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Encarnados, possuímos o direito de viver e a oportunidade de evoluir através das experiências que encontramos em um planeta de provas e expiações, a maioria delas penosa e de difícil enfrentamento.
A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. (Ev. V 14)1
Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. (Ev. V 29)1
Jamais tem o homem o direito de dispor da sua vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. (Ev. XXVIII 71)1
Disse-nos, certa vez, um suicida: “Não, não estou morto”. E acrescentava: “No entanto, sinto os vermes a me roerem”. Indubitavelmente, os vermes não lhe roíam o perispírito e ainda menos o Espírito: roíam-lhe apenas o corpo. Como, porém, não era completa a separação do corpo e do perispírito, uma espécie de repercussão moral se produzia, transmitindo ao Espírito o que estava ocorrendo no corpo. (L.E. 257)2
Por que razão a loucura leva o homem algumas vezes ao suicídio? 
– O Espírito sofre pelo constrangimento em que se acha e pela impossibilidade em que se vê de manifestar-se livremente, donde o procurar na morte um meio de quebrar seus grilhões. (L.E. 376)2
Poder-se-á considerar o duelo como um assassínio por parte daquele que, conhecendo a sua própria fraqueza, tem a quase certeza de que sucumbirá?
– É um suicídio.
E quando as probabilidades sãs as mesmas para ambos os duelistas, haverá assassínio ou suicídio?
– Um e outro. (L.E. 758)2
Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?
– Efeito da curiosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera. (L.E. 943)2
A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr término aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas. (L.E. 957)2
O Espiritismo nos revela a causa primeira do suicídio – e só ele o poderá fazer. As tribulações da vida, por vezes são expiações de faltas de vidas passadas, e provas para o futuro. O próprio Espírito as escolhe, visando progredir; mas pode acontecer que, posto na obra, ache a carga muito pesada e recue na sua execução; é, então, que recorre ao suicídio, o que o retarda. Acontece ainda que um Espírito suicidou-se em precedente encarnação e, como expiação, é-lhe imposto, na seguinte, lutar contra a tendência para o suicídio. Se for vitorioso, progride; se for vencido, terá de recomeçar uma vida talvez mais penosa ainda que a precedente, e deverá lutar assim até que haja triunfado, pois toda recompensa na outra vida é fruto de uma vitória, e quem diz vitória, diz luta. O espírita encontra, pois, na certeza deste estado de coisas, uma força de perseverança que nenhuma outra filosofia lhe poderia dar. (R.E. 1862) 3
Recriminar o ato não é, pois, a atitude mais sábia. O conhecimento espírita, da reencarnação e da imortalidade, possibilita a compreensão da vida, o que nos estimula ao esforço na luta diária, evitando o pensamento suicida.

1. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 
2. ____. O Livro dos Espíritos.
3. ____. Revista Espírita.

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