Momento Espírita

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Convite especial
 
Em famosa passagem do Evangelho, Jesus fez um convite muito especial.
Afirmou que quem desejasse ir após Ele deveria renunciar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lO.
Esta afirmação é extraordinariamente rica, como ocorre em tudo o que procede do Cristo.
Nela, o aspecto da renúncia pessoal não é o menos interessante.
O serviço da própria sublimação não costuma ser compatível com a satisfação de todos os caprichos do coração.
Quem deseja viver o bem, necessariamente precisa se afastar um pouco do bulício mundano.
Não se trata de afastamento físico.
Afinal, a virtude não pode ser uma flor de estufa, que não resiste à prova da realidade da vida.
Esse afastamento é, num sentido muito específico, de não se deixar contaminar pelas loucuras e paixões correntes.
A responsabilidade é muito variável entre as criaturas.
Quem há pouco saiu da infância espiritual possui menores recursos de sublimação.
É, até certo ponto, compreensível que se empolgue com o discurso mundano.
Falta-lhe discernimento para compreender o que de fato lhe convém.
Contudo, a situação é bem diferente em relação às almas já tocadas pela mensagem cristã.
Para essas, grave é a responsabilidade.
Caso optem por viver a ardência dos sentidos, em detrimento dos valores eternos, complicam-se de modo muito importante.
Não se trata de um Deus punitivo a lhes cobrar contas.
O problema reside na consciência desperta e lúcida.
Por saber o que era possível fazer, a própria criatura se afunda no arrependimento.
Se pôs a perder santas oportunidades, é com dificuldade que se justifica perante si mesma.
Por isso, o caminho da redenção pressupõe renúncia.
Renúncia às banalidades que tomam tempo.
Renúncia às baixezas tão em voga.
Renúncia à maledicência, à pornografia, às vantagens indevidas, à preguiça e ao ócio.
A alma enamorada do ideal cristão tem em si uma urgência do bem.
Tal não significa que viva enlouquecida no afã de muito fazer.
Ela goza de uma paz especial, feita de serviço e de retidão.
Trabalha porque sabe o valor do tempo.
Mas entende que o resultado sempre pertence ao Senhor da vida.
Seu foco reside em ser digna, útil e bondosa.
Para atingir esse estado, dispõe-se a vários sacrifícios.
Abdica de ter razão para viabilizar a paz.
Abre mão de seu conforto para confortar o próximo.
Tudo porque seu coração foi tocado pelo convite do Senhor.
Ela realmente deseja segui-lO.
Por isso, encontra forças para fazer as renúncias necessárias.
Pense a respeito.
Redação do Momento Espírita.
Em 03.05.2012.

LIÇÃO DE VIDA

Percorrendo uma longa estrada, um viajante encontrou em seu caminho uma obra em início de construção.
Três pedreiros, com suas ferramentas, trabalhavam na fundação do que parecia ser um importante projeto.
O viajante, curioso, perguntou ao primeiro pedreiro o que ele estava fazendo. O primeiro pedreiro, com um semblante sofrido, muito triste, respondeu:
- Estou quebrando pedras, não está vendo? Estou morrendo de trabalhar, isto aqui é um meio de morte. As minhas costas doem, minhas mãos estão feridas e eu não agüento mais este trabalho.
Mas o viajante resolveu procurar o segundo pedreiro e fez a mesma pergunta. O segundo pedreiro, então, respondeu conformado:
- Estou ganhando a vida. Não posso reclamar, pois foi o emprego que consegui. Estou conformado porque levo o pão de cada dia para minha família.
Muito curioso, o viajante resolveu fazer a mesma pergunta para o terceiro pedreiro, queria saber o que ele estava fazendo. O terceiro pedreiro, porém, respondeu todo feliz:
- Estou construindo uma catedral!
Três pedreiros, três respostas diferentes para o mesmo trabalho. Cada um respondeu da forma como via o seu trabalho.
O primeiro pedreiro via em seu trabalho dor e sofrimento, que fazia com muito sacrifício.
O segundo pedreiro, demonstrou indiferença. Estava conformado, mas não realizado. O trabalho nada significava para ele e o fazia por pura obrigação.
Já o terceiro pedreiro, tinha a consciência da importância do que fazia. E desempenhava sua função com orgulho e satisfação. Tinha orgulho de participar de uma grande realização, o que lhe dava muito mais força, energia, ânimo e felicidade.
LIÇÃO DE VIDA:
Todos têm oportunidades na vida. Mas nem todos sabem dar o verdadeiro valor a essas oportunidades. E, por isso, nem todos são felizes. Se você está tendo uma oportunidade na sua vida, aproveite-a, valorize-a para alcançar a sua felicidade.

