, que ocorreram antes do surgimento do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos.

O pesquisador Edo Berger, envolvido no estudo, definiu esta impressionante descoberta com uma notável precisão poética: "as pessoas andam por aí com um pedacinho do Universo ... "

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Centro de Astrofísica Harvard Smithsonian
 
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O "MISTERIOSO" CAIXÃO ENTERRADO PERTO DO REI RICARDO III



Um enigmático caixão de pedra do século 14 foi encontrado próximo ao corpo do rei Ricardo III por arqueólogos da Universidade de Leicester, no Reino Unido. A escavação aconteceu em um estacionamento em Leicester.

O incomum caixão é o único de pedra encontrado completamente intacto. A tampa de chumbo já foi foi levantada, e não há sinais de identificação, dizem os arqueólogos. Suspeita-se que ali esteja enterrado um cavaleiro medieval ou algum poderoso franciscano do mosteiro de Greyfriars, que existia ali há séculos.

O caixão misterioso foi desenterrado na mesma época que o esqueleto de Ricardo III, porém os estudos se concentraram no rei, que teve o corpo exumado em setembro de 2012. O monarca, retratado como um tirano por William Shakespeare, governou a Inglaterra somente por dois anos no século 15 e morreu na Batalha de Bosworth, em 1485. Agora a grande dúvida é: quem foi enterrado ao lado do rei?

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Universidade de Leicester

ESOTERISMO BÍBLICO - ALEGORIA DO PATRIARCA JACÓ (Gênesis, 27 a 50)

“A fé cega e a crença são parasitas que só florescem no estéril campo da ignorância e da indolência.” (Carlos Brandt)

As Escrituras Sagradas, de todas as tradições, revelam verdades eternas, atemporais, tais como as leis do ser, as experiências místicas interiores e a evolução dos mundos e seres. O mito, os símbolos e as histórias são panos de fundo para mostrar, aos que têm olhos e condições evolutivas de ver além da “letra morta”, operações do Altíssimo na natureza, universos e seres.  Mostram as operações e experiências místicas e esotéricas do gênero humano em geral, o despertar gradual da consciência humana e as grandes iniciações do homem e da humanidade.

O Antigo testamento, em questão neste artigo, trata com riqueza simbólica e mitológica diversas experiências que o homem, os homens, as nações, o planeta e os universos passaram, passam e passarão no que se refere à evolução.

Uma das passagens bíblicas se refere ao Patriarca Jacó. Na longa vida de Jacó, a Bíblia narra a lenta e penosa transformação de uma pessoa desonesta e egoísta num homem sagrado de Deus, quando Jacó se torna Israel. A história ilustra, na verdade, os três níveis da humanidade: Esaú representa o nível físico, instintivo e emocional, Jacó e Labão o nível mental e Israel o nível espiritual. Do ponto de vista esotérico, esses nomes representam estágios no caminho da iniciação espiritual. (conf. Baughman)

Jacó e Esaú, filhos de Isaac e Rebeca, não deram no início da vida nenhuma indicação de estarem à altura da herança que haviam recebido. A diferença entre esses gêmeos era evidente desde o nascimento, quando Jacó, “o que suplanta”, nasceu segurando o calcanhar de Esaú, o “ruivo”. (conf. Fillmore) O Criador havia explicado a Rebeca que duas nações estavam em seu ventre, e que o mais velho iria servir ao mais novo. Esaú iria tornar-se pai dos Edomitas, um povo que habitaria o deserto ao sul do Mar Morto, em geral subserviente aos descendentes de Israel (Jacó), na parte norte.

A traição com que Jacó trapaceou Esaú, tirando-lhe seu direito de primogênito e, mais tarde, a bênção paterna, é descrita nesta famosa história do Velho Testamento. Como nas histórias anteriores (Abel e Set suplantaram Caim; Sem suplantou Caim e Jafé; Abraão tomou a frente com a morte do irmão Harã; Issac era o legítimo herdeiro, em vez de Ismael), eis aqui uma história em que o “fraudulento” e “mentiroso” Jacó rouba a herança de Esaú. Parece ser uma lei da eugenia espiritual que aqueles nascidos mais tarde sejam mais evoluídos e, portanto, mais qualificados para promover a evolução do seu povo.

A história de Esaú e Jacó tem certas semelhanças com a história do “filho pródigo” das Escrituras Cristãs. Ou seja, o prazer proporcionado pela vida sensorial dura até que o vazio e a falta de significado dessas experiências forcem a alma a dar as costas para o que é material e voltar-se para o espiritual. Esaú é um exemplo de pessoa que se concentra principalmente no plano físico da existência e que, sendo uma pessoa cuja mente está voltada para as coisas materiais, teria de servir a Jacó, uma pessoa mais voltada para as coisas espirituais, até evoluir para um nível mais espiritualizado. O corpo e as emoções não devem acaso servir à mente e à alma? (conf. Heline)

Os principais acontecimentos na vida de Jacó representam aventuras na ascensão da consciência, passos ilustrativos da iniciação ao longo do caminho espiritual. A primeira experiência aconteceu quando Jacó estava correndo rumo ao norte, aparentemente para procurar uma esposa em Harã mas, na realidade, fugindo da ira assassina do irmão Esaú. Cheio de medo e de culpa com a enormidade dos seus pecados e aflito devido ao exílio forçado, Jacó pegou no sono e teve a sua famosa visão de uma “Escada” que conduzia ao céu, com anjos subindo e descendo. Estava assustado, mas sabia que o Senhor o estava guiando e zelando. Jacó despejou óleo em seu travesseiro de pedra e consagrou-o a Deus, prometendo-Lhe um décimo de tudo o que ganhasse.

