Papo de Varanda



Boa noite a todos...
Estava com saudades também, tenho ido até mais do que deveria na Terra, por isso o tamanho de minha ausência aqui no blog ,mais por aí tenho estado bastante.

Bom os temas que vem debatendo por aqui, é a importância da amizade, que nada mais é do que um irmão disfarçado“a amizade é a fidelidade de um espirito a outro”, quando se encontram logo se afinam e vão dividindo suas tarefas por saber o tamanho da afinidade que ambos possuem.

Podemos ter esse grau dentro da própria família e como na maioria das vezes fora ,é o familiar do coração, aquele que sua alma reconhecer.
É muito importante mantermos esses laços com amor e acima de tudo respeito, aliás eu acho respeito fundamental a tudo!

Quando se tem respeito em uma relação de amizade, pode crê que ela será para sempre.
Também é importante aprendermos a ficar “sozinhos”, pois posso garantir a vocês que esses momentos serão necessários.
Muitos dos que desencarnam, ao chegar aqui e não ver nenhum rosto conhecido, bate uma angustia, solidão e até mesmo depressões.

Por mais que estejam sendo bem tratados, estar em ambiente novo com pessoas novas por muito tempo, pode esse tornar agoniante.
Por isso o valor de aprendemos a ficar um pouco “sozinhos”, lembrar de que estamos aqui para evoluir e que as pessoas que amamos, são seres especiais colocados em nosso caminho para tornar nossa estadia terrena mais leve.

Procuremos então merecer a presença deles mais vezes em nossas vidas, não os tendo...
Saiba que estar com Deus sempre ao seu lado e que apenas não consegue enxerga-lo por falta de evolução ,está; que virar com o tempo.

Irmão que estarão ao seu lado e acharem que não os conhecem, pode ter a certeza que os conhece sim, apenas ambos não lembram de momento.
Estar em uma colônia espiritual se preparando para o retorno nas provas é bom demais, estar em uma colônia espiritual ao lado de quem amamos na terra na ultima encarnação é maravilhoso demais!!!

Escrevo isso, por ver diversos irmãos tristes por não estarem perto daqueles que amam, mesmo em uma colônia. Aquelas melancolias já lhe servem de aprendizado a saber que a momentos que devemos ficar “sós”.
Passamos por diversos momentos assim na Terra, como eu disse na Terra geralmente são momentos...

Exemplo;
“Quando arrumamos um emprego novo, nossa chegada em um novo local de trabalho e não conhecemos ninguém , aqueles olhares, ficamos desconfiados, mais precisamos se “abrir” para sermos sociáveis, afinal precisamos do tal emprego.
“Passam-se alguns meses, já estamos de intimidades com certos amigos e etc...”

Acontece assim também em alguns desencarnes, só que o tempo desse “desconforto”, quem faz somos nós mesmos ,pois estando em uma colônia, estarão todos dispostos a conversar, ajudar e se abrir...,afinal aquele que faz seu amigo um dia também chegou aqui como você; desconfiado e melancólico.

Sei que parece estranho, mas esse aprender a ficar sozinho, estar justamente nisso, em se alto conhecer.., sentir a presença de Deus em você para que possa se equilibra melhor.
Estar do lado de quem amamos, é realmente algo sublime, mas também temos de estar preparados para um dia não estarmos, nem que seja por uma vida.

Logo escrevo mas para o natal, essa minha vinda foi rápida.
Que o mestre Jesus esteja no coração de cada leitor.
Beijão
Isabelle Quintanilhar

