Papo de Varanda


Ola boa noite a todos!
Estou repleta de saudades, mas independente disso estou com vocês .
Aqui tem muito trabalho, como sempre.
Uma diferença que venho notando entre problemas de saúde dos norte-americanos e  dos brasileiros: aqui se encontra muito mais os mentais, não que não tenha  nessa ordem nos brasileiros, tem mas se multiplicam a outras coisas.
A falta de crença ,fé no que virá, é um obstáculo muito grande que encontro aqui com meus queridos enfermos.
Ontem ,na hora da pausa, ou como dizem por aqui “time of break”, conversando com um amigo, ele sem querer me contou quanto tempo ficarei mais aqui, dizendo assim:
"Vocês brasileiros são bem dinâmicos, mas é sempre assim quando começamos a nos acostumar com vocês; vem o fim de ano e os levam de volta às origens. Já trabalhei com muitos brasileiros como você e a característica de vocês perante a mim é esse dinamismo e sempre esperançosos".
Apenas sorri, mas tirei minhas conclusões que só voltaria ao Brasil no fim do ano mesmo.
No final de semana passada, passei o dia na casa de uma leitora daqui.Parece que ,em vários momentos, ela podia me sentir, pois parava um pouco seus afazeres e pensava em mim.Admiro muito isso; pessoas que não me conheceram quando estava na Terra e depois do blog ficaram tão íntimas assim e , por isso ,acho que ela merece ouvir o que vou dizer:
“Realmente a grama fica melhor mais baixinha e adorei o jarrinho na ponta da escada”.
Não posso escrever assim e quem me acompanha sabe que não sou de fazer isso, mas essa amiga é como eu disse, tão ligada a mim sem nem mesmo ter me conhecido pessoalmente, pelo menos nessa minha última vida. Mais um dos mistérios maravilhosos da vida a serem descobertos ,  essa nossa feição.
Também tem imagem de outra amiga daqui que mandou para o blog:

Não é  mesmo uma fofa!!! Linda , Obrigada !!!
Certo dia andando aqui, ouvi um barulho de folhagem ,sabe....como se estivesse ventando mas não estava e continuei a caminhar meio que procurando de onde vinha o tal barulho;  onde eu estava era um campo e tinha árvores ,mas nada de encontrar o barulho e continuei a caminhar até encontrar um colega que disse:
Olá Isa está um pouco distante de seu alojamento...
Acho que sim, vim andando, andando...mas já estou a voltar...
Que bom, posso te acompanhar ?Pois estou indo para a praça e a praça é o seu caminho.
Pode, mas porque disse que bom?
É que você já estava se aproximando das fronteiras de nossa colônia ; achei estranho por ser brasileira e ainda não conhecer os limites de nossa colônia.
Mesmo? E esse barulho de folhagem se mexendo sem estar ventando?
As plantas em geral quando se movimentam tanto na Terra e principalmente aqui , significam mudanças, desafios, dificuldades. Como você estava se aproximando de uma área que não vibrava de acordo com você, elas se agitaram, desça aqui mas um pouco que assim você as verá...olhe!
Havia uma depressão, um declínio e descemos com calma para não cairmos e ao chegarmos em certa parte, olhei lá para baixo e vi enormes mangueiras, várias juntas, formando uma mata bem fechada ,que segundo Atila (esse conhecido que estava a me acompanhar),após às mangueiras vêm os postos de socorro umbralinos.
Meu coração bateu forte e pedi para Atila me ajudar a subir novamente, já não estava me sentindo bem.
Atila subiu e me puxava. Ao chegarmos na pequena calçada novamente, sentei no beiral e disse:
"Nossa Atila porque não me disse antes de descer que após as mangueiras já eram os postos, acredito que como enfermeira as energias de lá me sugaram rápido"!
Desculpe menina Isa, não lembrei de sua função, apenas quis matar sua curiosidade; pode andar?
Levantei e disse que sim, e voltamos logo. Atila preocupado disse:
Não conte pra ninguém, sei que os superiores iram saber, mas não tive a intenção de lhe prejudicar.
Tratei de acalmá-lo e disse que fui por que quis e que não contaria a não ser se perguntassem . Logo saberiam minha resposta.
Atila se foi assustado, e eu com mais uma experiência.
Se pararmos para pensar, realmente é assim, quando as plantas se agitam vem algo por aí.
Bom, tenho que trabalhar!
Até a próxima meus amores, logo escrevo mais. Os amo muito.

Isabelle Quintanilhar


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