Jacó estava fugindo de Berseba, um lugar de consagração, para as montanhas de Harã, um lugar de consciência elevada. No simbolismo das Escrituras Sagradas, monte e montanha sempre simbolizam uma elevação de consciência. Seu sono significava que os sentidos exteriores estavam amortecidos; seu travesseiro de pedra tem paralelo com a sabedoria da “pedra filosofal” dos alquimistas. Os anjos subindo e descendo a escada representam os níveis da consciência, de Deus até a humanidade.

De um ponto de vista cósmico, a escada revela todo o plano de evolução que o Grande Arquiteto (o Deus de nossos corações) projetou. As almas "descem" do céu para a materialidade e, então, "sobem" novamente. A “Terra Prometida” a Jacó significa um corpo regenerado e purificado. O ato de despejar óleo sobre a pedra indica a sabedoria e compreensão obtidas com essa visão, um paralelo com o “desbastar da pedra bruta”, ou com a “reforma íntima”.

Ao continuar sua viagem para o leste, Jacó encontrou três rebanhos de ovelhas deitados ao lado de um poço. Os rebanhos não podiam beber água, pois havia uma grande pedra na boca do poço. O “leste”, na filosofia esotérica, é associado à fonte de luz. (conf. Heline) A tarefa de Jacó era remover a pedra da ignorância, do preconceito e da superstição, tirando-a do poço da verdade viva, para que ele pudesse beber das águas da vida. Aqui ele encontrou sua prima Raquel, que viera para dar água às ovelhas do pai. Raquel representa a alma, a divindade feminina, alimentando outras almas (rebanhos de ovelhas). A busca do ser humano pela alma é ilustrada pelos 14 anos de luta de Jacó para tomar Raquel por esposa. Somente quando coordenarmos nossa personalidade (é uma luta constante) poderemos ouvir a alma e beber das suas águas (sabedoria).

Na casa de seu tio Labão, em Harã, Jacó encontrou alguém à sua altura em matéria de astúcia. Uma interpretação literal do Gênesis indicaria que os dois aplicaram truques desleais um ao outro durante 21 anos. Jacó certamente foi o perdedor nas disputas pelas noivas Lia e Raquel, mas levou a melhor sobre Labão na disputa pela riqueza representada pelos rebanhos de ovelhas. O nome Labão significa “branco” ou “brilhante” (conf. Heline), indicando que ele era mestre espiritual de Jacó. Jacó levou sete anos para receber a mão de Lia, a irmã mais velha, menos favorecida e menos evoluída. Os nossos primeiros anos no caminho espiritual são longos, penosos e difíceis. Foram necessários mais sete anos de trabalho duro para ganhar a qualidade de alma personificada por Raquel, a irmã mais nova. (conf. Fillmore) A maturidade espiritual não vem da noite para o dia, exige muita reforma íntima e conhecimento de si mesmo.

Os dez filhos e a filha de Jacó com Lia e com sua serva (Bala) e também com a serva de Raquel (Zelfa) representam os atributos da personalidade duramente adquiridos. Estas eram as qualidades a serem conquistadas antes que a alma (casamento com Raquel) pudesse frutificar. (conf. Heline) Somente depois que Jacó conquistou uma personalidade plenamente integrada (psicossíntese) é que Raquel finalmente deu à luz o filho José, “aquele que tira a luz da escuridão”. Depois que os níveis espirituais são alcançados, eles precisam ser expressos na vida cotidiana. “A fé sem obras é morta.” Jacó, então, tinha trabalhado para Labão durante 21 anos. Era chegado o momento de retornar à sua própria terra levando a luz.

Depois de alguns acertos de contas com Labão, todos de significado espiritual, Jacó, suas esposas, filhos e grandes rebanhos foram para Canaã. Entretanto, ele soube que Esaú, com 400 homens, estava vindo ao seu encontro. Jacó ficou assustado e rezou a Deus pedindo ajuda. Esta história nos diz que Jacó ainda tinha algumas forças rebeldes na sua natureza, as quais ele tentou expiar mandando presentes para Esaú.

Em outra ocasião, enquanto dormia, Jacó teve uma nova visão, na qual lutava a noite toda com alguém até que, finalmente, descobriu que não somente não conseguia dominá-lo, como também descobriu o caráter sobrenatural do seu adversário, um anjo de Deus. Após essa descoberta passou a exigir-lhe uma bênção. O adversário, visto como um anjo, deslocou, então, a articulação da coxa de Jacó, fazendo com que a luta parasse. Isto indica sua luta interior com as sombrias forças interiores, com aquelas lições de vida que ainda estavam por ser aprendidas. Ao vencer seu desesperado desafio, ele teve uma visão interior que descreveu como “ver a face de Deus”. Já ao romper do dia, significando um novo nascimento e um novo nome, Jacó ganhou o nome de Israel por ter sido “forte contra Deus e contra os homens.” Tendo visto e vencido o anjo do Senhor, Jacó estava espiritualmente apto para enfrentar qualquer circunstância adversa que a vida lhe impusesse e para agir com amor e de forma correta.

Entretanto, ele foi suficientemente esperto em proceder com cautela no seu encontro com Esaú, que poderia ainda estar ressentido. Aqui a Bíblia oferece uma linda descrição de um rito de iniciação em que o mal é transmutado em bem. Nesse encontro, Jacó “viu Deus” em Esaú e abraçou-o com ternura e compaixão. Esaú também tinha crescido espiritualmente e deu a boas-vindas a Jacó sem nenhum resquício de ressentimento pelos antigos maus-tratos.

