Rio -  A população do Rio está atenta aos acontecimentos decorrentes da nova lei de redistribuição dos royalties do petróleo. A discussão ganhou as redes sociais. Prova disso é a página de Facebook “República Federativa do Rio de Janeiro”, criada dia 10 deste mês, e que já conta com mais de 1.300 usuários se envolvendo em debates sobre o assunto.
O nome sugere uma espécie de separatismo do estado do resto do país, “num tom de irreverência que só o carioca tem”, afirma um dos organizadores da página, que se intitula “Ministro de Comunicação e Porta-Voz da Presidência”. Segundo ele, que prefere não ser identificado, a intenção é transmitir a vontade do povo de uma maneira mais disseminada. “É para as pessoas entenderem a gravidade do que está acontecendo, inclusive nosso governador”, diz.
O organizador, que administra a página com outros sete usuários, ainda ressalta: “Acho que o governador está equivocado no que está fazendo. Ele está com dificuldades de transmitir a gravidade do problema. A gente está sendo mais ‘feliz’ em dialogar com o povo”.
Na página, a média é de dois “Curtir” a cada minuto. De acordo com os organizadores da página, protestos de conscientização já estão sendo planejados entre usuários de sete municípios do estado. 
Rosinha convoca população
Ao convocar ontem a população para o ato público de sexta-feira, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), explicou a empresários e fornecedores que os serviços públicos essenciais da cidade do Norte Fluminense podem ser suspensos com a nova lei de distribuição dos royalties do petróleo. Segundo ela, o município verá seus recursos reduzidos pela metade. Rosinha lembrou que os royalties garantem o funcionamento da rede pública de saúde e dos hospitais filantrópicos da cidade, como a Santa Casa.

O provedor da instituição, Benedito Marques, disse que, sem os royalties, terá que demitir 30% dos funcionários. As universidades privadas serão atingidas, pois vários alunos têm bolsas pagas pela prefeitura