E no Brasil, os mexilhões não são a paixão nacional, como a feijoada. Mas também não são tão renegados, podem ser encontrados comumente nas mesas dos restaurantes, servidos em vinagrete, principalmente nas famosas praias do litoral catarinense. O fato é fácil de ser entendido: os mexilhões não sobrevivem às temperaturas de águas muito quentes, como ocorrem nas praias do Nordeste e em Santa Catarina, devido à água mais fria, os mexilhões são cultivados com facilidade. O estado catarinense é o maior produtor de mexilhões e responde a 98% da produção nacional, o equivalente a 15 mil toneladas.
Mesmo sendo comercializados com facilidade, os mexilhões, segundo os médicos,ainda não são consumidos pelos brasileiros como deveriam. Para os especialistas, o ideal é que fizessem parte da dieta cotidiana da população, já que são ricos em ferrovitaminas A e C e minerais como cálcio, importantíssimos para o desenvolvimento humano. E para completar as qualidades deste molusco é um alimento de baixo colesterol, baixa gordura, rico em proteínas e sódio. Uma porção com cerca de 300 gramas de mexilhões limpos e fervidos em água e sal corresponde a mais ou menos 81 calorias somente.
O único segredo dos mexilhões para serem saboreados com total segurança é compraro produto fresco. Sua casca deve estar bem fechada e só deverá se abrir em água fervente, para não se ter o risco de intoxicações alimentares comuns se ingeridos sem qualidade.
Para quem não mora perto de praias e não tem acesso ao produto fresco, os médicos aconselham comprar o mexilhão industrializado, mas checar se o lote vem de uma fazenda marinha com selo do Serviço de Inspeção Federal, concedido pelo Ministério da Agricultura.