Estudo



Reveladores e revelações da lei divina-

A Lei Natural é a Lei Divina que rege toda a criação no Cosmo Infinito, nos seus múltiplos e diversificados planos, sendo ela substancialmente verdadeira e eficaz, por ser a única que conduz a criatura para o aperfeiçoamento e a felicidade.
A desventura humana é, portanto, um desvio ou infração dessa lei. As leis naturais significam a projeção do Pensamento Divino e a expressão fidedigna de sua vontade, consistindo sempre num preceito normativo que regula todos os fenômenos da vida universal.
As leis naturais são eternas, imutáveis, infalíveis, abrangendo os mais variáveis planos evolutivos da vida, de acordo com as diversas categorias dos mundos.
As leis naturais, como se sabe, dividem-se em leis físicas e leis morais. As primeiras disciplinam os fenômenos da matéria, em seus diversos estados, e são estudadas pela ciência. As segundas regem as relações da criatura com os seus semelhantes e demais seres da natureza.
O conhecimento da Lei Natural é dado à Humanidade de uma forma gradual, porém, de maneira constante, através de Espíritos colocados na conta de filósofos ou benfeitores humanos, os quais reencarnam na categoria de autênticos catalisadores de idéias e pensamentos para promoverem as reformas nos diversos campos do conhecimento.
Os Espíritos que aportam no seio da sociedade com esses valores são chamados reveladores da Lei Natural.
O maior e mais perfeito revelador que desceu ao nosso planeta foi Jesus Cristo, embora sua missão divina transcenda a de um simples revelador. Na qualidade de Governador Espiritual da Terra "(...) o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. (...) Combateu pacificamente todas as violências do judaísmo, renovando a Lei antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão (...). Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção."
Em todas as épocas da Humanidade existiram reveladores da Lei Divina nos diversos campos do conhecimento humano. Citaremos, a seguir, alguns, na tentativa de exemplificar a bondade e a misericórdia de Deus, que nunca nos deixou à mercê de nossas imperfeições.
No antigo Egito, perto de Mênfis, nos anos 2980 a 2950 a. C, viveu um erudito egípcio chamado Imotep. "Imotep é motável por haver sido o primeiro exemplo histórico, conhecido pelo nome, daquele que hoje conhecemos por cientista. E nenhum outro se conhece ao longo dos dois séculos que se lhe seguiram. (...)"
Imotep teria sido o arquiteto construtor da pirâmide de degraus ou de Sacará, que é a mais antiga do Egito. Provavelmente foi médico; "(...) os médicos egípcios gozavam de grande prestígio, já que sua ciência os colocava quase em igualdade com os próprios deuses. (...)" Tamanho era o poder de cura de Imotep, que os gregos o igualavam ao seu próprio deus da Medicina.
Tales de Mileto, filósofo grego, que viveu entre 624 a 546 a. C, foi considerado, pelos gregos, "(...) como fundador da Ciência, da Matemática e da Filosofia gregas, creditando-lhe a paternidade da maior parte do saber. (...)"
Pitágoras, outro grego, viveu no período de 582 a 497 a. C, "foi filósofo, astrônomo, matemático. Em todas essas atividades, apresentou sempre idéias novas, claras, originais. Foi o primeiro a afirmar que a Terra era esférica, o primeiro a descobrir que a harmonia universal também podia ser expressa através de números, o primeiro a descobrir a relação entre o comprimento das cordas musicais e a altura do som."
Sócrates, filósofo grego, viveu em Atenas entre os anos 470 a 399 a. C, "teve uma vida nobre como as verdades que ensinava. Nunca houve quem o pegasse em erro, falha ou contradição. (...)" Este homem - a quem todos consideravam o mais sábio dos gregos (ora, se sou o mais sábio é simplesmente porque sei que nada sei) - foi condenado a despeito de sua inocência devido às acusações de traição e corrupção que contra ele se levantaram por toda parte, estimuladas pela inveja de seus patrícios. Para nós, espíritas, Sócrates foi um dos precursores do Cristianismo.
Na era cristã, entre os anos 130 a 200, viveu Galeno, médico grego, que pelos seus conhecimentos é cognominado o pai da anatomia.
O criador da aritmética, o matemático árabe Muhammad Ibumusa Al Khwarizmi, nascido no ano 780, revolucionou a arte de calcular. Em 1473, nasce em Torun, o grande Nicolau Copérnico que "(...) chegou a perigosa conclusão de que a Terra não era o centro do Universo (...)". Isto quase o levou à morte pelos senhores da igreja católica.
Perto de Nápoles, na cidade de Nola, chega ao nosso mundo físico, no ano de 1548, o filósofo Giordano Bruno, condenado e morto pela Inquisição por defender a infinitude do espaço, os movimentos da Terra, entre outras idéias.
Avançando no tempo, em 1791, nasce em Charlestown, Estados Unidos, Samuel Finley Breese Morse, que se notabilizou pela invenção do telégrafo, assim inaugurando o campo das comunicações modernas.
Charles Robert Darwin, naturalista inglês, que viveu entre 1809 a 1822, causou grande impacto na Biologia com a sua Teoria das origens das espécies realizando estudos sobre as origens do homem.
Antes de avançarmos no tempo, é importante recordar a presença, em nosso planeta, dos gênios das artes, notadamente da pintura, da escultura e da música. Quem consegue esquecer o papel desempenhado por um Rafael Sânzio, um Leonardo da Vinci ou por um Mozart, entre tantos que vieram até nós?
No século dezenove a Ciência sofre um grande impulso, principalmente pelos trabalhos de Pasteur, Robert Koch e Lister, que abriram uma nova era no combate às infecções, as idéias filosóficas sofrem severo abalo com a Codificação Espírita, elaborada por Allan Kardec e contendo os ensinos recebidos dos Espíritos Superiores.
O mundo recebe com impacto o renascimento do cristianismo e a partir daquele momento a humanidade confundida, alertada, crédula ou incrédula, nunca mais seria a mesma. A era da espiritualização chegara! Graças àquelas primeiras sementes que foram lançadas por Moisés, na crença de um Deus único, semeadas e regadas por Jesus na sua elevada Missão de amor ao próximo e, esporadicamente cultivadas por Emissários do alto, em todos os tempos, tais como os apóstolos e seguidores do Cristianismo, Francisco de Assis, Vicente de Paula, na citação de apenas alguns nomes. Compreendemos que o homem dirige-se no encalço da sua mais alta destinação: a perfeição.
Jesus, o Cristo de Deus, porém, não pode ser nivelado entre tais reveladores, por maior que tenha sido a contribuição deles. Ele, o Cristo, estabeleceu um grandioso marco nas conquistas evolutivas do homem. Ele, a verdade e o amor encarnados, não se limitou apenas a ensinar e esclarecer, mas representou o exemplo vivo, provocando uma verdadeira revolução social. Mas, apenas dos quase que vinte séculos da sua presença entre nós, ainda não teve sua Mensagem suficientemente compreendida pela Humanidade.
Muitas das verdades anunciadas no Espiritismo encontram na Doutrina Cristã as suas bases. Por exemplo, as citações evangélicas: Há muitas moradas na Casa do Pai (João, 14:1-3), Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (João, 3:1-12), Tudo o que vós quereis que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque esta é a Lei dos profetas (Mateus, 7:2), Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados (Mateus, 5:5), Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes (Mateus, 10:8), etc são ensinamentos de Jesus que se correlacionam com os seguintes princípios adotados pelo Espiritismo: pluralidade dos mundos habitados, reencarnação ou pluralidade das existências corpóreas, lei de causa e efeito ou ação e reação e mediunidade.
Devido a essa correlação existente entre os ensinamentos de Jesus e os ditados pelos Espíritos que orientaram Allan Kardec na Codificação Espírita, não é em vão que se diz que o Espiritismo é o Cristianismo redivivo; e se por um lado Jesus disse ser o mandamento maior o do amor a Deus e ao próximo e a Doutrina Espírita afirma que fora da caridade não há salvação, por outro, nos mostra que ninguém poderá intitular-se espírita se primeiramente não for cristão.


Noticias do Meio



Adoro verbos com os seus contrários: descolar, desmontar, desmarcar, desconstuir, desobstruir, desimpedir, desencarnar. E lamento que o vernáculo ainda não permita desver, despensar, desachar, desouvir.
Na lista autorizada, tenho um predileto: desapegar. Acho bárbaro o sentido concreto de deixar de pegar algo que tinha sido pego. Seja um objeto, uma ideia, uma emoção - que havíamos tocado, apertado, guardado.
Pois não vale a ação de desapegar daquilo que a gente nunca gostou. Por exemplo, desapegar de uma obrigação, ou de uma chatice. Também não serve desapegar de um tênis furado, de uma tampa sem panela.
Desapego forte é aquele que treme na alma. Que faz brotar lágrimas nos olhos. No ano 2000, me desapeguei de quase três mil amores. Aconteceu na manhã em que doei minha querida biblioteca.
Mandei passear três mil volumes. Entre eles, livros raros, presenteados por amigos, autografados. Cada um com sua história própria pontuando os vários momentos da minha vida.
Alguns desses amores me acompanhavam desde a adolescência. Eu podia localizar em que prateleira estava qualquer título. Lembrava como cada livro havia chegado em mim. Assim como sabia qual estava emprestado, qual não tinha sido devolvido.
Apesar desse imenso apego, um grilo falante começou a atazanar meus ouvidos: Por que juntar tantos livros? Será que você se imagina um caracol arrastando a biblioteca como se fosse sua casa?
O fato é que desapeguei. Não por conta do grilo falante. Foi por crédito próprio. Eu precisava encontrar minha voz na escrita. Aquelas e aqueles autores brilhantes, dispostos nas estantes, me intimidavam.
Você sabe o que é ter mestres olhando sobre seus ombros? Clássicos seguindo seus dedos no teclado? Fantasia ou não, presunção ou não, chegou o meu 7 de Setembro!
Hoje sigo sendo uma leitora apaixonada. Leio em papel, na tela, na areia, no muro. Meu adeus não foi à leitura. Foi ao acúmulo de volumes. Agora termino um livro e passo adiante. Fiquei mais leve. Melhor ainda, estou mais livre.
Por Fernanda Pompeu
Imagem: Régine Ferrandis, de Paris. Foto da exposição de Jelena Blagovic "Family Silver".

