Estudos




A INCOMPREENSÃO DO JUDAÍSMO
A verdade, porém, é que Jesus, chegando ao mundo, não foi
absolutamente entendido pelo povo judeu. Os sacerdotes não esperavam
que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na
paisagem terrestre. Segundo a sua concepção, o Senhor deveria chegar no
carro magnificente de suas glórias divinas, trazido do Céu à Terra pela
legião dos seus Tronos e Anjos; deveria humilhar todos os reis do mundo,
conferindo a Israel o cetro supremo na direção de todos os povos do
planeta; deveria operar todos os prodígios, ofuscando a glória dos
Césares. E, no entanto, o Cristo surgira entre os animais humildes da
manjedoura; apresentava-se como filho de um carpinteiro e, no
cumprimento de sua gloriosa missão de amor e de humildade, protegia as
prostitutas, confundia-se com os pobres e com os humilhados, visitava as
casas suspeitas para de Iá arrancar os seus auxiliares e seguidores; seus
companheiros prediletos eram os pescadores ignorantes e humildes, dos quais fazia apóstolos bem-amados.
Abandonando os templos da Lei, era freqüentemente encontrado ao longo
do Tiberíades, em cujas margens pregava aos simples a fraternidade e o
amor, a sabedoria e a humildade. O judaísmo, saturado de orgulho, não
conseguiu compreender a ação do celeste emissário. Apesar da crença
fervorosa e sincera, Israel não sabia que toda a salvação tem de começar
no íntimo de cada um e, cumprindo as profecias de seus próprios filhos,
conduziu aos martírios da cruz o divino Cordeiro.

NO PORVIR
As organizações dos doutores da Lei subsistiram no curso
incessante dos tempos. Embalde esperaram eles outro Cristo, nestes dois
milênios que ora chegam a termo. A realidade é que um sopro de amargura
pesou mais fortemente sobre os destinos da raça, depois da ignominiosa
tarde do Calvário. As sombras simbólicas, que caíram sobre o Templo de
Jerusalém, acompanharam igualmente o povo escolhido em todas as
diretivas, pelas estradas longas do mundo, com amplos reflexos no
ambiente contemporâneo.
Israel continua a cultuar o Deus Todo-Poderoso dos seus profetas,
seus rituais prosseguem em pontos isolados do orbe inteiro.
É talvez a raça mais livre, mais internacionalista, mais fraternal, entre
si, mas também a mais altiva e exclusivista do mundo.
Apesar de não ter uma pátria (*) e não obstante todas as
perseguições e clamorosas injustiças experimentadas nas suas jornadas
de sofrimento, Israel faz o seu roteiro através das cidades tumultuosas,
esperando o Messias da sua redenção e da sua liberdade.
Jesus acompanha-lhe a marcha dolorosa através dos séculos de
lutas expiatórias e regeneradoras.
Novos conhecimentos dimanam do Céu para o coração dos seus
patriarcas e não tardará muito tempo para que vejamos os judeus
compreendendo integralmente a missão sublime do verdadeiro
Cristianismo e aliando-se a todos os povos da Terra para a caminhada
salvadora, em busca da edificação de um mundo melhor.
__________
(*) Nota da Editora: Este livro foi escrito em 1938, dez anos antes de ser criado, na
Palestina, o Estado de Israel.

A China milenária
A CHINA
Depois de nossas divagações a respeito da raça branca, que se
constituía dos antigos árias no ambiente da Terra, é cabível examinarmos
a árvore mais antiga das civilizações terrestres, a fim de observarmos a
assistência carinhosa e constante do Divino Mestre para com todas as
criaturas de Deus.
Inegavelmente, o mais prístino foco de todos os surtos evolutivos do
globo é a China milenária, com o seu espírito valoroso e resignado, mas
sem rumo certo nas estradas da edificação geral.
Quando se verificou o advento das almas proscritas do sistema da
Capela, em épocas remotíssimas, já a existência chinesa contava com uma
organização regular, oferecendo os tipos mais homogêneos e mais
selecionados do planeta, em face dos remanescentes humanos primitivos.
Suas tradições já andavam de geração em geração, construindo as obras
do porvir. Daí se infere que, de fato, a história da China remonta a épocas
remotíssimas, no seu passado multimilenário, e esse povo, que deixa
agora entrever uma certa estagnação nos seus valores evolutivos, sempre
foi igualmente acompanhado na sua marcha por aquela misericórdia
infinita que, do Céu, envolve todos os corações que latejam na Terra.


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