Nos anos seguintes, Jacó teve outras oportunidades para pôr à prova e aperfeiçoar suas qualidades espirituais, até que, finalmente, sua comunhão com os mundos superiores foi consumada. Isto descreve aquilo que conhecemos hoje como a “continuidade de consciência”. Agora, a fusão do espírito com a alma, ou seja, de Jacó com Raquel, estava concluída. Sua união foi abençoada com o nascimento do décimo segundo e último filho, Benjamim. Nos 12 filhos de Jacó vemos as características do Ser divino "dentro" dos seres humanos.

Em virtude da conversão espiritual vivida por Jacó, que, assim, ganhou o nome de Israel, a nação de Israel nasceu espiritualmente. (conf. Bock) A família de Jacó estava mudando de Harã, na Babilônia, para o local conhecido hoje como Palestina, a terra natal de seu pai Issac, que herdara de Abraão. Com o nascimento do décimo segundo filho, Benjamim, a família tornou-se, finalmente, uma nação com sólidas raízes. Graças à purificação de sua vida religiosa e à força de caráter que os capacitou a responder aos desafios da vida com crescimento espiritual, eles desenvolveram as faculdades mentais e o senso de responsabilidade pessoal, que chegaram até eles juntamente com um influxo de energia da alma.

Os três valorosos patriarcas (Abraão, Isaac e Jacó) seriam seguidos por um quarto grande líder, José. Ele foi o primogênito de Raquel e Jacó, um homem predestinado e o salvador da raça hebraica em épocas difíceis que estavam por vir. Mas isto é tema para outro artigo.

Como me referi no início deste artigo, nunca podemos deixar de entender o fato de que os “personagens” bíblicos, com raras excessões, nunca existiram; são somente símbolos e arquétipos, comum a todas as tradições do mundo. A essência e a mensagem são as mesmas, o que muda é o cenário, a representação. São personificações de atitudes e da grande caminhada dos mundos, povos e de cada ser humano individualmente, caminhando das trevas à luz, do profano ao iniciado.

Que isto possa nos inspirar na nossa senda evolutiva, fazendo-nos compreender que a caminhada é longa e árdua; muitas vidas, muita ação e reação, encontros e desencontros e muita reforma interior são as exigências para sermos “fortes até perante Deus”, e retornarmos ao “paraíso perdido”, ou seja, a mundos superiores de muita luz.


Prof. Hermes Edgar Machado Jr. (Issarrar Ben Kanaan)



Referências e sugestões bibliográficas:

-“Gênesis: uma interpretação esotérica”, Sarah Leigh Brown
-“A Bíblia como uma História Pessoal: uma jornada para a luz”, John Lee Baughman
-“Gênesis, Criação e Patriarcas”, Emil Bock
-“Dicionário de Metafísica Bíblica”, Charles Fillmore
-“Mistérios do Livro Gênesis”, Charles Fillmore
-“A Bíblia e as Estrelas”, Corinne Heline
-“Uma Nova Interpretação Bíblica: Velho Testamento, vol 1, Corinne Heline
-“O Conceito Rosacruz do Cósmos”, Max Heindel
-“A Epopéia de Gilgamesh e Paralelos com o Velho Testamento, A. Heidel


Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

Vamos refletir um pouco. ( 5 Minutinhos)

Programa Convite à Prece
Vai ao AR: 
quinta-feira - 11:50
Minutos para o consolo e o equilíbrio através da oração. Eleve seu pensamento e acompanhe Gastão de Lima Netto nestes momentos de sintonia com a espiritualidade.
Vibrar o Coração
Uma prece profunda. Os reflexos iluminativos e o socorro íntimo.

Recado


Destaque Sonoro - EQM

LIÇÃO DE VIDA

O relógio tocou marcando sete horas. Lá fora, o sol prometia muito calor, e a criançada já estava brincando agitada.
Vítor espreguiçou na cama, relaxando os nervos, porque começaria a trabalhar às nove. Antes de se levantar fez uma oração. Ele se considerava uma pessoa segura, equilibrada, pregava a harmonia do mundo e acreditava que todos mereciam perdão. 
Após sua prece, se levantou feliz e foi tomar um banho rápido. Quando pegou sua roupa, viu que a calça escolhida estava rasgada. Aquilo o irritou profundamente. Ele, então, gritou para a esposa:
Helena, corra aqui!
Helena, a esposa, veio correndo, com a filha menor, que estava doente no colo. Ao ver a calça do marido rasgada, a mulher falou:
Desculpe-me, mas as crianças me deixam ocupada o tempo todo e agora, nossa Clarinha está com pneumonia... desculpe-me, vou dar um jeito nesta calça hoje, prometo. 
Mas Vítor parecia nem ter escutado a esposa dizer que sua filha estava doente, e continuou falando alto com Helena:
- “ Desculpa”, “desculpa”! É tudo o que você sabe dizer? Sabia que esta calça me custou os olhos da cara? 
Helena, calada, foi até o guarda-roupas e pegou outra calça igual a que estava rasgada.
Pouco depois, na mesa do café, ao ver que não tinha leite, Vítor novamente reclamou. E a esposa rapidamente, explicou:
- Me Desculpe querido, como a Clarinha está doente e enjoadinha, só me chamando, não quis deixá-la aqui em casa sozinha e não pude comprar o leite que acabou. 
Vítor engoliu alguns palavrões que desejava falar e saiu para o trabalho. Quando abriu o portão de casa, já atrasado para pegar o ônibus, encontrou o sogro, muito idoso, que pediu:
Vítor, desculpe te incomodar, mas é que a situação lá em casa não está nada boa, será que você pode me emprestar quinhentos reais?
Muito irritado, Vítor respondeu:
Ora, ora... o que o senhor está pensando? Que sou banco? Se eu tivesse quinhentos reais no bolso, não sairia agora para correr atrás de dinheiro. 
Nisso, o ônibus que Vítor ia pegar estava se aproximando. Ele fez sinal, mas o motorista não parou. Vítor ficou furioso e gritou:
Miserável! Vou chegar atrasado! 
Outro ônibus, porém, apareceu rápido, e Vítor entrou e se sentou.
Mas, enquanto o ônibus fazia o seu trajeto, Vítor começou a pensar que as suas atitudes em casa, com a família, não combinavam com o que ele dizia. Então, reconheceu que ele, tão seguro em exaltar a harmonia do mundo, não tolerou uma calça rasgada. Tão certo em prometer a si mesmo o equilíbrio, não se conformou com o café da manhã incompleto. Tão pronto em anunciar o seu perdão antes mesmo de ser ofendido pelas pessoas, não soube atender com gentileza o pedido de um parente em dificuldades, não pensando duas vezes na hora em ofender e dizer palavras grosseiras. 
E, assim, envergonhado por ter mudado tão rapidamente da serenidade para a perturbação, Vítor começou a perceber que, entre ele e o resto do mundo, surgia o seu lar, a sua família, pedindo sua atenção e carinho, e que aquela paz que tanto desejava, só seria possível de ser sentida se ele tivesse paz interior.

