Estudos





EM FACE DE JESUS
Nos bastidores da civilização, somos compelidos a reconhecer que a
Índia foi a matriz de todas as filosofias e religiões da Humanidade,
inclusive do materialismo, que lá nasceu na escola dos charvacas.
Um pensamento de gratidão nos toma o íntimo, examinando a sua
grandeza espiritual e as suas belezas misteriosas, mas, acima dos seus
iogues e de seus "mahatmas", temos de colocar a figura luminosa daquele
que é a luz do mundo, e cuja vinda à Terra se verificaria para trazer a palma
da concórdia e da fraternidade, para todos os corações e para todos os
povos, arrasando as fronteiras que separam os espíritos e eliminando os
laços ferrenhos das castas sociais, para que o amor das almas
substituísse o preconceito de raça no seu reinado sem-fim.

A família indo-européia
AS MIGRAÇÕES SUCESSIVAS
Se as civilizações hindu e egípcia definiram-se no mundo em breves
séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana, que ia iniciar na
Europa os seus movimentos evolutivos.
Somente com o escoar de muitos séculos regularizaram-se as suas
migrações sucessivas, através dos planaltos da Pérsia. Do Irá procederam
quase todas as correntes da raça branca, que representariam mais tarde
os troncos genealógicos da família indo-européia.
Conforme afirmávamos, os arianos que procuravam as novas
emoções de uma terra
desconhecida eram, na sua maioria, os espíritos revoltados com as
condições do seu degredo; pouco afeitos aos misteres religiosos que, pela
força das circunstâncias, impunham uma disciplina de resignação e
humildade, não cuidaram da conservação do seu tradicionalismo, na ânsia
de conquistar um novo paraíso e serenarem, assim, as suas inquietações
angustiosas.

A AUSÊNCIA DE NOTÍCIAS HISTÓRICAS
Aí reside a razão do escasso conhecimento dos historiadores,
acerca dos árias primitivos que lançaram os marcos da civilização
européia.
Caminheiros do desconhecido, erraram pelas planícies e montanhas
desertas, não como o povo hebreu, que guardava a palavra divina com a
sua fé, mas desarvorados e sem esperança, contando apenas com as
próprias forças, em virtude do seu caráter livre e insubmisso
Suas incursões, entre as tribos selvagens da Europa, datam de mais
ou menos dez milênios antes da vinda do Cristo, não obstante a
humanidade localizar-lhe a marcha apenas quatro mil anos antes do
grande acontecimento da Judéia. É que, em vista de sua situação
psicológica, os primitivos árias do Velho Mundo não deixaram vestígios
nos domínios da fé, único caminho, daqueles tempos, através do qual
poderia uma raça assinalar sua passagem pela Terra. Não guardavam a
história verbal de uma religião que não possuíam. Mais revoltados e
enrijecidos que todos os demais companheiros exilados no orbe terrestre,
suas reminiscências da vida pregressa nos planos mais
elevados, qual a que haviam experimentado no sistema da Capela,
traduziam-se numa revolta íntima, amargurada e dolorosa, contra as
determinações de ordem divina. Apenas, muito mais tarde, com a
contribuição dos milênios, os celtas retornaram ao culto divino, venerando
as forças da Natureza, junto dos carvalhos sagrados, e os germanos
iniciaram a sua devoção ao fogo, que personificava, a seus olhos, a
potência criadora dos seres e das coisas, enquanto outros povos
começaram a sacrificar vítimas e objetos aos seus numerosos deuses.

0 comentários:

Postar um comentário

Labels

Aurora Boreal/Grupo C.E. Tecnologia do Blogger.

Mapa

Free Visitor Maps at VisitorMap.org