Noticias do meio


“Capa da invisibilidade” de Harry Potter já existe de verdade

Uma das maiores atrações da série Harry Potter é a capa da invisibilidade usada pelo aprendiz de mago. Muitas crianças fãs da saga HP devem sonhar em ter um apetrecho capaz de torná-las invisíveis. Parece que isso não é mais um objeto de ficção, conforme informa este post do Blue Bus.
Hyperstealth, uma empresa canadense de design especializada em camuflagem, alega ter desenvolvido um material — chamado de Quantum Stealth — capaz de tornar uma pessoa invisível. O material desvia as ondas de luz, eliminando a sua imagem. O Quantum Stealth é capaz de ludibriar até mesmo aparelhos com infravermelho e sensores térmicos.
O invento deverá ser usado por militares americanos em combates mundo afora. A capa da invisibilidade funciona sem bateria, é leve e relativamente barata. Só tem um problema: as imagens divulgadas são ilustrações: a Hyperstealth diz que por motivos de segurança nao pode mostrar o produto real. Será que existe mesmo? (dica do @michelblanco)
Divulgação: Hyperstealth

Evangelho Segundo o Espiritismo (12)


Ha dois mil anos 03

Estudos


Rogativa de servidor

Senhor Jesus! 
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com 
o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas 
auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. 
Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição
da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos
Senhor, para que possamos transpô-los. 
Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o 
caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, 
dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com 
segurança. 
Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes,
que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas
ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos
os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos
para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. 
Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto,
infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do
devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto
quanto permaneces conosco, hoje e sempre. 
 
Psicografia:  F. C. Xavier - Médium  "Estradas e Destinos". 

Noticias do Meio


Eliane Giardini vive Jocasta / Créditos: Murilo Meirelles

Eliane Giardini

Após o sucesso em 'Avenida Brasil', atriz vive Jocasta
Do fíctício subúrbio do Divino para a Grécia Antiga. Depois de fazer um enorme sucesso como Muricy no fenômeno de teledramaturgia “Avenida Brasil”, Eliane Giardini agora encara um desafio bem diferente. Depois de ficar longe dos palcos por cinco anos, a atriz acaba de estrear o espetáculo “Édipo Rei”, com direção de Eduardo Wotzwik. Em cena, ela vive Jocasta, viúva que se casa com Édipo quando ele se torna rei de Tebas, sem saber que é seu filho.

Confira reportagem sobre o espetáculo e entrevista com Amir Haddad

Direto de 'Avenida Brasil' para uma tragédia grega. Como foi essa mudança?Um grande desafio. Em todos os níveis, desce conciliar horários de gravações com ensaios, até o de alternar os registros para cada interpretação.


Você tinha desejo de interpretar um personagem clássico?
Sempre tive essa vontade, mas ainda não tinha surgido a oportunidade. Encenar um clássico é uma empreitada. Precisa de excelentes atores, diretor refinado, uma produção que dê conta de tanta gente em cena e fora dela. Por isso, quando Gustavo me convidou, vi que havia chegado a hora.Como você se preparou para viver Jocasta?Primeiro por uma abordagem mental, de compreensão do texto, de leitura de outras peças afins, outras tragédias que abordam a lenda de Édipo. Também vi filmes e busquei referências visuais, como “Édipo Rei” de Pier Paolo Pasolini (1967).

Veja galeria de fotos
Há um peso maior por interpretar um dos grandes papéis femininos da história do teatro?Acho que é o momento certo para esses desafios. Tenho que tentar esses voos mais altos para me reinventar, sair de uma zona de conforto.  É o que nos mantém alertas, atentos, atualizados.Você ficou cinco anos sem fazer teatro. Porque ficou tanto tempo afastada? Como está sendo esse retorno?Porque acabei emendando muitos trabalhos na TV. Trabalhos irrecusáveis. Mas é chegado o momento de alternar essas experiências. Televisão, teatro e cinema estão na minha faixa de interesse. Há muito por fazer, preciso administrar meu tempo para dar conta.