LIÇÃO DE VIDA:

Só conseguimos a paz verdadeira quando estamos bem com aqueles que amamos!!!

Parabéns!!!,Aos Mineiros !!!!



Noticias do Meio

Pirâmides na Antártida?

PIRÂMIDES NA ANTÁRTIDA?



Nos últimos dias começou a ganhar voz, com força e insistência, a notícia da suposta descoberta de pirâmides na Antártida. Apesar de a informação não ter sido confirmada ou desmentida por nenhuma fontes oficial, muitos websites têm feito eco a esta possibilidade com a divulgação de algumas imagens que apontam para a veracidade desta versão. Pelas fotos, é possível observar estruturas piramidais no continente gelado, algumas delas obtidas pelo Programa Integrado de Perfuração Oceânica (Integrated Ocean Drilling Program), um projeto internacional de exploração submarina.

Várias hipóteses foram formuladas em torno destas imagens, como a de que a Antártida pode ter oferecido um clima favorável para o desenvolvimento de uma civilização há milhares de anos e que, agora, poderíamos começar a encontrar vestígios disso. Além disso, há também a especulação de que haveria existido o contato de seus habitantes com os de outros lugares do mundo antigo, como México, Egito, Indonésia, e demais localidades onde foram, recentemente, encontradas outras construções, como na Bósnia.

Ainda falta, certamente, uma confirmação deste feito na Antártida, o que seria uma revelação sem precedentes para o estudo da história da humanidade, mesmo que a afirmação deste fato pareça algo distante. De qualquer maneira, real ou não, isso coloca à vista o que poderia ser imaginado neste momento e confirma que o continente gelado da Terra é um dos lugares mais misteriosos do nosso planeta e que gera imensa curiosidade, assim como as pirâmides, cuja construção ainda é um dos mais poderosos enigmas da história.



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Integrated Ocean Drilling Program
EuroNews

Fique atento à chuva de meteoros Delta Aquarídeas no final de semana

FIQUE ATENTO À CHUVA DE METEOROS DELTA AQUARÍDEAS NO FINAL DE SEMANA


Uma impressionante chuva de meteoros cairá sobre a América Latina neste final de semana e poderá ser observada sem a necessidade de qualquer instrumento. Trata-se da chuva de meteoros chamada Delta Aquarídeas, que pode ser anualmente avistada entre 12 de julho e 23 de agosto.

Este ano, o pico de meteoros acontecerá entre os dias 28 e 30 de julho, e poderá ser observado no Hemisfério Sul e nas latitudes tropicais do Hemisfério Norte.

O melhor horário para a visualização deste show no céu será em torno de duas horas antes do amanhecer, já que durante a noite o maior obstáculo será a claridade da Lua. Estima-se que os meteoros tenham uma frequência de 15 a 20 por hora e devam viajar a uma velocidade de 41 quilômetros por segundo. De acordo com a Nasa, a origem desta chuva de estrelas ainda não é muito precisa. O mais provável é que elas tenham origem no cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986.
 
Grande catástrofe teria destruído atmosfera de Marte há 4 bilhões de anos

GRANDE CATÁSTROFE TERIA DESTRUÍDO ATMOSFERA DE MARTE HÁ 4 BILHÕES DE ANOS


Uma análise de informações coletadas pelo robô Curiosity, que aterrissou em Marte no ano passado, sugere que aconteceu uma grande reviravolta no planeta que poderia ter sido causada por erupções vulcânicas ou por uma enorme colisão que pode ter destruído a atmosfera do planeta. Estes são os resultados das primeiras medições feita pelo robô da Nasa sobre a composição de gases, incluindo argônio, oxigênio, nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de carbono na atmosfera marciana.

As conclusões, publicadas na revista Science em dois estudos paralelos, permitem aos cientistas compreender melhor como ocorreu a mudança climática em Marte e também entender se já houve condições para o desenvolvimento da vida no planeta em algum momento de sua história.

Dr. Chris Webster, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, e autor de um dos estudos, disse que os dados permitiram comparações diretas e mais precisas com o clima da Terra.

