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JAPÃO EXTRAI PELA PRIMEIRA VEZ GÁS A PARTIR DE HIDRATO DE METANO

Japão extrai pela primeira vez gás a partir de hidrato de metano

Altamente dependente da importação da energia que consome, o Japão está dando os primeiros passos na busca por uma alternativa energética além do uso da força nuclear após o acidente de Fukushima, em 2011. O país, que, segundo estimativas, compra atualmente 95% da sua força energética, conseguiu pela primeira vez extrair do fundo do mar gás a partir de hidrato de metano.

O primeiro teste foi realizado nesta semana, e a meta agora é alcançar uma extração estável ao longo dos próximos 15 dias. A expectativa é que ocorra um segundo teste de extração entre 2014 e 2015, e o projeto de pesquisa desse novo meio energético deve seguir até 2019.

O experimento ocorreu na costa da cidade de Aichi, a 330 metros sob a terra, o que representa mil metros de profundidade marinha. Já se sabe da existência de grandes quantidades de hidrato de metano no fundo do mar do arquipélago japonês há dois séculos, contudo, sua exploração é tecnicamente muito difícil e de alto custo. Este gás é encontrado em regiões caracterizadas por fortes abalos sísmicos, o que é o caso do Japão.

O hidrato de metano pode ser usado para o transporte de longas distâncias e também poderia disputar espaço no mercado com o gás liquefeito (GNL) ou o gás de xisto. A demanda de gás no Japão aumentou consideravelmente desde que boa parte dos 50 reatores nucleares do país foram desativados depois do acidente nuclear de Fukushima.

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BBC

Cometa Panstarrs segue dando show pelo céu ao redor do mundo

COMETA PANSTARRS SEGUE DANDO SHOW PELO CÉU AO REDOR DO MUNDO



A passagem do cometa Panstarrs pela Terra segue dando um espetáculo pelo céu ao redor do mundo. Depois de ter registrado uma boa visibilidade no Hemisfério Sul, agora ele está mais visível no Norte e, em especial, durante a noite desta quarta-feira. Este corpo celeste, oficialmente batizado  C/2011 L4 Panstarrs, é uma bola de gelo com uma longa calda formada pelos seus detritos.

O cometa está fazendo uma passagem "próxima" da Terra, o que significa 170 milhões de quilômetros, mais de 400 vezes a distância do nosso planeta e da Lua. Contudo, sua calda é, aproximadamente, 10 vezes mais longa do que a largura da Terra. Quando este corpo celeste atravessa a vizinhança do nosso planeta, todo o seu gelo e poeira refletem a luz e isso faz com que ele brilhe no céu à noite.

O cometa esteve mais visível no Hemisfério Sul durante algumas semanas, mas agora ele está cruzando em boas condições o céu na parte Norte do globo. E a melhor oportunidade para visualizá-lo nesta região é justamente na noite desta quarta-feira, quando a fina lua crescente tornará mais fácil a tarefa de encontrá-lo até mesmo a olho nu.

Quem quiser acompanhar o cometa terá que procurar um lugar sem a luz das cidades ou poluição e também torcer para que o céu não esteja nublado. Mesmo quem não conseguir ver o cometa nesta noite, terá outras oportunidades até o final do mês, contudo, ele estará cada vez mais alto em relação à linha do horizonte com o passar dos dias. A observação poderá ser feita com bons binóculos ou um telescópio.

É melhor aproveitar a chance de ver este cometa agora, pois sua próxima passagem deverá ocorrer somente daqui a centenas de séculos. A descoberta do Panstarrs é relativamente recente: foi observado pela primeira vez em 2011, pelo Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System, localizado no topo do vulcão Haleakala, no Havaí. Depois deste cometa, outro grande acontecimento este ano será a passagem do Ison, em novembro, que promete dar outro show ao redor do mundo.

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Forbes

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