Noticias do meio


Divulgação / Créditos: Malu Galli

Tragédias gregas

Contos da mitologia ganham novas montagens

As tragédias gregas tomaram conta dos palcos cariocas e paulistanos neste fim de ano. Histórias mitológicas que atravessaram muitos séculos continuam encantando atores, diretores e, claro, plateias. Para preservar a memória de seu povo, os gregos criaram mitos que foram passados de geração a geração, tendo o teatro como um importante aliado na transmissão destas histórias. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros são os personagens mais comuns destas clássicos, riquíssimos em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais. “Medea en Promenade”, “Édipo Rei” e “Oréstia” estão em cartaz no Rio. Já “Átridas”, em São Paulo.
Baseado em um dos mais fascinantes mitos gregos, a primeira conta com a direção de Guta Stresser, que fez sua estreia como diretora. Na mitologia, Medeia é descrita como uma mulher que comete atos perversos e fatais contra sua família, filhos e todos aqueles que se encontravam próximos. No espetáculo, a história transcorre no tempo do confronto entre o esquecimento e a responsabilidade desses atos.
- Existe um embate entre duas mulheres extremamente antagônicas, que são Medeia e a Jovem, ambas apaixonadas pelo mesmo homem. Há ainda uma discussão sobre diferenças sociais e culturais entre a Jovem e a Ama e o lugar que cada um ocupa nessa tragédia – define Guta.
Considerada por Aristóteles o exemplo mais perfeito de tragédia grega, “Édipo Rei”, escrita por Sófocles em 427 a.C., ganha uma versão atual e popular. Atores de diferentes gerações e estilos teatrais, dirigidos por Eduardo Wotzik, marcam a nova montagem do clássico. O elenco é formado por Eliane Giardini, Gustavo Gasparani, César Augusto, Fabianna de Mello e Souza, Pietro Mario Bogianchini, Thiago Magalhães, Nina Malm e Louise Marri, que contam com as participações especiais de Amir Haddad e Rogério Fróes.
A ideia de montar o clássico veio de Gustavo Gasparani, cofundador da Cia dos Atores, e do diretor Eduardo Wotzik, criador do Grupo Tapa. Encantados pela história, os dois desenvolveram pesquisas e realizaram leituras dramatizadas da tragédia.
- “Édipo” foi minha monografia na faculdade de Psicologia. Às vezes, tenho a impressão de que tudo o que eu fiz até agora foi uma preparação para montar este espetáculo. É, com certeza, o maior desafio da minha carreira. A peça me dá oportunidade de entrar em contato com o melhor que a minha profissão pode oferecer - explica Wotzik.
 Gasparani dá vida ao protagonista Édipo, que tenta, sem sucesso, alterar o seu destino inexorável revelado por um oráculo em sua infância. Segundo a profecia, ele mataria o pai e se casaria com a própria mãe. Diante do futuro nefasto, Édipo decide fugir da casa de seus pais, sem saber que havia sido adotado. A previsão do oráculo é concretizada e, horrorizado ao descobrir a verdade, o protagonista prefere arrancar os próprios olhos a encarar sua sina.
Eliane Giardini vive Jocasta, viúva que se casa com Édipo sem saber que é seu filho quando este se torna rei de Tebas. Para viver a personagem, a atriz, que estava na reta final da novela “Avenida Brasil” durante o período de ensaios, leu outras tragédias que abordam a lenda de Édipo e peças afins.
- Encenar um clássico é uma empreitada. É preciso dispor de excelentes atores, diretor refinado e uma produção que dê conta de tanta gente em cena e fora dela. Por isso, quando o Gustavo me convidou, vi que havia chegado a hora – conta Eliane, que estava há cinco anos afastada do teatro.
Já o diretor teatral Amir Haddad faz uma participação no espetáculo como o cego Tirésias, que ajuda o protagonista a descobrir os motivos ocultos por trás de uma terrível praga que assola a cidade de Tebas: 
- É uma coisa deslumbrante. Você vê o que é a grande dramaturgia, o que é o clássico. Todos que escreveram para o público sem distinção de classes são maravilhosos. Os clássicos são isso: gente que escrevia para todo mundo e representava todas as classes sociais. O teatro grego também era feito para toda a comunidade. É um teatro próximo das suas origens, ainda com cheiro do incenso das sacristias dos templos politeístas da Grécia. É teatro. É dramaturgia pura.
Outra peça mitológica em cartaz no Rio é “Oréstia”, de Ésquilo, escrita em 458 A.C., única trilogia grega que sobreviveu ao tempo e chegou completa aos dias atuais. Malu Galli encena e divide a direção com Bel Garcia, da Cia dos Atores. A trilogia é composta pelas peças “Agamêmnon”, “Coéforas” e “Eumênides”. Na primeira, o rei Agamêmnon retorna a Argos, sua cidade natal, depois de comandar o exército grego na invasão de Tróia. Ele é, então, brutalmente assassinado por Clitemnestra, sua esposa, que tem como cúmplice seu amante Egisto, primo de Agamêmnon.
Já “Coéforas” se passa dez anos após o desfecho da primeira. Dessa vez, acompanhamos a história de Electra e Orestes, filhos de Agamêmnon. Realizando o desejo da irmã, o rapaz assassina a própria mãe e Egisto. A terceira e última parte começa imediatamente após o matricídio, quando um Orestes enlouquecido e perseguido pelas Fúrias (divindades arcaicas encarregadas de vingar todos os crimes cometidos contra o próprio sangue) busca no santuário da deusa Atená, em Atenas, sua absolvição.
- Procuramos preservar a poesia e certo eruditismo do texto, focando nas relações familiares, na figura dos heróis e, sobretudo, nas escolhas dos personagens. Tragédia é poesia, êxtase, música e beleza, uma experiência diferente - define Malu.
Em São Paulo, o público pode conferir “Átridas”, da companhia [pH2]: estado de teatro. Assim como “Oréstia”, o espetáculo narra a trilogia de Ésquilo, mas recorre a uma dramaturgia própria, não linear, que busca confrontar as trajetórias dos personagens. O trabalho de interpretação privilegia o cruzamento do imaginário pessoal de cada ator com o estudo das figuras trágicas. “Átridas” promove um embate com a tragédia grega e traz à tona questões ainda pertinentes ao nosso tempo, buscando dar um novo vigor à mitologia.

Evangelho Segundo o Espiritismo (11)


cheito quiñones.el baile de la vela.

Ha dois mil anos 2

Estudos


Nefertiti: uma deusa no comando
por Cláudia de Castro Lima


Provável rosto de Nefertiti

Ela se tornou sacerdotisa de uma nova religião e foi adorada como deusa. No fim da vida, governou sozinha o maior império de seu tempo.Poucas vezes nos quase 10 mil anos da história da humanidade a pessoa mais poderosa do mundo foi uma mulher. No Egito, no entanto, uma bela rainha liderou o maior império do século 14 a.C.
Era uma época de prosperidade e riqueza, graças às relações comerciais com os vizinhos da Mesopotâmia e da Ásia Menor. Era também um tempo de paz, quando a diplomacia egípcia evoluiu a ponto de surgirem inacreditáveis alianças com povos que antes só queriam saber de guerra, como o reino Mitani.

Mas por trás de toda essa calmaria uma tempestade estava se formando.
Aos 16 anos de idade, Amenhotep IV assumiu a co-regência ao lado do pai, Amenhotep III, que já estava no 28º ano de reinado. Em 1352 a.C., com a morte do velho, o rapaz herdou o poder sozinho. Quatro anos depois, sem maiores explicações, o novo faraó pirou. Mandou substituir o culto ao deus Amon-Rá, o mais importante da época, pela adoração ao deus-sol Aton, representado pelo círculo solar. Trocou seu nome para Akhenaton (que significa “a glória de Aton”) e espalhou que ele era o enviado do novo deus à Terra. Ordenou a construção da cidade sagrada de Akhetaton (“o horizonte de Aton”, conhecida hoje como Tell El-Amarna). E para lá transferiu a capital do Egito, para desespero dos sacerdotes e desentendimento geral da nação. Ao anunciar todo esse pacote de mudanças, avisou: “Ninguém, nem mesmo minha esposa, me fará mudar de idéia”.
QUEM É ESSA MULHER


