Estudos




O MONOTEÍSMO
O que mais admira, porém, naquelas tribos nômadas e
desprotegidas, é a fortaleza espiritual que lhes nutria a fé nos mais
arrojados e espinhosos caminhos.
Enquanto a civilização egípcia e os iniciados hindus criavam o
politeísmo para satisfazer os imperativos da época, contemporizando com
a versatilidade das multidões, o povo de Israel acreditava somente na
existência do Deus Todo-Poderoso, por amor do qual aprendia a sofrer
todas as injúrias e a tolerar todos os martírios.
Quarenta anos no deserto representaram para aquele povo como
que um curso de consolidação da sua fé, contagiosa e ardente.
Seguiu-lhe Jesus todos os passos, assistindo-o nos mais delicados
momentos de sua vida e foi ainda, sob o pálio da sua proteção, que se
organizaram os reinos de Israel e de Judá, na Palestina.
Todas as raças da Terra devem aos judeus esse benefício sagrado,
que consiste na revelação do Deus Único, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os
seres.
O grande legislador dos hebreus trouxera a determinação de Jesus,
com respeito à simplificação das fórmulas iniciáticas, para compreensão
geral do povo; a missão de Moisés foi tornar acessíveis ao sentimento
popular as grandes lições que os demais iniciados eram compelidos a
ocultar. E, de fato, no seio de todas as grandes figuras da antigüidade,
destaca-se o seu vulto como o primeiro a rasgar a cortina que pesa sobre
os mais elevados conhecimentos, filtrando a luz da verdade religiosa para
a alma simples e generosa do povo.

A ESCOLHA DE ISRAEL
No reino de Israel sucederam-se as tribos e os enviados do Senhor.
Todos os seus caminhos no mundo estão cheios de vozes proféticas e
consoladoras, acerca dAquele que ao mundo viria para ser glorificado
como o Cordeiro de Deus.
A cada século renovam-se as profecias e cada templo espera a
palavra de ordem dos Céus, através do Salvador do Mundo. Os doutores
da Lei, no templo de Jerusalém, confabulam, respeitosos, sobre o Divino
Missionário; na sua vaidade orgulhosa esperavam-no no seu carro
vitorioso, para proclamar a todas as gentes a superioridade de Israel e
operar todos os milagres e prodígios.
E, recordando esses apontamentos da história, somos naturalmente
levados a perguntar o porque da preferência de Jesus pela árvore
de David, para levar a efeito as suas divinas lições à Humanidade; mas a
própria lógica nos faz reconhecer que, de todos os povos de então, sendo
Israel o mais crente, era também o mais necessitado, dada a sua vaidade
exclusivista e pretensiosa "Muito se pedirá de quem muito haja recebido",
e os israelitas haviam conquistado muito, do Alto, em matéria de fé, sendo
justo que se lhes exigisse um grau correspondente de compreensão, em
matéria de humildade e de amor.


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