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Versão de Ufologia mistura espiritismo e conhecimento sobre extraterrestres

Mais de 500 terráqueos, participantes do 4º Fórum Mundial de Ufologia, incluindo estudiosos e conferencistas de 24 países, reuniram-se em Foz do Iguaçu para reivindicar a liberação para estudo científico de todas as informações militares sobre objetos voadores não identificados avistados em território brasileiro.
Nova versão de ufologia mistura espiritismo
Eles invocam o cumprimento da lei número 12.527 de 2011 (a chamada Lei de Acesso à Informação), que surgiu para abrir "caixas pretas" da administração pública. Desde sua promulgação, já vieram à luz os documentos do Estado-Maior das Forças Armadas entre 1946 e 1991, a papelada referente à ditadura militar, os salários de 570 mil servidores civis e 350 mil militares, entre mais de 30 mil pedidos de informações feitos por cidadãos.
"Não há motivo para os relatos acerca das aparições ufológicas terem tratamento mais restritivo", diz Ademar José Gevaerd, editor da revista especializada "Ufo" e organizador do fórum, realizado no final do ano passado.
O pouco que já foi divulgado sobre o "longo relacionamento" entre militares e objetos voadores não identificados (vem dos anos 1950 os primeiros registros) é espetacular, como se verá na sequência. "Mas trata-se de uma gota no oceano de informações ainda arquivadas", diz Gevaerd.


ROTEIRO DE VIDEOGAME
Como exemplo do mundo fantástico que ainda pode estar escondido nos arquivos X dos militares, ele cita as oito páginas do Relatório de Ocorrência de 2 de junho de 1986, assinado pelo brigadeiro-do-ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, comandante interino de defesa aérea do Ministério da Aeronáutica, encontrado entre as mais de 4.500 páginas liberadas em 2009 pela Aeronáutica, hoje em poder do Arquivo Nacional.
O documento oficial, que parece roteiro de videogame, até agora circulou apenas entre a chamada comunidade ufológica. Todo carimbado com o aviso de "Confidencial", relata minuto a minuto a aparição de esquadrilha de objetos voadores não-identificados deslocando-se em velocidades subsônicas e supersônicas, além de se manter em "voo pairado" sobre a cidade de São José dos Campos (a 94 km de São Paulo).
O documento inicia-se avisando que se limitará "à narração simples dos fatos, de forma a não dar margem a especulações que envolvam o Ministério da Aeronáutica".
Isso dito, relata como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro foi acionado exatamente às 23h15 do dia 19 de maio de 1986, uma segunda-feira, depois de objetos voadores não identificados terem sido detectados por radares, e visualizados pelo operador da torre de controle aéreo de São José.
Também o piloto do avião Xingu PT-MBZ, que passava pela região, ouvido pelas autoridades, disse ter visto luzes parecidas com "grandes estrelas vermelhas", movendo-se de leste para oeste.
Acionado o alerta, cinco aeronaves de interceptação, caças Mirage (fabricação francesa) e F-5 (de origem americana), levantaram voo das bases aéreas de Anápolis (Goiás) e Santa Cruz (RJ).
Uma chegou a 3 km de um objeto que "ora mantinha-se em zigue-zague, ora em curva acentuada pela direita".
"Sua velocidade variava de forma a permitir uma aproximação, como também afastava-se repentinamente, mesmo estando o interceptador em velocidade supersônica, o que ocasionou a perda de contato, sendo então abandonada a perseguição", diz o relatório.

DISCOS VOADORES
Os óvnis (seriam 21) voavam entre 1.500 metros e 12 mil metros de altitude.
Nas suas conclusões, o relatório crava: "Este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos [ou seja, não apenas luminosos] e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também de voar em formação, não forçosamente tripulados".
Cauteloso, não fala em extraterrestres. "E precisa?", pergunta-se Gevaerd.
O relatório sobre o episódio de São José dos Campos é evidência do longo flerte entre a Aeronáutica brasileira e a ufologia. Para comprová-lo, até um representante oficial do tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, comandante da Força Aérea Brasileira, esteve presente no Fórum Mundial de Ufologia.
COMISSÃO
Coube ao capitão Herbert Filgueiras relembrar o histórico de cooperação entre a FAB e a ufologia. Desde 1954 a Aeronáutica já discutia assuntos ufológicos, com a Comissão de Investigadores sobre Discos Voadores.
Em 1969, formou o Sistema de Investigação sobre Objetos Aéreos Não Identificados, o Sioani. Em 1978, o então comandante da Aeronáutica determinou os registros sobre óvnis e que fossem protegidos da curiosidade popular, guardados para divulgação "no momento oportuno".
Em 1986, o comandante da aeronáutica gerou o aviso secreto número 001 e transferiu para o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro a responsabilidade de reunir todos os relatos sobre óvnis. Segundo Filgueiras, "a coleta dessas informações não significa a admissão pela Aeronáutica da existência de seres extraterrestres".
Os participantes do 4º Fórum não tem dúvidas sobre a origem dos óvnis: "São avançados veículos de origem externa ao planeta Terra, de natureza física e sob controle inteligente", dizem eles na carta endereçada ao ministro da Defesa, Celso Amorim. "Tudo o que queremos é ter acesso a todos os documentos ufológicos ainda sob sigilo".

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