Estudos




A GRANDE VIRTUDE DOS ÁRIAS EUROPEUS
A misericórdia do Cristo, porém, jamais deixou de acompanhar esse
grande povo no seu atribulado desterro. Ao influxo dos seus emissários,
as massas migratórias da Ásia se dividiram cm grupos diversos, que
penetraram na Europa, desde o Peloponeso até as vastas regiões da
Rússia, onde se encontram os antepassados dos gregos, latinos,
samnitas, úmbrios, gauleses, citas, iberos, romanos, saxônios, germanos,
eslavos. Essas tribos assimilaram todos os elementos encontrados em
seus caminhos, impulsionando-lhes os passos nas sendas do progresso e
do aperfeiçoamento. Enquanto os semitas e hindus se perderam na
cristalização do orgulho religioso, as famílias arianas da Europa, embora
revoltadas e endurecidas, confraternizaram com o selvagem e nisso reside
a sua maior virtude. Assimilando os aborígenes, engendraram as
premissas de
todos os surtos das civilizações futuras. Nessa movimentação para o
estabelecimento de novo "habitat", organizaram as primeiras noções
políticas da vida coletiva, elegendo cada tribo um chefe para a direção de
sua vida em comum. A agricultura, as indústrias pastoris, com elas
encontraram os primeiros impulsos nas estradas incertas dos que
descendiam do "primata" europeu. Com as organizações econômicas,
oriundas do trato direto com o solo, deixaram perceber a lembrança de
suas lutas no antigo mundo que haviam deixado. Bastou que
inaugurassem na Terra o senso da propriedade, para que o germe da
separatividade e do ciúme, da ambição e do egoísmo lhes destruísse os
esforços benfazejos...
As rivalidades entre as tribos, na vida comum, induziram-nas aos
primeiros embates fratricidas.

O MEDITERRÂNEO E O MAR DO NORTE
Por essa época, novos fenômenos geológicos abalam a vida do
globo.
Precisava Jesus estabelecer as linhas definitivas da grande
civilização, cujos primórdios se levantavam; e dessas convulsões físicas
do orbe surgem renovações que definem o Mediterrâneo e o Mar do Norte,
fixando-se os limites da ação daqueles núcleos de operários da evolução
coletiva.
O Cristo sabia valorizar a atividade da família indo-européia, que, se
era a mais revoltada contra os desígnios do Alto, era também a única que
confraternizava com o selvagem,
aperfeiçoando-lhe os caracteres raciais, sem esmorecer na ação
construtiva das oficinas do porvir. Através dos milênios, aliviou-lhe os
pesares no caminho sobrecarregado de lutas e dores tenazes. Assim,
enviou-lhe emissários em todas as circunstâncias, atendendo-lhe os
secretos apelos do coração, no labor educativo das tribos primitivas do
continente. Suavizou-lhe a revolta e a amargura, ajudando a reconstruir o
templo da fé, na esteira das gerações. Nos bosques da Armórica, os celtas
antigos levantaram os altares da crença entre as árvores sagradas da
Natureza. Doces revelações espirituais caem na alma desse povo místico e
operoso, que, muito antes dos saxões, povoou as terras da Grã-Bretanha.
A reencarnação de numerosos auxiliares do Mestre, em seus labores
divinos, opera uma nova fase de evolução no seio da família indo-européia,
já caracterizada pelas mais diversas expressões raciais. Enquanto os
germanos criam novas modalidades de progresso, o Lácio se ergue na
Itália Central, entre a Etrúria e a Campânia; a Grécia se povoa de mestres e
cantores, e todo o Mediterrâneo oriental evolve com o uso da escrita,
adquirido na convizinhança das civilizações mais avançadas.

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