O Clarim

Taxa de natalidade e reencarnação

A taxa de crescimento das famílias brasileiras que não possuem filhos é três vezes maior do que a taxa de famílias com filhos.

 •  Ricardo Orestes Forni

“Este processo de renascimentos, que os gregos denominavam de palingenesia, constitui um avançado sistema de crescimento intelecto-moral, fomentador da felicidade.” (Joanna de Ângelis)

Em reportagem contida na revista Veja, edição 2323, de 29 de maio de 2013, páginas 114 a 120, as mulheres resolveram inverter a maneira de obter a felicidade anunciada por Joanna, diminuindo a taxa de natalidade em diversas partes do planeta. Sim, porque se a reencarnação é um avançado sistema de crescimento intelecto moral fomentador da felicidade – como nos ensina a Mentora – e o número de nascimentos diminui sensivelmente – como iremos verificar nos trechos da reportagem –, quando o ser humano, mulher ou homem, crê poder ser mais feliz evitando filhos, sob o ponto de vista espiritual, isso segue uma concepção inversa. E isso é problema para a imensa maioria de espíritos que gravitam em torno do planeta Terra, já que necessitam do retorno à matéria.
Vejamos alguns trechos: “Um dos mais espantosos dados do último Censo do IBGE produz uma fotografia das brasileiras que estão prestes a cruzar a fronteira dos 50 anos – no fim, portanto, do ciclo reprodutivo. Para surpresa dos especialistas, o grupo das que chegaram lá sem filhos expandiu-se 20% apenas na última década, algo impressionante do ponto de vista demográfico. Entre as mulheres que têm no currículo um diploma de ensino superior, pouco mais de um quinto optou por não experimentar a maternidade. Em sua análise da composição das famílias brasileiras, Reinaldo Gregori, doutor em demografia pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, concluiu que aquelas que não têm crianças serão mais e mais comuns: seu número se multiplica em um ritmo três vezes mais rápido do que o das famílias com filhos”.
Segundo essa mesma reportagem, há mais mulheres que optam por não ter filhos agora do que havia alguns anos atrás. “Diz a antropóloga Mirian Goldenberg: ‘Como já se constata com toda a força nos países mais desenvolvidos, muitas brasileiras não se sentem mais presas ao conceito de que a felicidade passa necessariamente pela maternidade”, continua a reportagem.
Para os que estão encarnados e numa visão estritamente colocada entre o berço e o túmulo, entendemos tal colocação, embora fundamentada no egoísmo, mas constituindo-se em um direito perante o livre-arbítrio de cada um. Mas, e para os espíritos que estão em situação de extremo sofrimento “do lado de lá”, qual seria o sentimento que experimentam perante essa realidade? Necessitados da bênção do esquecimento com urgência e tendo a porta da reencarnação fechada? Qual será nosso pensamento quando estivermos “lá”, o que pode ocorrer mais rápido do que supomos?
Continua a reportagem: “A libertação da mulher, em resumo, significou a capacidade de fazer escolhas – até mesmo sobre ter ou não filhos. Quase metade das brasileiras trabalha fora, cerca de 50% a mais do que no fim da década de 60. O casamento e a maternidade vão sendo empurrados para a frente em nome da liberdade e do trabalho. A maioria das brasileiras atinge o ápice profissional um pouco depois dos 40, quando sente que o momento de ser mãe já se foi”.
Também costumamos empurrar a análise da consciência para a frente. A grande maioria, depois da desencarnação, aposta que “do lado de lá” nada existe. Atitude extremamente perigosa, mas um direito de todos que assim procedem.
“Os demógrafos começam a estudar os desdobramentos do encolhimento da população de crianças e jovens em países mais desenvolvidos”, segue a reportagem. “Pelo menos metade da população mundial vive hoje em lugares onde as taxas de fecundidade se situam abaixo do chamado índice de reposição, de 2,1 filhos por mulher. E esse é o caso do Brasil, onde a média nacional caiu para 1,9, representando um terço do registrado nos férteis anos de 1940”.
Continua ensinando Joanna de Ângelis que diante do mecanismo da reencarnação, os fenômenos psicológicos apresentam-se em encadeamentos naturais, e elucidam-se inumeráveis patologias psíquicas e físicas, distúrbios de comportamento, diferenças emocionais, intelectuais e variados acontecimentos, nas áreas sociológicas, econômica, antropológica, ética etc.
A redução da taxa da natalidade parece mexer de maneira perigosa com esse mecanismo. Não foi assim também diante da energia atômica quando o homem preferiu construir uma bomba contra seus irmãos? Não foi assim também com o avião que se transformou em arma de guerra? Não foi assim também com a nitroglicerina, com o ópio?
Não é por acaso que vivemos e viveremos ainda por muito tempo em um planeta de provas e expiações necessário às nossas opções perante as Leis Universais.

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