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Operários que 'moram' na Cidade do Samba revelam segredos dos desfiles

Prestadores trabalham até 20h por dia para guardar dinheiro.
Entre barracões e galpão, escultor já ficou 2 meses sem pisar em casa.

Gabriel Barreira

Iovaldo (à dir), ao lado do amigo Renan, chegou a ficar 2 meses longe de casa (Foto: Gabriel Barreira/G1)Iovaldo (à dir), ao lado do amigo Renan, ficou até
2 meses longe de casa (Foto: Gabriel Barreira/G1)
Um mês sem voltar para casa. Às vezes, mais. Funcionários que prestam serviços às escolas de samba chegam a trabalhar 20h nos dias mais puxados, comem nos refeitórios e dormem as 4h restantes em carros alegóricos. É o que garantem as forristas Pamela Rafaela dos Santos e Vanessa Pereira da Silva, da Vila Isabel. Com a vida um pouco mais fácil, elas conseguem chegar meio-dia e terminar os serviços de madrugada. Já Iovaldo Luiz, escultor daPortela, se revezou durante dois meses entre a escola de Madureira, a Imperatriz (para quem também presta serviços) e o galpão de uma das escolas na Avenida Venezuela. Na semana que antecede os desfiles, finalmente, voltará para dormir em casa.
A carga horária é intensa, mas não reclamam disso. Como na fábula da cigarra e a formiga, os operários do carnaval trabalham forte para acumular suas economias até o próximo verão, enquanto as cigarras – as agremiações, talvez – fazem a farra.
"É cansativo, mas dá para fazer dinheiro para o ano todo. Tem escola que explora, que deveria começar os trabalhos em julho e só começa em novembro. Mas aqui na Vila Isabel não é assim não, apesar de ter sido pesado este ano" explica Pamela Rafaela, cujo irmão trabalha na Beija-Flor.
Na agremiação de Nilópolis, os trabalhadores são impedidos de entrar com o celular ligado para não revelar nada dos carros alegóricos. "Não podemos tirar foto e nem filmar nada aqui dentro" confirma outro operário, Wilkeson Furtado.
Mas com tanta gente praticamente morando na Cidade do Samba, o tráfego pelas escolas de samba e por seus segredos ficam expostos. Os testes são fechados, mas, curiosa, Pamela não resistiu dar uma espiadinha.
"A União da Ilha tem o carro mais bonito, de neon. Já na Unidos da Tijuca tem uma ala coreografada com 40 pessoas. Eles montam um fusca, entram nele e saem. É incrível" revela Pamela.
Já a amiga Vanessa, se impressionou com a escola de coração, a Beija-Flor "Na comissão da frente, o que mais me impressionou foi um fogaréu. No meio dele, sai um cavalo porque e esse o tema. Não sei como! Na Portela também tem uns bonecos de malandro, com uns 4m, que são lindos".
Pamela Rafaela revela segredos das escolas pelo que viu na Cidade do Samba (Foto: Gabriel Barreira/G1)Pamela Rafaela revela segredos das escolas pelo que viu na Cidade do Samba (Foto: Gabriel Barreira/G1
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