A equipe acredita que um grande evento que destruiu a atmosfera de Marte deve ter acontecido há, aproximadamente, quatro bilhões de anos. A proporção diferente das duas formas do gás argônio em Marte e na Terra sugere que algum grande evento mudou suas quantidades relativas, disseram os cientistas.

De acordo com entrevista de Monica Grady, professora de Ciências Planetárias da "The Open University", ao jornal inglês The Guardian, "é ótimo que dois estudos separados, feitos com uso de diferentes métodos e técnicas, apontaram para a mesma composição da atmosfera de Marte".

De acordo com uma análise de rochas, publicada no mês passado, Marte teve uma atmosfera rica em oxigênio um bilhão de anos antes do que a Terra. As rochas, coletadas da superfície da cratera Gusev pelo rover Spirit, da Nasa, continham cinco vezes mais níquel do que os meteoritos marcianos achados na Terra.

Isso sugere que as rochas da superfície, que possuem ao menos 3,7 bilhões de anos, se formaram em um ambiente rico em oxigênio, enquanto o mesmo não aconteceu com os meteoritos, com idades entre 180 milhões e 1,4 bilhões de anos. Dr. Paul Mahaffy, do Centro de Voo Espacial da Nasa, que foi o autor do outro estudo, disse que uma análise mais aprofundada precisava ser feita antes que os humanos decidam colocar os pés em Marte.

"Do ponto de vista prático, precisamos saber a composição (da atmosfera) hoje, e como ela está mudando, de modo que podemos nos preparar para uma eventual exploração humana".

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The Telegraph

Nosso Lar: Cap.10/Nosso Lar

Nosso Lar: Cap.10/Nosso Lar

Nosso Lar: Cap.09/Nosso Lar

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Noticias do Meio

Reprodução/ AP

Papa pede que fiéis rezem por ele

Francisco recebeu as chaves da cidade das mãos do prefeito e agora visitará Comunidade de Varginha


Noticias do Meio

Dominguinhos é velado em São Paulo e será enterrado em Pernambuco

(Foto: AgNews)Dominguinhos, 72, faleceu na tarde desta terça-feira (23). O corpo do cantor está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo e, às 16h, será levado para Pernambuco, terra natal do sanfoneiro, para ser enterrado.
"Eu acho justo que ele seja velado em São Paulo, que é a maior cidade nordestina do Brasil, para que o povo tenha a oportunidade de se despedir dele. Depois ele vai descansar em terras pernambucanas, onde nós nascemos e próximo a Luiz Gonzaga", contou.
O velório que acontece na capital paulista, na Avenida Pedro Álvares Cabral, no bairro do Ibirapuera, estava previsto para iniciar às 4h desta quarta-feira (24), porém, o o corpo de Dominguinhos chegou apenas às 6h05. Segundo o filho do cantor, Mauro da Silva Moraes, o atraso aconteceu devido às preparações de costume.
Guadalupe falou um pouco sobre os últimos tempos ao lado do cantor. "Durante esses sete anos em que ele teve essa doença foi um privilégio estar ao seu lado. Ele tinha o prognóstico de seis a oito meses e eu o encorajei a continuar cantando e fazendo o que gostava".
A viúva ainda desabafou sobre o real estado de saúde de Dominguinhos, que estava muito debilitado e sem conseguir se comunicar normalmente.
"Depois de oito paradas cardíacas a comunicação ficou muito debilitada. Ele só falava através de gestos, de movimentos com os ombros. A recuperação foi gradativa, mas eu consegui trazer muitos amigos enquanto estava no hospital e recuperar aos poucos a consciência e as memórias. O acompanhei não sei se até o último tic ou tac do coração cantando ao lado dele. Ele foi serenamente".
Dominguinhos faleceu com 72 anos, às 18h, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O cantor e compositor lutava contra um câncer no pulmão há seis anos. De acordo com o boletim divulgado pelo hospital, as causas da morte foram "complicações infecciosas e cardíacas".
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, decretou luto de três dias no Estado em virtude da morte do artista, que foi o sanfoneiro mais importante do Brasil. Ele foi autor dos sucessos "Isso Aqui Tá Bom Demais" e "De Volta Pro Aconchego", dentre outros.

Super Dicas

Sua Dieta
Cardápio do dia -
  
CAFÉ DA MANHÃ
Suco de morango com linhaça
Rendimento: 1 Porção
Caloria por porção: 64 kcal
 ver café da manhã completo
ALMOÇO
Arroz integral na panela de pressão
Rendimento: 1 Porção
Caloria por porção: 201 kcal
 ver receita
 ver almoço completo
JANTAR
Omelete com aveia
Rendimento: 1 Porção
Caloria por porção: 187 kcal
 ver jantar completo
 

Noticias do Meio



Prestem bem atenção nesta foto da Sonda Cassini.

No polo norte do planeta Saturno existe um hexágono, e no interior deste hexágono existe um vórtex... Isso é uma loucura, pois existe algo girando no polo norte de Saturno permanentemente.