A influente esposa citada nos discursos do faraó – fato raríssimo para a época e que mostra a importância da rainha – era Nefertiti. Não se sabe exatamente quando nem onde Nefertiti nasceu.
Nefertiti (que significa “é chegada a bela”) só passou a existir oficialmente após seu casamento com Amenhotep IV. Ela tinha 14 anos. Foi quando começou a aparecer nas inscrições em estelas e talatats, pequenos blocos de pedra na base das construções egípcias. São comuns estelas nas quais Nefertiti aparece ao lado do marido com suas filhas (eram seis ao todo). Cenas inéditas de carinho e intimidade familiar são mostradas.
O jovem faraó tinha duas esposas, mas a principal, a que possuía o título de Grande Esposa Real, era Nefertiti. Ao longo do tempo, sua influência só foi aumentando. “Na implementação da nova religião, Nefertiti teve um papel fundamental”, diz a historiadora Anna Cristina Ferreira de Souza, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Esse crescimento pode ser visto nas imagens da rainha gravadas nas paredes dos templos em Amarna – que fica a 590 quilômetros do Cairo. No começo, Nefertiti aparece bem menor que Akhenaton. Com o passar dos anos, ela vai ficando cada vez maior, até alcançar o tamanho do marido – uma indicação de que seu status também foi aumentando.
O crescimento atípico da rainha é normalmente associado ao seu papel na nova religião criada pelo marido. Pela primeira vez, o deus egípcio era único. Até então, a religião do Egito era baseada no culto a diversos deuses, cujos representantes na Terra eram os próprios faraós. A origem da crença remonta à Pré-História, quando tribos locais adoravam deuses e animais. Vários deuses eram cultuados, mas um de cada vez – o que era conhecido como monolatria.

Nefertiti e Akhenaton 

Quando ainda se chamava Amenhontep IV, o faraó já dava indícios de sua nova fé: começou a levantar templos para Aton na cidade de Karnak, lugar de adoração de Amon-Rá. Até que oficializou o culto ao disco solar e ordenou o abandono do antigo deus. No quinto ano de seu reinado, começou a construção da nova capital, Akhetaton, que ficou pronta três anos depois. A relação com os outros deuses, a partir de então, estava rompida. Seria como se alguém hoje proibisse os católicos de adorar seus santos.
“Nefertiti contava com grande empatia e carisma entre a população, dando alguma popularidade ao culto de Aton, combatido pelos poderosos sacerdotes egípcios, que preferiam os deuses tradicionais”, afirma a historiadora Deborah Vess, da Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos. “Sua beleza, combinada com o poder que ela adquiriu, tornou-a uma das mulheres mais importantes da história”, diz. As outras rainhas foram simplesmente rainhas. Nefertiti não: ela virou uma deusa encarnada.


PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA



Nefertiti, Akhenaton e seus filhos

Akhenaton promoveu a si mesmo e sua esposa à posição de deuses vivos. No início, o deus-sol Aton era representado com corpo humano e cabeça de falcão. Com o passar do tempo, essa representação foi substituída por imagens da família real, que estava sempre recebendo sagradas emanações do disco solar. “Houve uma simplificação na hierarquia dos deuses do Egito: só subsistiram as figuras de Aton e do rei, que era o único meio de acesso à esfera divina”, afirma Anna Cristina. “Os cultos passaram a ser direcionados à família real, pois só ela conhecia e podia cultuar o deus.” Nessa nova liturgia, Nefertiti encarnava todas as divindades femininas que os egípcios estavam acostumados a cultuar.
Tudo isso, porém, teve também uma motivação política. O poder do Egito, um reino em que religião e política se misturavam, antes era concentrado nas mãos dos sacerdotes de Amon. Na nova religião, passou a ser exclusivo do casal real. Desde o início, as mudanças atraíram a oposição dos poderosos sacerdotes. “Quem foi esperto e mudou de religião teve seu emprego garantido”, diz o egiptólogo Antônio Brancaglion Júnior, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Quem não o fez acabou perseguido, preso e banido.”
A insatisfação chegou à nobreza, incomodada pela extrema concentração de poder do faraó e de sua família, e finalmente ao povo, afetado pela construção da nova cidade – o que levou ao aumento de impostos e inflacionou os preços.
Além disso, o faraó não tinha a menor vocação para a guerra ou a política. Durante seu reinado, o Egito perdeu seus territórios na Ásia para os hititas, o que diminuiu a coleta de ouro e de impostos. Diante das críticas, Akhenaton reagiu com mais perseguição religiosa e enviou mensageiros a Tebas e Mênfis para destruir qualquer menção a outros deuses.

VIÚVA E PODEROSA



Esse era o clima em 1336 a.C., quando Akhenaton morreu, provavelmente de causas naturais, aos 34 anos – a média de vida dos egípcios, mesmo entre a elite, era de apenas 35 anos. Nessa época, as imagens de Nefertiti mostram-na usando paramentos típicos de faraó, como coroa e bastões. Para a maioria dos especialistas, o fato sugere que ela teria assumido o trono do Egito – primeiro ao lado do marido e, depois da morte de Akhenaton, como sua sucessora. “Embora o assunto permaneça controverso, atualmente a opinião de que ela tenha governado como rainha única é cada vez mais aceita”, diz Brancaglion.
Gravações em pedra encontradas em escavações no século 19 em Amarna mostram que, após a morte de Akhenaton, o Egito foi governado por um (ou uma) faraó de nome Nefernefruaton – que seria, na verdade, Nefertiti.
Para Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias, não restam dúvidas sobre o poder acumulado por Nefertiti após a morte do marido. “As imagens de Amarna mostram a rainha sozinha, liderando procissões religiosas e até à frente de exércitos, posições reservadas exclusivamente aos faraós”, diz Zahi.
Críticos dessa tese chamam a atenção para o fato de que o sucessor de Akhenaton revogou quase tudo que o faraó fez durante seu reinado – o culto a Aton foi extinto e os antigos deuses foram retomados menos de cinco anos após sua morte. Por que Nefertiti abandonaria a religião do marido?



