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Megatempestade caótica e imprevisível em Vênus surpreende astrônomos

MEGATEMPESTADE CAÓTICA E IMPREVISÍVEL EM VÊNUS SURPREENDE ASTRÔNOMOS



Uma megatempestade de longa duração na atmosfera do polo sul de Vênus provou ser um fenômeno mais caótico e imprevisível do que se pensava anteriormente. Esta é a conclusão de um novo estudo que analisou detalhadamente a atmosfera polar do planeta e que foi publicado no final da última semana na revista Nature Geoscience.

Com o uso do satélite Venus Express, da Agência Europeia Espacial, os astrônomos puderam observar o vórtice polar no sul de Vênus detalhadamente. O ciclone permanente tem uma altura de 20 quilômetros, mais de duas vezes a do Monte Everest, o pico mais alto do planeta Terra. Os cientistas mapearam dois centros distintos de rotação da tempestade, cada um a uma altitude diferente, que se moviam independentemente um do outro, sem um padrão específico. Isso está em contraste com vórtices polares em outros planetas, como a Terra, que são muito mais estáveis.

Vênus tem uma atmosfera densa, formada por dióxido de carbono, que cria uma pressão na superfície 90 vezes mais forte que a da Terra ao nível do mar, além de temperaturas superiores a 450 graus Celsius, quente o suficiente para derreter chumbo. Embora o planeta gire muito lentamente - um dia em Vênus dura 243 dias terrestres - a sua atmosfera viaja a velocidades de 360 km/h, girando em torno do planeta em apenas quatro dias da Terra.

Um vórtice polar é uma gigantesca e persistente tempestade com ciclone que paira alto na atmosfera do planeta. Quase todo planeta ou lua com uma substancial atmosfera pode apresentar um fenômeno como esse, incluindo a Terra. Eles interagem com isso e influenciam os padrões climatológicos no longo prazo de uma atmosfera e, pelo menos em nosso planeta, são importantes para definir mudanças climáticas e a destruição do ozônio.

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ESA

Microchip com capacidade

MICROCHIP COM CAPACIDADE "AUTORREGENERATIVA" É DESENVOLVIDO NOS EUA



Pesquisadores da Caltech, nos Estados Unidos, apresentaram um complexo circuito integrado que é capaz de resistir a enormes danos físicos, reconfigurando a maneira como a informação é processada. Esse chip não repara fisicamente os estragos; ele usa um segundo processador que aponta novas formas de executar uma tarefa em vez de recuperar o dano. Além disso, o chip também por ser programado para priorizar economia de energia e velocidade.

Ali Hajimiri, professor de engenharia elétrica da Caltech e quem conduziu este trabalho, disse que o chip "harmoniza" seu desempenho de acordo com as condições de momento, o que o faz obter um resultado superior sob condições normais.

Circuitos com capacidade autorreparadora podem resistir a falhas de produção e também poderiam suportar danos causados por altas temperaturas, ou a deteriorização ao longo do tempo. Isso significa que este produto poderia dar mais segurança aos equipamentos de comunicação militar assim como oferecer mais segurança a aparelhos eletrônicos portáteis mais suscetíveis a quedas ou choques.

Essa "autorregeneração" do sistema é possível por conta do segundo processador que monitora o circuito, rodando um programa que analisa dados de sensores de temperatura, voltagem, corrente, força e outros. Ele pode ser programado para otimizar estes parâmetros para um fim específico - como maximizar a qualidade ou força de um sinal produzido por um amplificador. O programa então analisa como mudar o sistema para alcançar da melhor maneira possível o resultado configurado.

É possível, desta maneira, alterar a voltagem aplicada a um transistor específico no circuito ou mudar o forma como os sinais serão enviados de forma a evitar uma "passagem" pela área danificada. Hajimiri diz que o circuito tem cerca de "250 mil estados possíveis". De acordo com ele, esse conceito de "auto-recuperação" pode ser aplicado a qualquer circuito, não importa qual seja a sua função.

No caso, o projeto que ele apresentou usou essa função em um amplificador de potência, um tipo de circuito que processa a transmissão do sinal de telefones celulares e outros dispositivos de telecomunicações. São 100 mil transistores, diversos tipos de sensores e um processador adicional integrado que monitora o desempenho do circuito e executa algoritmos para avaliar a forma como ela pode ser melhorada.

O sistema continuou funcionando mesmo depois que o circuito foi queimado por um laser, o que acabou com metade dos transistores. No experimento apresentado, foram necessários apenas algumas dezenas de milissegundos para ajustar o dano. O estudo foi publicado este mês, no jornal IEEE - Transactions on Microwave Theory and Techniques.

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Technoly Review
Caltech

Uma rocha branca em pleno Planeta Vermelho

UMA ROCHA BRANCA EM PLENO PLANETA VERMELHO



A expedição do robô Curiosity, da Nasa, pela baía de Yellowknife, na cratera Gale, no Planeta Marte, segue revelando grandes surpresas para a comunidade científica. A novidade da vez é uma  intrigante rocha que se diferencia de todo o resto do solo marciano (predominantemente vermelho) por conta de sua cor branca reluzente.

Este achado é resultado de uma casualidade: há alguns dias, o Curiosity passou sobre esta rocha, agora batizada de Tintina, e a partiu em dois pedaços. Foi aí que os pesquisadores repararam na diferenciada coloração brilhante e branca do interior desta rocha. O passo seguinte da investigação consistiu em tirar algumas fotografias com a câmera Mastcam, localizada no mastro do robô, capaz de capturar imagens infravermelhas.

Desta maneira, segundo explicaram os pesquisadores na Conferência de Ciências Lunares e Planetárias, foi detectada a presença de água nos minerais que compõem a Tintina. Como explica Melissa Rice, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, "quando as veias das rochas parecem mais brilhantes, isso significa que ela contém minerais hidratados".

O achado acaba por apontar a existência de mais uma evidência de que haveria água em Marte há muito tempo atrás. E, quem sabe, a Tintina, esta brilhante rocha branca, acidentalmente partida pelo Curiosity, irá se transformar em um ícone do passado habitável do Planeta Vermelho.

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Nasa

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