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O amor não tem idade

Nunca é tarde demais para o amor. (Foto: iStock)
Outro dia, zapeando pela rede, me deparei com a história de Isabel Bezerra da Silva e Agenor Santos. Os dois se conheceram em um asilo na zona leste de São Paulo. Apesar da idade avançada, a dupla decidiu enfrentar um desafio até então inédito para ambos. Ela, com 78 anos, ele com 71, subiram ao altar pela primeira vez em suas vidas no último sábado (23).
A época em que velhinhos e velhinhas estavam condenados à solidão até o final de suas vidas é coisa do passado. Se ainda não chegam a serem comuns, os relacionamentos entre idosos pelo menos deixaram de ser raros. Ainda assim, me chama a atenção a coragem desses dois amantes que não se deixaram intimidar pela idade avançada e decidiram levar adiante, pela primeira vez na vida, a nem sempre fácil tarefa de dividir a vida com outra pessoa.
A iniciativa deles serve como uma bela lição para muitos de nós, que consideramos seriamente a possibilidade de desistir de encontrar um companheiro só porque levamos duas ou três rasteiras da vida. Isabel e Agenor são exemplos vivos que o ser humano não se aposenta afetivamente de forma compulsória, independentemente dos reveses pelos quais ele passe. Eles nos mostram que desistir de entrar em campo e preferir assistir os anos passarem da arquibancada é uma escolha, jamais uma imposição dos fatos ou dos obstáculos que por vezes tomam conta do caminho.
Não se trata de diminuir as dores individuais e decretar que de agora em diante só merecem respeito aqueles que fizerem parte de uma história de amor até o último dia da vida. Menos, bem menos, gente. A mensagem que o casal de pombinhos experiente nos passa é outra. Carregada de leveza e esperança. A dica que os dois nos dão com seus exemplos, que valem um milhão de vezes mais do que palavras, é a vida sempre merece uma nova chance. É clichê, eu sei. Mas também sei que muitas vezes é difícil aplicar essa regra em nossos dias.
Vejam bem, não quero acrescentar mais um item na lista de objetivos que a gente precisa cumprir para ser considerado um case de sucesso na humanidade. Conheceu um cara? Apaixonou-se por ele? Viveram felizes para sempre por 200 anos? Ele morreu e você não sente vontade de começar um novo relacionamento? Se for por amor eterno de almas gêmeas, ok. Se for por medo, preguiça, amargor ou insegurança, vá se tratar que afeto não rende juros, então não faz sentido ficar guardando sentimento para o futuro.

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