Enquete



Estudos



A REDAÇÃO DOS TEXTOS DEFINITIVOS
Nesse tempo, quando a guerra formidável da critica procurava minar
o edifício imortal da nova doutrina, os mensageiros do Cristo presidem à
redação dos textos definitivos, com vistas ao futuro, não somente junto
aos Apóstolos e seus discípulos, mas igualmente junto aos núcleos das
tradições. Os cristãos mais destacados trocam, entre si, cartas de alto
valor doutrinário para as diversas igrejas. São mensagens de fraternidade
e de amor, que a posteridade muita vez não pôde ou não quis
compreender.
Muitas escolas literárias se formaram nos últimos séculos, dentro da
crítica histórica, para o estudo e elucidação desses documentos. A palavra
"apócrifo" generalizou-se como o espantalho de todo o mundo. Histórias
numerosas foram escritas. Hipóteses incontáveis foram aventadas, mas os
sábios materialistas, no estudo das idéias religiosas, não puderam
sentir que a intuição está acima da razão e, ainda uma vez, falharam, em
sua maioria, na exposição dos princípios e na apresentação das grandes
figuras do Cristianismo.
A grandeza da doutrina não reside na circunstância de o Evangelho
ser de Marcos ou de Mateus, de Lucas ou de João; está na beleza imortal
que se irradia de suas lições divinas, atravessando as idades e atraindo os
corações. Não há vantagem nas longas discussões quanto à autenticidade
de uma carta de Inácio de Antioquia ou de Paulo de Tarso, quando o
raciocínio absoluto não possui elementos para a prova concludente e
necessária. A opinião geral rodopiará em torno do crítico mais eminente,
segundo as convenções. Todavia, a autoridade literária não poderá
apresentar a equação matemática do assunto. É que, portas a dentro do
coração, só a essência deve prevalecer para as almas e, em se tratando
das conquistas sublimadas da fé, a intuição tem de marchar à frente da
razão, preludiando generosos e definitivos conhecimentos.


A MISSÃO DE PAULO
No trabalho de redação dos Evangelhos, que constituem, sem
dúvida, o portentoso alicerce do Cristianismo, verificavam-se, nessa
época, algumas dificuldades para que se lhes desse o precioso caráter
universalista.
Todos os Apóstolos do Mestre haviam saído do teatro humilde de
seus gloriosos ensinamentos; mas, se esses pescadores valorosos eram
elevados Espíritos em missão, precisamos considerar que eles estavam muito longe da situação de espiritualidade do
Mestre, sofrendo as influências do meio a que foram conduzidos. Tão logo
se verificou o regresso do Cordeiro às regiões da Luz, a comunidade
cristã, de modo geral, começou a sofrer a influência do judaísmo, e quase
todos os núcleos organizados, da doutrina, pretenderam guardar feição
aristocrática, em face das novas igrejas e associações que se fundavam
nos mais diversos pontos do mundo.
É então que Jesus resolve chamar o espírito luminoso e enérgico de
Paulo de Tarso ao exercício do seu ministério. Essa deliberação foi um
acontecimento dos mais significativos na história do Cristianismo. As
ações e as epístolas de Paulo tornam-se poderoso elemento de
universalização da nova doutrina. De cidade em cidade, de igreja em igreja,
o convertido de Damasco, com o seu enorme prestígio, fala do Mestre,
inflamando os corações. A princípio, estabelece-se entre ele e os demais
Apóstolos uma penosa situação de incompreensibilidade, mas sua
influência providencial teve por fim evitar uma aristocracia injustificável
dentro da comunidade cristã, nos seus tempos inesquecíveis de
simplicidade e pureza.

O APOCALIPSE DE JOÃO
Alguns anos antes de terminar o primeiro século, após o advento da
nova doutrina, já as forças espirituais operam uma análise da situação
amargurosa do mundo, em face do porvir.
Sob a égide de Jesus, estabelecem novas linhas de progresso para a
civilização, assinalando os traços iniciais dos países europeus dos tempos
modernos. Roma já não representa, então, para o plano invisível, senão um
foco infeccioso que é preciso neutralizar ou remover. Todas as dádivas do
Alto haviam sido desprezadas pela cidade imperial, transformada num
vesúvio de paixões e de esgotamentos.
O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se
encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a
linguagem simbólica do invisível.
Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao
planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e
o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências
extraordinárias do Apocalipse.
Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos.
É verdade que freqüentemente a descrição apostólica penetra o terreno
mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pôde copiar
fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a
história da Humanidade. As guerras, as nações futuras, os tormentos
porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização
ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. E a figura mais
dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo
moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simbolizada na
besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.

IDENTIFICAÇÃO DA BESTA APOCALÍPTICA
Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias
por 42 meses, acrescentando que o seu número era o 666 (Apoc. XIII, 5 e
18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo
o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de
30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260
anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da
nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com
o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX,
em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do
Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da
Humanidade.
Quanto ao número 666, sem nos referirmos às interpretações com
os números gregos, em seus valores, devemos recorrer aos algarismos
romanos, em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos,
explicando que é o Sumo-Pontífice da igreja romana quem usa os títulos
de "VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS", "VICARIVS FILII DEI" e "DVX
CLERI" que significam "Vigário-Geral de Deus na Terra", "Vigário do Filho
de Deus" e "Príncipe do Clero". Bastará ao estudioso um pequeno jogo de
paciência, somando os algarismos romanos encontrados em cada titulo
papal a fim de encontrar a mesma equação de 666, em cada um deles.
Vê-se, pois, que o Apocalipse de João tem singular importância para
os destinos da Humanidade terrestre.

O ROTEIRO DE LUZ E DE AMOR
Mas, voltemos aos nossos propósitos, cumprindo-nos reconhecer
nos Evangelhos uma luz maravilhosa e divina, que o escoar incessante
dos séculos só tem podido avivar e reacender. É que eles guardam a
súmula de todos os compêndios de paz e de verdade para a vida dos
homens, constituindo o roteiro de luz e de amor, através do qual todas as
almas podem ascender às luminosas montanhas da sabedoria dos Céus.

