Estudos



AS GUERRAS E A MAIORIDADE TERRESTRE
Em breve, porém, a família romana, cheia das tradições de generosa
beleza, foi dilacerada pelos gênios militares e pelos espíritos guerreiros.
O progresso incessante da cidade formava a tendência geral ao
expansionismo em todos os domínios.
Entretanto, os pródromos do Direito Romano e a organização da
família assinalavam o período da maioridade terrestre. O homem com semelhantes conquistas,
estava a desferir o vôo para as mais altas esferas espirituais.
As legiões magnânimas do Cristo aprestam-se para as últimas
preparações de seus gloriosos caminhos na face do mundo. O Evangelho
deveria chegar como a mensagem eterna do amor, da luz e da verdade
para todos os seres.
Todavia, a liberdade pessoal e coletiva é respeitada pelo plano
invisível e Roma não se mostra digna das numerosas dádivas recebidas.
Em vez de estender os seus laços pela educação e pela concórdia, deixa
prender-se por uma legião de espíritos agressivos e ambiciosos, alargando
a sua influência pelo mundo com as balistas e catapultas dos seus
guerreiros. Depois das conquistas da Península, empreende a conquista
do mundo, com as guerras púnicas, terminando por submeter todo o
Oriente, onde também se encontrava a Grécia esgotada e vencida.
Os enviados do Cristo harmonizam esses terríveis movimentos no
instituto das provações necessárias aos indivíduos e aos seus
agrupamentos; todavia, a realidade é que Roma assumia, igualmente, as
mais pesadas responsabilidades e os mais penosos débitos, diante da
Justiça Divina. Suas águias vitoriosas cruzam, então, todos os mares; o
Mediterrâneo é propriedade sua e o Império Romano é o Império do
homem, ouvindo-se a voz diretora de um só homem para quase todas as
regiões povoadas da Terra.


NAS VÉSPERAS DO SENHOR
As forças do invisível, porém, não descansaram. Muitas lágrimas
foram vertidas, no Alto, em vista de tão nefastos acontecimentos.
O Cristo reúne as assembléias de seus emissários. A Terra não
podia perder a sua posição espiritual, depois das conquistas da sabedoria
ateniense e da família romana.
É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas
proximidades da Terra, adotando providências de vasta e generosa
importância. A lição do Salvador deveria, agora, resplandecer para os
homens, controlando-lhes a liberdade com a exemplificação perfeita do
amor. Todas as providências são levadas a efeito. Escolhem-se os
instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade
única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando
reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de
luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de
sublimadas esperanças no coração dos homens e da Natureza. A
manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e,
enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se
esqueceria o Natal, a "noite silenciosa, noite santa".

A vinda de Jesus
A MANJEDOURA
A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo,
como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.
Começava a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade
terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o
código da fraternidade e do amor a todos os corações.
Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram
o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista,
José, bem como a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas
vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que
somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores
da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os
fundamentos da verdade inabalável.


O CRISTO E OS ESSÊNIOS
Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há
quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do
seu messianismo de amor e de redenção. As próprias esferas mais
próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das
controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos
estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da
Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.
O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas
essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros
dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta
lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.


CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS DE ISRAEL
Do seu divino apostolado nada nos compete dizer em acréscimo das
tradições que a cultura evangélica apresentou em todos os séculos posteriores à sua vinda à
Terra, reafirmando, todavia, que a sua lição de amor e de humildade foi
única em todos os tempos da Humanidade.
Dele asseveraram os profetas de Israel, muito tempo antes da
manjedoura e do calvário: - "Levantar-se-á como um arbusto verde,
vivendo na ingratidão de um solo árido, onde não haverá graça nem
beleza. Carregado de opróbrios e desprezado dos homens, todos lhe
voltarão o rosto. Coberto de ignomínias, não merecerá consideração. É
que Ele carregará o fardo pesado de nossas culpas e de nossos
sofrimentos, tomando sobre si todas as nossas dores. Presumireis na sua
figura um homem vergando ao peso da cólera de Deus, mas serão os
nossos pecados que o cobrirão de chagas sanguinolentas e as suas
feridas hão de ser a nossa redenção. Somos um imenso rebanho
desgarrado, mas, para nos reunir no caminho de Deus, Ele sofrerá o peso
das nossas iniquidades. Humilhado e ferido, não soltará o mais leve
queixume, deixando-se conduzir como um cordeiro ao sacrifício. O seu
túmulo passará como o de um malvado e a sua morte como a de um ímpio.
Mas, desde o momento em que oferecer a sua vida, verá nascer uma
posteridade e os interesses de Deus hão de prosperar nas suas mãos."


A GRANDE LIÇÃO
Sim, o mundo era um imenso rebanho desgarrado. Cada povo fazia
da religião uma nova fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos
religiosos do Oriente caminhavam para o terreno franco da dissolução e da imoralidade; mas o Cristo vinha trazer
ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Sua palavra,
mansa e generosa, reunia todos os infortunados e todos os pecadores.
Escolheu os ambientes mais pobres e mais desataviados para viver a
intensidade de suas lições sublimes, mostrando aos homens que a
verdade dispensava o cenário suntuoso dos areópagos, dos fóruns e dos
templos, para fazer-se ouvir na sua misteriosa beleza. Suas pregações, na
praça pública, verificam-se a propósito dos seres mais desprotegidos e
desclassificados. como a demonstrar que a sua palavra vinha reunir todas
as criaturas na mesma vibração de fraternidade e na mesma estrada
luminosa do amor. Combateu pacificamente todas as violências oficiais do
judaísmo, renovando a Lei Antiga com a doutrina do esclarecimento, da
tolerância e do perdão. Espalhou as mais claras visões da vida imortal,
ensinando às criaturas terrestres que existe algo superior às pátrias, às
bandeiras, ao sangue e às leis humanas. Sua palavra profunda, enérgica e
misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das
ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos
homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção.

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