Estudos




A CHINA ATUAL
A falsa interpretação do Nirvana disturbou as elevadas
possibilidades criadoras do espírito chinês, cristalizou-lhe as concepções
e paralisou-lhe a marcha para as grandes conquistas.
É certo que essas conquistas não consistem nas metralhadoras e
nas bombardas da civilização do Ocidente, cheia de comodidades
multifárias, mas aqui me refiro à incompreensão geral acerca da lição
sublime do Cristo e dos seus enviados.
A China, como os outros povos do mundo, tem de esmar neste
século os valores obtidos na sua caminhada longa e penosa
Destas palavras, não há inferir que a invasão japonesa, na sua
incrível agressividade, esteja tocada de uma sanção divina. O Japão
poderá realizar, na grande república, todas as conquistas materiais;
usando a psicologia dos conquistadores, poderá melhorar as condições
sanitárias do povo, rasgar estradas e multiplicar escolas; mas não
amortecerá a energia perseverante do espírito chinês, valoroso e
resignado, que poderá até ceder-lhe as próprias rédeas do governo,
enchendo-o de fortuna, de suntuosidade e de honrarias, sem desprestígio
do seu próprio valor, porquanto a China milenária sabe que os espíritos de
rapina embriagam-se facilmente com o vinho de sangue do triunfo, e tão
logo o luxo lhes amoleça as fibras da desesperação, todas as vitórias
voltam, automaticamente, à reflexão, ao raciocínio, à cultura e à
inteligência.
O que se faz necessário examinar é o estado de estagnação da alma
chinesa nestes últimos séculos, para concluirmos pela sua necessidade
imperiosa de comungar no banquete de fraternidade dos outros povos.

A EDIFICAÇÃO DO EVANGELHO
É verdade que a palavra direta do Cristo, consubstanciada no seu
Evangelho, ainda não chegou até lá de um modo geral, aclarando o
caminho de todos os corações, mas um sopro de vida romperá as sombras
milenárias que
caíram sobre a república chinesa, onde milhões de almas repousam,
indevidamente, na falsa compreensão do Nirvana e do Absoluto. Mãos
valorosas erguerão o monumento evangélico naquele mundo de dolorosas
antigüidades, e um novo dia raiará para a grande nação que se tornou em
símbolo de paciência e de perseverança, para os outros povos.
Esperemos a providência dAquele que guarda em suas mãos
augustas e misericordiosas a direção do mundo.
"Bem-aventurados os pacíficos, os aflitos, os humildes."
E as suas palavras mansas e carinhosas nos fazem lembrar a China
milenária, que, amando a paz, sofre agora o insulto das forças tenebrosas
da ambição, da injustiça e da iniquidade.

AS PRIMEIRAS ORGANIZAÇÕES
RELIGIOSAS
As primeiras organizações religiosas da Terra tiveram, naturalmente,
sua origem entre os povos primitivos do Oriente, aos quais enviava Jesus,
periodicamente, os seus mensageiros e missionários.
Dada a ausência da escrita, naquelas épocas longínquas, todas as
tradições se transmitiam de geração a geração através do mecanismo das
palavras. Todavia, com a cooperação dos degredados do sistema da
Capela, os rudimentos das artes gráficas receberam os primeiros impulsos, começando a florescer uma nova era de conhecimento
espiritual, no campo das concepções religiosas.
Os Vedas, que contam mais de seis mil anos, já nos falam da
sabedoria dos "Sastras", ou grandes mestres das ciências hindus, que os
antecederam de mais ou menos dois milênios, nas margens dos rios
sagrados da Índia. Vê-se, pois, que a idéia religiosa nasceu com a própria
Humanidade, constituindo o alicerce de todos os seus esforços e
realizações no plano terráqueo.

AINDA AS RAÇAS ADÂMICAS
Não podemos, porém, esquecer que Jesus reunira nos espaços
infinitos os seres proscritos que se exilaram na Terra, antes de sua
reencarnação geral na vizinhança dos planaltos do Irá e do Pamir.
Obedecendo às determinações superiores do mundo espiritual, eles
nunca puderam esquecer a palavra salvadora do Messias e as suas divinas
promessas. As belezas do espaço, aliadas à paisagem mirífica do plano
que foram obrigados a abandonar, viviam no cerne das suas recordações
mais queridas. As exortações confortadoras do Cristo, nas vésperas de
sua dolorosa imersão nos fluidos pesados do planeta terrestre, cantavamlhes
no íntimo os mais formosos hosanas de alegria e de esperança. Era
por isso que aquelas civilizações antigas possuíam mais fé, colocando a
intuição divina acima da razão puramente humana. A crença, como íntima
e sagrada aquisição de suas almas,
era a força motora de todas as realizações, e todos os degredados, com os
mais santos entusiasmos do coração, falaram dEle e da sua infinita
misericórdia Suas vozes enchem todo o âmbito das civilizações que
passaram no pentagrama dos séculos sem-fim e, apresentado com mil
nomes, segundo as mais variadas épocas, o Cordeiro de Deus foi
guardado pela compreensão e pela memória do mundo, com todas as suas
expressões divinas ou, aliás, como a própria face de Deus, segundo as
modalidades dos mistérios religiosos.

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