Anna Cristina tem algumas hipóteses. “Akhenaton deixou o Egito em crise. Após sua morte, vários setores da sociedade se revoltaram contra o trono. O retorno ao culto a Amon-Rá deve ter sido uma forma que a nova faraó encontrou para contar com o apoio do maior número possível de pessoas e pacificar o país”, diz. Isso justificaria o fato de Nefertiti ter trocado seu nome e tentado romper os vínculos com o antigo regime. “Foi uma decisão importante, tomada por uma mulher que tinha exata noção de seu papel na política do Estado.” Brancaglion concorda que a motivação de Nefertiti deve ter sido política. “Ela provavelmente percebeu que a nova religião estava levando o Egito ao colapso”, afirma.
Apesar disso, Nefertiti não conseguiu deter a crise religiosa e social que levou o Egito a um período de instabilidade política. Depois de apenas três anos de poder, ela teria morrido em situação nunca esclarecida. O Egito passou a ser governado pelo jovem Tutancâmon, que assumiu com cerca de 9 anos e morreu aos 19 anos.
Para quem acredita que Nefertiti terminou seus dias como a poderosa rainha do Egito, é difícil aceitar que seu corpo jamais tenha sido localizado – embora uma especialista americana tenha afirmado, em 2003, que achara seus restos mortais. Durante o governo de Tutancâmon, Amarna – provável local do sepultamento da rainha – foi abandonada. Os crentes de Aton foram perseguidos e a maioria dos templos construídos por Akhenaton e Nefertiti foram depredados. Os rostos dos soberanos foram raspados das imagens esculpidas em pedra. É possível que, nessa época, a tumba da rainha tenha sido violada.

Crescendo e aparecendo
Gravações em amarna indicam que a importância de Nefertiti aumentou com o passar do tempo.
À SOMBRA DO REI
No início do reinado do marido, ela aparece em tamanho desproporcional ao dele – o que era comum, pela maior importância política e religiosa do faraó. A arte tinha uma gama limitada de cores: vermelho, amarelo, azul, verde, preto e branco eram as únicas que os egípcios conseguiam obter.
OMBRO A OMBRO
Com o tempo, a imagem de Nefertiti aumenta até ficar da mesma altura que a do marido, sinal de que sua importância atingiu um patamar igual ao dele. Com Akhenaton, as linhas curvas passaram a ser valorizadas para lembrar o círculo solar do rei Aton.
1. DISCO SOLAR

As imagens de Amarna mostram o deus Aton representado pelo círculo solar. Ele geralmente fica no centro do desenho, irradiando raios luminosos sobre as cabeças do casal real. Os cultos se davam em lugares abertos, à luz do dia. A nova religião também era mais branda com os fiéis: quando morriam, eles se livravam automaticamente dos pecados, coisa que não acontecia nos outros cultos.
2. NEFERTITI
A rainha foi retratada inúmeras vezes em situações de família ou em rituais ao lado do rei. Também aparece – mais vezes do que o próprio faraó – oficiando rituais a Aton sozinha. Há na arte de Amarna ainda relevos que mostram seu papel importante na política: Nefertiti aparece golpeando inimigos ou na presença de cativos, atitudes que até então eram relacionadas apenas ao faraó.
3. AKHENATON
Era comumente retratado com cintura de mulher, coxas grossas e seios, enquanto Nefertiti por vezes aparecia com feições masculinas – figuras bem andróginas. Isso intrigava os pesquisadores, que achavam que o faraó tinha a síndrome de Frölich, uma disfunção glandular que deixa o portador infértil. Só depois percebeu-se que, como seres masculinos e femininos, o casal real se assemelhava ao deus-sol.
4. CRIANÇASPela primeira vez na história do Egito – e talvez na de todo o mundo antigo – cenas cotidianas e íntimas da família real foram expostas. O casal de soberanos aparece se beijando em frente às filhas, pegando-as no colo, dando comida a elas, fazendo-lhes carinho. As crianças aparecem brincando ou chacoalhando instrumentos musicais em cultos a Aton.

Rosto mutilado

Povo não perdoou a traição a seus deuses.
Anos após a morte do casal real, a população decidiu se vingar. Destruiu a antiga cidade de Akhetaton e quase todas as imagens do casal. Acusada de heresia por renegado os antigos deuses, Nefertiti teve os olhos de suas imagens riscados – para que não pudesse enxergar o paraíso depois da morte.
Para saber mais
• Deuses, Faraós e o Poder, Julio Gralha, Barroso Produções Editoriais, 2002 - Ajuda a entender a nova religião proposta por Akhenaton• Nefertiti, Egypt’s Sun Queen, Joyce Tyldesley, Penguin, 2000 - Com base em documentos e imagens, a autora recria a corte de Amarna nesta biografia da rainha.

A bela era homem

Pesquisadora disse ter achado a múmia que sumiu.
Um dos maiores mistérios da vida de Nefertiti é o paradeiro de sua múmia. Uma egiptóloga americana, Joann Fletcher, especialista em perucas egípcias (elas são uma forma de identificar as múmias, já que resistem bem à decomposição), fez o maior barulho em 2003 ao afirmar que tinha encontrado a rainha. Com uma equipe do canal Discovery, Joann foi até uma tumba do Vale dos Reis identificada como KV35. Uma peruca parecida com as usadas pelas mulheres da realeza foi achada ao lado de uma múmia mutilada. A mutilação de Nefertiti seria vingança dos seguidores de Amon-Rá. A comunidade mundial de egiptólogos se manifestou prontamente. O resultado de um teste de DNA feito na múmia em 2005 foi devastador. O corpo mutilado da KV35 era de um homem. Foi um vexame.

