Estudos





PROVAÇÃO COLETIVA DA GRÉCIA
A condenação de Sócrates foi uma dessas causas transcendentes
de dolorosas e amargas provações coletivas, para todos os espíritos que
participaram dela, na medida justa das responsabilidades pessoais entre
si.
E é em razão disso que, mais tarde, vemos o povo nobre e culto de
Atenas fornecendo escravos valorosos e sábios aos espíritos agressivos e
enérgicos de Roma. Eles iam nas galeras suntuosas, humilhados e
oprimidos, sem embargo das suas elevadas noções da vida, do amor, da
liberdade e da justiça.
É verdade que iam instaurar um novo período de progresso
espiritual para as coletividades romanas, com os seus luminosos
ensinamentos, mas o processo evolutivo poderia ladear outros caminhos,
longe do morticínio e da escravidão. Todavia, sobre a fronte de muitos
gregos ilustres, pairava o sanguinolento labéu daquela injusta
condenação, labéu ignominioso que a Grécia deveria lavar com as
lágrimas dolorosas da compunção e do cativeiro.
Roma

O POVO ETRUSCO
Reconhecendo as dedicações ao trabalho, por parte de todos os
Espíritos que se haviam localizado na Itália primitiva, então dividida em
duas partes importantes, que eram a Gália Cisalpina e a Magna Grécia, ao
norte e ao sul da península, os prepostos e auxiliares de Jesus projetam a
fundação de Roma, que se ergueu rapidamente, coroada de lendas
numerosas, para desempenhar tão grande papel na evolução do Mundo.
A esse tempo, o Vale do Pó era habitado pelos etruscos, que se viam
humilhados pelas
constantes invasões dos gauleses. De todos os elementos que formaram
os ascendentes da Itália moderna, eram eles dos mais esforçados,
operosos e inteligentes Nas regiões da Toscana, possuíam largas
indústrias de metais, marinha notável, destacado progresso no amanho da
terra e, sobretudo, sentimentos evolvidos que os faziam diferentes das
coletividades mais próximas. Acreditavam na sobrevivência e ofereciam
sacrifícios às almas dos mortos, venerando os deuses cujas disposições,
em cada dia, presumiam conhecer através dos fenômenos comuns da
Natureza. Atormentados e desgostosos em face das lutas reiteradas com
os gauleses, os etruscos decidiram tentar vida nova e, guiados
indiretamente pelos mensageiros do Invisível, grande parte resolveu fixarse
na Roma do porvir, que, então, nada mais era que um agrupamento de
cabanas humildes e desprotegidas.

PRIMÓRDIOS DE ROMA
Defendida naturalmente pelo adensamento constante de população,
a cidade mergulhou as suas origens numa corrente profunda de histórias
interessantes e maravilhosas, onde as figuras de Enéias, de Réia Sílvia, de
Rômulo e Remo assumiram papel saliente e singularíssimo.
A verdade, porém, é que os etruscos, em grande maioria, edificaram
as primeiras organizações da cidade, fundando escolas de trabalho,
transportando para aí as experiências mais valiosas dos outros povos,
criando uma nova
terra com o seu esforço enérgico e decidido. Lá encontraram eles as tribos
latinas Ramnenses, Titienses e Lúceres, congregadas para a edificação
comum, das quais assumiram a direção por largos anos, construindo os
alicerces das realizações futuras.
Quando Rômulo chegou, seus olhos já contemplaram uma cidade
próspera e trabalhadora, onde fez valer a sua enérgica inteligência, mas
não faltou à posteridade o gosto de tecer-lhe uma coroa lendária e
fantasiosa, chegando-se a afirmar que a sua figura fora arrebatada no
carro dos deuses, com destino ao Céu.

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