PENOSOS COMPROMISSOS ROMANOS
Debalde tentaram as forças espirituais o aproveitamento dos
romanos na direção suprema do mundo. Todos os recursos possíveis
foram prodigalizados inutilmente à cidade imperial. A canalização de
consideráveis riquezas materiais, possibilitando a consolidação de um
Estado único no planeta, não fora esquecida, ao lado de todas as
providências que se faziam necessárias, do ponto de vista moral. Em vão,
transplantara-se para Roma a extraordinária sabedoria ateniense e a
colaboração de todas as experiências dos povos conquistados.
Os Espíritos encarnados não conseguiram a eliminação dos laços
odiosos da vaidade e da ambição, sentindo-se traídos em suas energias
mais profundas, contraindo débitos penosos, perante os tribunais da
Justiça Divina.
A vinda do Cristo ao cenáculo obscuro do planeta, trazendo a
mensagem luminosa da verdade e do amor, assinalara o período da
maioridade espiritual da Humanidade. Essa maioridade implicava direitos
que, por sua vez, se fariam acompanhar do agravo de responsabilidades e
deveres para a solução de grandes problemas educativos do coração. Se
ao homem físico rasgavam-se os mais amplos horizontes nos domínios do
progresso material, os Evangelhos vinham trazer ao homem espiritual um
roteiro de novas atividades, educando-o convenientemente para as suas
arrojadas conquistas de ciência e de liberdade, com vistas ao porvir. O
aproveitamento desse processo educativo deveria ser levado a efeito pela
capital do mundo, de acordo com os desígnios do plano espiritual.
Pesadas forças da Treva, porém, aliaram-se às mais fortes tendências do
homem terrestre, constantemente inclinado aos liames do mal que o
prendiam à Terra, adstrito aos mais grosseiros instintos de conservação,
e, enquanto os Espíritos abnegados, do Alto, choram sobre os abusos de
liberdade dos romanos, a cidade dos Césares embriaga-se cada vez mais
no vinho do ódio e da ambição, contraindo dívidas penosas, entrelaçando
os seus sentimentos com o ódio dos vencidos e dos humilhados, criando
negras perspectivas para o longínquo futuro.

CULPAS E RESGATES DOLOROSOS DO HOMEM ESPIRITUAL
Ao coração misericordioso de Jesus chegam as preces dolorosas de
todos os operários da sua bendita semeadura. Seu olhar percuciente,
todavia, penetrara o âmago das almas e não fora em vão que recomendara
o crescimento do trigo e do joio nas mesmas leiras, somente a Ele
competindo a separação, na época da ceifa
A limitada liberdade de ação dos indivíduos e das coletividades é
integralmente respeitada Cada qual é responsável pelos seus atos,
recebendo de conformidade com as suas obras.
Foi por isso que Roma teve oportunidade de realizar seus propósitos
e desígnios políticos; mas a Justiça Divina acompanhou-lhe todos os
passos, nos enormes desvios a que se conduziu, comprometendo para
sempre o futuro do homem espiritual, que somente agora conhecerá um
reajustamento nas amargurosas transições do século que passa. Um laço
pesado e tenebroso reuniu a cidade conquistadora aos povos que
humilhara. O ódio do verdugo e dos seus inimigos fundiu-se em séculos
de provações e de lutas expiatórias, para demonstrar que Jesus é o
fundamento da Verdade e só o amor é a sagrada finalidade da vida. Foi por
essa razão que o conquistador e os conquistados, unidos pelo ódio como
calcetas algemados um ao outro nas galés da amargura, compareceram
periodicamente, nos Espaços, ante a misericórdia suprema do Filho de
Deus, prometendo a reparação e o resgate recíprocos, nos séculos do
porvir, fundando a civilização ocidental, como abençoada oficina dos seus
novos
trabalhos no esforço da fraternidade e da regeneração.
A bondade do Mestre fez florescer cidades valorosas e
progressistas, países cultos e fartos, onde as almas decaídas
encontrassem todos os elementos de edificação e aprimoramento. O
homem físico continuou a linha ascensional de sua evolução nas
conquistas e descobrimentos, mas o homem transcendente, a
personalidade imortal, teria saído do oceano de lodo onde se mergulhou,
voluntariamente, há dois milênios?
Respondam por nós as angustiosas expectativas da hora presente.

OS MÁRTIRES
Antes do movimento de propagação das idéias cristãs no seio da
sociedade romana, já os prepostos de Jesus se preparavam para auxiliar
os missionários da nova fé, conhecendo a reação dos patrícios em face
dos postulados de fraternidade da nova doutrina.
As classes mais abastadas não podiam tolerar semelhantes
princípios de igualdade, quais os que preconizavam as lições do Nazareno,
considerados como postulados de covardia moral, incompatíveis com a
orgulhosa filosofia do Império, e é assim que vemos os cristãos sofrendo
os martírios da primeira perseguição, iniciada no reinado de Nero, de tão
dolorosas quão terríveis lembranças. Nenhum instrumento de suplício foi
esquecido na experimentação da fé e da constância daquelas almas
resignadas e heróicas. O açoite, a cruz, o cavalete, as unhas de ferro, o
fogo, os leões do circo,
tudo foi lembrado para maior eficiência da perseguição aos seguidores do
Carpinteiro de Nazaré. Pedro e Paulo entregam a vida na palma dos
martírios santificadores e de Nero a Diocleciano uma nuvem pesada, de
sangue e de lágrimas, envolve a alma cristã, cheia de confiança na
Providência Divina. O próprio Marco Aurélio, cuja elevada estatura
espiritual recebera do Alto a missão de paralisar semelhantes desatinos,
não conseguiu deter a corrente de forças trevosas, mas o sangue dos
cristãos era a seiva da vida lançada às divinas sementes do Cordeiro, e os
seus sacrifícios foram bem os reflexos da amorosa vibração do
ensinamento do Cristo, atravessando os séculos da Terra para ser
compreendido e praticado nos milênios do porvir.