Há dois mil anos 01

Frase do Dia


Estudos


SINAIS PRECURSORES DA MEDIUNIDADE: MEDIUNIDADE COMO PROVA
A mediunidade, na maioria das vezes, é um dom que o Espírito pede diante da sua necessidade de, quando encarnado, se conscientizar, de forma indelével, de sua condição de Espírito eterno, e como instrumento de agilização de seu progresso espiritual.
Independentemente de suas próprias convicções, muitas vezes contrárias a essa realidade espiritual, a faculdade mediúnica surge, ampliando a sensibilidade do homem para a percepção do ambiente espiritual que o circunda. E fiel à lei de afinidade que lhe rege o funcionamento, a mediunidade coloca o homem, basicamente, em sintonia com a realidade espiritual afim com o padrão mental e emocional que alimenta.
Em função disso, a mediunidade "(...) se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres. quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. (...)" (01)
Insciente, muitas vezes, dos recursos mediúnicos que carrega, o homem começa a se sentir envolto em problemas o mais das vezes de causas indefinidas como: mal-estar generalizado, desequilíbrio emocional fácil, doenças que surgem e desaparecem sem explicações médicas claras, desentendimento no lar, problemas profissionais os mais diversos e muitas outras formas de desarmonia pessoal, familiar, social e profissional.
É quando, pressionado pelas circunstâncias e sem encontrar solução em outra parte, o homem bate à porta do Centro Espírita, onde deve ser recebido com os mais nobres sentimentos de solidariedade, compreensão, esclarecimento e ajuda.
Geralmente, o principiante espírita deseja saber que tipo de mediunidade possui; e um dos recursos que utiliza é informar-se com os Espíritos, através de outros médiuns. Isto nem sempre é uma boa medida: "(...) Deve, porém, notar-se que, quando alguém inquire dos Espíritos se é médium ou não, eles quase sempre respondem afirmativamente (...). Isso se explica naturalmente. Desde que se faça ao Espírito uma pergunta de ordem geral, ele responde de modo geral. (...) A esta pergunta vaga:Sou médium? O Espírito pode responder - Sim. A esta outra mais precisa: Sou médium escrevente? Pode responder - Não.
Deve também levar-se em conta a natureza do Espírito a quem é feita a pergunta. Há-os tão levianos e ignorantes, que respondem a torto e a direito, como verdadeiros estúrdios. (...)" (02)
"(...) Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito.
Reações emocionais insólitas.
Sensação de enfermidade, só aparente.
Calafrios e mal-estar.
Irritações estranhas.
Algumas vezes, aparece sem qualquer sintoma. Espontânea. Exuberante.(...)
Paciência, perseverança boa-vontade, humildade sinceridade, estudo e trabalho são fatores de extrema valia na educação mediúnica.
Ninguém sabe quanto tempo demorará o desenvolvimento.
A paciência ajuda a esperar. (...)" (04)
A tônica, todavia, é a mediunidade vinculada à dor, principalmente no seu início. E isto não é difícil de se compreender, uma vez que estamos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina uma forte carga de imperfeições morais tais como a inveja, o ciúme, a malícia, o despeito, a deslealdade, o ódio, a vingança e tantos outros filhos do orgulho, do egoísmo e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sua sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de oferecer a adequada resistência. Somente o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância lhes darão os recursos para o gradativo equilíbrio.
"(...) Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no campo imenso das potencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida, precursores das novas aquisições humanas. É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem. muitas vezes, de provações ásperas." (05)
"(...) Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. (...) São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia. (...)" (06)
"(...) As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras.(...)'' (07)
Nesses casos, a mediunidade não é conquista do Espírito para a eternidade, mas concessão temporária. E os Espíritos superiores a concedem, pois sabem tratar-se de um instrumento extremamente valioso, embora difícil e complexo na sua aplicação, que, se bem aproveitado ensejará ao homem a sua mais rápida ascensão espiritual, libertando-se dos débitos acumulados no passado, da ignorância e da maldade, que o têm retido no círculo vicioso da dor durante séculos.
A mediunidade, assim, é, para o homem, uma prova muitas vezes dolorosa, mas sempre necessária ao seu enriquecimento espiritual. É o talento de que nos fala o Evangelho, cedido como empréstimo para testar no homem a sua capacidade de administração. E, dependendo dessa administração, outros talentos maiores e mais nobres poderão lhe ser. Também, concedidos, ou, se mal utilizados, mesmo este lhe poderá ser retirado.
Todos somos médiuns, mas nem sempre possuímos uma faculdade operante, capaz de ser transformada ou caracterizada como mediunidade - tarefa; apesar dos esforços que envidamos, a nossa faculdade mediúnica pode mostrar-se insipiente. É o que Kardec denomina de médiuns improdutivos; quando experimentam a psicografia, mesmo após meses e mais meses de exercícios, obtêm-se apenas sinais ou uma ou outra palavra. Se experimentarem a psicofonia, o máximo que conseguem são sons ou ruídos abafados, gemidos ou suspiros, não conseguindo nada mais. (03)
Se a pessoa se revela como um médium improdutivo, não deve, por isto mesmo, deixar-se envolver por desânimos; deve abraçar com alegria outras tarefas na seara espírita. Pode continuar freqüentando as reuniões mediúnicas na categoria de médium passista, de doutrinação ou de sustentação.
Devemos compreender que, independente de possuirmos ou não mediunidade produtiva, "(...) O objetivo fundamental de nossa presença, em qualquer estância do Universo, é o serviço que possamos prestar. (...)"(08)

Evangelho Segundo o Espiritismo (10)


Noticias do Meio


ESA capta imagens de rio extraterrestre

(Divulgação: ESA)A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta quarta-feira (12) a imagem de um rio extraterrestre descoberto em uma lua do planeta Saturno, chamada de Titã. 
O "Nilo extreterretre" segue por 400 quilômetros antes de desaguar em um grande lago de Titã, único lugar fora da terra onde foi detectado líquido estável na superfície, apesar de não ser água e sim etano e metano.
A imagem foi obtida pela missão não tripulada Cassina-Huygens, que estuda Saturno e seus satélites, na qual participam a ESA, a americana NASA e a italiana ASI

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Telescópio Hubble descobre galáxias formadas há 13 bilhões de anos

A agência espacial americana espera que esta descoberta ajude a conhecer melhor as origens do Universo, segundo indicaram em entrevista coletiva o astrofísico do Instituto Tecnológico da Califórnia, Richard Ellis, e o astrônomo da Universidade de Harvard, Abraham Loeb.
Nova imagem do Hubble revela uma população campanha inédita de sete galáxias distantes (Foto: Nasa)O descobrimento é fruto das observações realizadas durante seis semanas entre agosto e setembro deste ano. No total foram descobertas sete novas galáxias formadas apenas entre 350 e 600 milhões de anos depois do Big Bang.
"Pudemos remontar até 13,3 bilhões de anos, depois do Big Bang. Neste momento, o Universo não tinha mais que 3% de sua idade atual", explicou Ellis.
Trata-se das "pesquisas arqueológicas" mais antigas da qual dispõem os cientistas sobre as origens do Universo, disse Loeb, ressaltando que novas observações com telescópios mais potentes como o James Webb, que será lançado em cinco anos, permitirão aprofundar estes descobertas.
O objetivo é saber o que aconteceu logo depois do nascimento do Universo, que segundo calculam cientistas se formou há 13,7 bilhões de anos.
O Hubble, lançado em 1990, é um projeto de cooperação internacional entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA). EFE

