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Cientistas 'forçam' reprodução de espécie de sapo menor do que moeda

Centenas de girinos foram obtidos por reprodução em cativeiro.
Espécie natural do Panamá está com habitat ameaçado, diz instituto.

Sapo da espécie 'Atelopus limosus', em risco de extinção (Foto: Divulgação/Brian Gratwicke/Instituto Smithsonian)Sapo 'Atelopus limosus', em risco de extinção (Foto: Divulgação/Brian Gratwicke/Instituto Smithsonian)
Cientistas conseguiram 'forçar' o acasalamento entre exemplares de uma espécie de sapo, com tamanho menor de uma moeda, o que pode ajudar a salvar este anfíbio de um possível desaparecimento da natureza.
Nativos do Panamá, os Atelopus limosus são classificados como ameaçados pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).
Conseguir reproduzir o animal em cativeiro é uma raridade, afirma o instituto. "Estes sapos representam a última esperança de sua espécie", afirmou Brian Gratwicke, coordenador do Projeto de Conservação e Recuperação dos Anfíbios do Panamá, vinculado ao Smithsonian.Os pesquisadores do Instituto Smithsonian de Conservação e Biologia obtiveram centenas de girinos, nascidos de um par de Atelopus limosus que acasalou, e outros nove sapos saudáveis, mais próximos da fase adulta, nascidos de outro par.
"Esta nova geração [de anfíbios] está servindo de inspiração para nosso trabalho", completou Gratwicke. Cerca de um terço das espécies de anfíbios no mundo estão em risco de extinção, de acordo com o Instituto Smithsonian.
O Panamá é um dos últimos refúgios para este tipo de animal. Atualmente o projeto conta com 65 sapos adultos da espécie, em dois padrões de cores. Cada espécie de anfíbio tem suas próprias características e necessidades de reprodução. No caso, os cientistas tiveram que estudar as características reprodutivas do Atelopus limosus para que o projeto fosse bem-sucedido.
Para a IUCN, o habitat desta espécie de sapo está em declínio severo, e o animal atualmente pode ser encontrado numa área menor que 5 mil km². "O desmatamento para o uso agrícola da terra e a construção de infraestrutura, assim como a poluição da água e o assoreamento dos rios, são as principais ameaçadas a esta espécie", ressaltou a instituição, em seu site.
Tamanho de espécime em comparação com mão humana (Foto: Angie Estrada/Projeto de Conservação e Recuperação dos Anfíbios do Panamá)Tamanho de espécime em comparação com mão humana (Foto: Divulgação/Angie Estrada/Projeto de Conservação e Recuperação dos Anfíbios do Panamá)

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