OS APOLOGISTAS
A doutrina cristã, todavia, encontrara nas perseguições os seus
melhores recursos de propaganda e de expansão.
Seus princípios generosos encontravam guarida em todos os
corações, seduzindo a consciência de todos os estudiosos de alma livre e
sincera. Observa-se-lhe a influência no segundo século, em quase todos
os departamentos da atividade intelectual, com largos reflexos na
legislação e nos costumes. Tertuliano apresenta a sua apologia do
Cristianismo, provocando admiração e respeito gerais. Clemente de
Alexandria e Orígenes surgem com a sua palavra autorizada, defendendo a
filosofia cristã, e com eles levanta-se um verdadeiro exército
de vozes que advogam a causa da verdade e da justiça, da redenção e do
amor.

O JEJUM E A ORAÇÃO
Os cristãos, contudo, não tiveram de início uma visão do campo de
trabalho que se lhes apresentava. Não atinaram que, se o jejum e a oração
constituem uma grande virtude na soledade, mais elevada virtude
representam quando levados a efeito no torvelinho das paixões
desenfreadas, nas lutas regeneradoras, a fim de aproveitar aos que os
contemplam. Não compreenderam imediatamente que esses preceitos
evangélicos, acima de tudo, significam sacrifício pelo próximo,
perseverança no esforço redentor, serenidade no trabalho ativo, que
corrige e edifica simultaneamente. Retirando-se para a vida monástica,
povoaram os desertos na suposição de que se redimiriam mais
rapidamente para o Cordeiro.
Uma ânsia de fugir das cidades populosas fazia então vibrar todos
os crentes, originando os erros da idade medieval, quando o homem
supunha encontrar nos conventos as antecâmaras do Céu.
O Oriente, com os seus desertos numerosos e os seus lugares
sagrados, afigura-se o caminho de todos quantos desejam fugir dos antros
das paixões. Só a grande montanha de Nítria chegou a possuir trinta mil
anacoretas, exilados do mundo e dos seus prazeres desastrosos.
Entretanto, examinando essa decisão desaconselhável dos primeiros
tempos, somos levados a recordar que os cristãos se haviam esquecido de
que Jesus não desejava a morte do pecador.

CONSTANTINO
As forças espirituais que acompanhavam e acompanham todos os
movimentos do orbe, sob a égide de Jesus, procuram dispor os alicerces
de novos acontecimentos, que devem preparar a sociedade romana para o
resgate e para a provação.
A invasão dos povos considerados bárbaros é então entrevista.
Uma forte anarquia militar dificulta a solução dos problemas de
ordem coletiva, elevando e abatendo imperadores de um dia para outro.
Sentindo a aproximação de grandes sucessos e antevendo a
impossibilidade de manter a unidade imperial, Diocleciano organiza a
Tetrarquia, ou governo de quatro soberanos, com quatro grandes capitais.
Retirando-se para Salona, exausto da tarefa governativa, ocorre a
rebelião militar que aclama Augusto a Constantino, filho de Constâncio
Cloro, contrariando as disposições dos dois Césares, sucessores de
Diocleciano e Maximiano. A luta se estabelece e Constantino vence
Maxêncio às portas de Roma, penetrando a cidade, vitorioso, para ser
recebido em triunfo. Junto dele, o Cristianismo ascende à tarefa do Estado,
com o edito de Milão.

O PAPADO
Desde a décima perseguição que o Cristianismo era considerado em
Roma como doutrina morta, mas os prepostos do Mestre não
descansavam, com o nobre fim de fazer valer os
seus generosos princípios. A fatalidade histórica reclamava a sua
colaboração nos gabinetes da política do mundo e, ainda uma vez, a
indigência dos homens não compreendeu a dádiva do plano espiritual,
porque, logo depois da vitória, os bispos romanos solicitavam
prerrogativas injustas sobre os seus humildes companheiros de
episcopado. O mesmo espírito de ambição e de imperialismo, que de longo
tempo trabalhava o organismo do Império, dominou igualmente a igreja de
Roma, que se arvorou em suserana e censora de todas as demais do
planeta. Cooperando com o Estado, faz sentir a força das suas
determinações arbitrárias. Trezentos anos lutaram os mensageiros do
Cristo, procurando ampará-la no caminho do amor e da humildade, até que
a deixaram enveredar pelas estradas da sombra, para o esforço de
salvação e de experiência, e, tão logo a abandonaram ao penoso trabalho
de aperfeiçoar-se a si mesma, eis que o imperador Focas favorece a
criação do Papado, no ano de 607. A decisão imperial faculta aos bispos
de Roma prerrogativas e direitos até então jamais justificados. Entronizamse,
mais uma vez, o orgulho e a ambição da cidade dos Césares. Em 610,
Focas é chamado ao mundo dos invisíveis, deixando no orbe a
consolidação do Papado. Dessa data em diante, ia começar um período de
1260 anos de amarguras e violências para a civilização que se fundava.

Nossos Encontros

Encontro Espírita da Obra Social Antônio de Aquino
Edição: 16ª
Tema:A Transformação Moral pela Caridade
Data: 28/07/2013
Centro Espírita Léon Denis
Rua Abílio dos Santos, 137 - Bento Ribeiro/RJ | CEP: 21331-290
Tel.: (21) 2452-1846

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