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A deputada Rose de Freitas, que presidiu a sessão da Câmara foi cercada pelos deputados
Foto: Agência O Globo / Ailton de Freitas
A deputada Rose de Freitas, que presidiu a sessão da Câmara foi cercada pelos deputados Agência O Globo / Ailton de Freitas
BRASÍLIA, RIO e PARIS – Em uma sessão tumultuada, presidida pela deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), o Congresso aprovou nesta quarta-feira, por ampla maioria, requerimento de urgência para a análise dos vetos da presidente Dilma Rousseff a artigos do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, em movimento articulado pelos estados não produtores. No total, 409 parlamentares (348 deputados e 61 senadores) votaram a favor do requerimento e 91 (84 deputados e sete senadores) contra.
A bancada do Rio de Janeiro tentou impedir a votação, apontando falhas regimentais, mas os apelos foram ignorados. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) anunciou que ingressaria com mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a anulação da sessão. Outros dois parlamentares do Rio – o deputado federal Leonardo Picciani (PDMB-RJ) e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) – farão o mesmo nesta quinta-feira.
— Vamos lutar no Supremo. A questão está indo para um caminho que é a judicialização. A derrubada deste veto será ruim para a Federação e para o Brasil — disse Lindbergh.
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A presidente Dilma promoveu 23 vetos na lei de redistribuição dos royalties. O mais importante é o que assegura o cumprimento dos contratos nas áreas já licitadas. Com a aprovação do requerimento de urgência, esses vetos serão apreciados em sessão do Congresso na próxima terça ou quarta-feira, a última antes do recesso.
Na avaliação de parlamentares do Rio, se o recurso ao STF não for acolhido, a tendência é que o Congresso derrube os vetos, o que deve provocar uma enxurrada de ações na Justiça questionando a constitucionalidade da redistribuição dos royalties.
Esse primeiro recurso ao STF, segundo Molon, é baseado no argumento de que a votação desta quarta-feira não poderia ter ocorrido. Os parlamentares alegam que o veto em si não estava na pauta original da sessão e que sua leitura era precondição para que o requerimento fosse analisado. Além disso, argumentam que o veto não fora publicado no Diário do Congresso e que apenas uma cópia do jornal circulou no momento da sessão.
— Na democracia, prevalece a vontade da maioria, mas temos regras de respeito à minoria. O regimento foi totalmente desrespeitado. E fizeram uma edição fantasma do Diário do Congresso que só tem uma cópia — disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Outros parlamentares das bancadas de Rio e Espírito Santo protestaram contra a votação do requerimento de urgência, destacando que mais de três mil vetos aguardam na fila para análise. Mas os discursos e manifestações na sessão, que durou mais de três horas, evidenciaram que os estados produtores ficaram isolados na defesa do regimento, prevalecendo a vontade dos representantes dos estados não produtores, em maioria. Em uma demonstração do isolamento dos estados produtores, nenhum partido encaminhou contra o requerimento, nem entre os da base aliada. O PT liberou a bancada e o PMDB encaminhou a favor.
— A pressão é muito grande para votar a derrubada do veto na semana que vem. Hoje é um dia histórico, há muito tempo não via uma votação assim no Congresso. Se for derrubado o veto, serão recolocados dispositivos no texto e, então, o governo poderá enviar uma nova MP para adequar o texto diante dos dispositivos recompostos — disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Sessão marcada por tumulto e gritos
Geralmente, as sessões do Congresso são esvaziadas, mas a desta quarta-feira teve 434 deputados e 68 senadores. A sessão começou pouco antes das 14h, quando os estados produtores sofreram a primeira derrota, porque a bancada do Rio tinha certeza de que não haveria a presença mínima para abertura dos trabalhos.
A decisão de Rose de Freitas, que bancou a votação mesmo sendo representante do Espírito Santo, produtor de petróleo, irritou parlamentares do Rio. Nos bastidores, eles acusaram a deputada de ter “traído” os produtores e de estar em campanha para a Presidência da Câmara.
A sessão foi marcada por gritos e dedos em riste. A deputada chegou a ser cercada, diversas vezes, por parlamentares como Anthony Garotinho (PP-RJ) e Lindbergh Farias. Gritando “vota” parlamentares de estados não produtores pressionavam pela votação da urgência.
— O que os senhores estão fazendo? Por favor, isso é o Congresso Nacional! — disse Rose de Freitas, em um dos momentos de maior tensão, indignada com a gritaria. — É importante que a gente saiba que ninguém vai matar ninguém nesta sessão. É simples. Vamos votar.
No fim da sessão, justificou-se:
— Não tinha outra saída. Este assunto tinha que ser votado.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, não se pronunciou sobre a decisão do Congresso.
(Colaboraram Henrique Gomes Batista e Fernando Eichenberg)


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Entra em ação a primeira bolsa de valores ambiental


Entrou em vigor na última segunda-feira a primeira bolsa de valores para negociação de ativos ambientais do Brasil. A chamada Bolsa Verde do Rio (BVRio) quer atrair os proprietários rurais e os empresários através da comercialização de creditos que os ajudem a cumprir a lei ambiental.
Em vez de ações de empresas A BVRio irá negociar com a Cotas de Reserva Ambiental as cotas de reserva legal florestal, certificados de emissão de gases do efeito estufa e créditos de carbono.
Os créditos de reserva tem como ideia o que o proprietário rural que conservou em uma área de vegetação nativa maior do que foi permitida possa “vender” o excedente a quem desmatou além do limite, desde que as propriedades tenham o mesmo bioma. Esses mecanismo permitem que os proprietários que são irregulares possam sair desta situação sem ter que reflorestar suas áreas.
Os proprietários ao entrarem na Bolsa terão suas terras monitoradas por meio de satélites para que não haja desmatamento da área após a venda dos créditos.
O principal objetivo é de prover soluções de mercado para a promoção do desenvolvimento sustentável.

E a Vida Continua - Filme Completo

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Shoppings evitam que crianças sentem no colo do Papai Noel
Notícia: Shoppings evitam que crianças sentem no colo do Papai Noel

Desde os anos 70 a presença do Papai Noel passou a ser comum nos shoppings Center de São Paulo, apesar de o “ho ho ho” ser o mesmo nos dias de hoje a postura de agir com o público está diferente, por exemplo, no Shopping Cidade Jardim as crianças não sentem mais no colo do bom velhinho. De acordo com Renata Fava, assessora de comunicação, esta maneira é apenas um cuidado no momento da abordagem.
Já no Shopping Frei Caneca a situação é bem parecida, “a orientação é para que o Papai Noel procure colocar a criança ao lado, em vez de pegar no colo", comenta a gerente de marketing, Andreia Perini.
"É claro que ele não pode frustrar uma criança que chega já se jogando no colo, mas pedimos para fazer de tudo para evitar."
Segundo a gerente de marketing, Fabíola Soares, do Shopping Anália Franco foi instalado um trono mais largo para que as crianças se sentem ao lado do Papai Noel.
Foram entrevistados alguns Papais Nóeis e todos foram unanimes ao criticaram essa medida, essa preocupação surgiu após um shopping americano ser processado por um pai que fotografou um papai Noel com a mão sobre a perna de sua filha. 

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