Programa Corrente de Fé.

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Oh Jesus que dissês

O Céu e a Terra passaram,mais a minha palavra não passará...

Por intermédio de Maria nossa Mãe santíssima,nós pedimos e rogamos

Jesus menino

Abençoai-nos








Como fazemos todos os dias,nos reunimos aqui por alguns minutos para orarmos e esquecer um pouco da correria do dia a dia juntamente com nossa devoção a Maria



 

                 



Ave-Maria, cheia de graça!

O Senhor é convosco

Bendita sois vóis entre as mulheres

E Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus

Santa Maria Mãe de Deus,

Rogai por nós os pecadores

Agora e na hora de nossa morte. 
Amém




       



Que assim seja!!!

















  • Vamos nos concentrar para tomar a água.




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      As crianças Índigo e Cristal


      Há algum tempo nos deparamos com  interpretações sobre o termo Criança Índigo e Criança Cristal. As mais comuns são a de que a Criança Índigo tem reencarnado na Terra há cerca de 100 anos e, na década de 70, com uma grande quantidade de nascimento de índigos, o que remete a adultos índigos hoje entre nós.
      Segundo o livro “Crianças Índigos”, de Lee Carrol e Jan Tober, a criança índigo possui uma modificação no DNA, ou seja, há uma integração entre os hemisférios da direita e esquerda e, desta forma possibilitando maior capacidade intelectual e criatividade.
      As Crianças Cristais iniciaram a reencarnar na Terra a partir do ano 2000 e trazem como características mais marcantes a facilidade de convívio em grupo. Os estudos apontam que ambas são sensíveis, amáveis, objetivas, porém os índigos são mais guerreiros, determinados, impetuosos. Enquanto as Crianças Cristais possuem um temperamento mais brando e uniforme.
      No livro “Crianças Índigos", Lee Carroll e Jan Tober, publicado em 1999, “Criança Índigo é a que apresenta um novo e incomum conjunto de atributos psicológicos e mostra um padrão de comportamento geralmente não documentado ainda. Este padrão tem fatores comuns e únicos que sugerem que aqueles que interagem com elas (pais em particular) mudam seu tratamento e orientação com objetivo de obter o equilíbrio. Ignorar esses novos padrões é potencialmente criar desequilíbrio e frustração na mente desta preciosa nova vida.”
      Segundo a parapsicóloga Dra. Nancy Ann Tape¹, “as crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans.”
      O médium Divaldo Pereira Franco escreveu o livro “A Nova Geração: a Visão Espírita sobre Crianças Índigo e Cristal”, lançado em 2007, onde aborda o tema como “a nova geração de espíritos reencarnantes”. O livro traz ainda esclarecimentos sobre como compreender e educar essas crianças. Em entrevista concedida em 2007 para a União Regional Espírita de Maringá, Divaldo Franco falou sobre a visão espírita da Criança Índigo e Criança Cristal.
      Segundo Divaldo, desde a década de 70 especialistas e educadores começaram a notar uma nova geração de crianças com comportamentos diferentes, ou seja, apresentavam características hiperativas que, inicialmente foram diagnosticadas com uma patologia. Somente após inúmeras pesquisas, feita por psicólogos, foi concluído que essas crianças fazem parte de uma geração espiritual e especial, que vêem a auxiliar o mundo no período de transição planetária para o planeta de regeneração.
      A psicóloga e presidente da ABRAPE – Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas, Ercília Zilli, disse em entrevista concedida àRevista Além da Vida – Ed. 23, que lidar com a criança índigo é lidar com novos padrões de comportamento. Desta forma, ela afirma a importância do equilíbrio familiar, pois segundo a psicóloga, assim como os adultos índigos, as crianças índigos possuem como características mais evidentes a sensibilidade e a inteligência e que podem ter uma reação negativa quando estão em convívio conflitante e sob pressão.
      Ainda na entrevista, Ercília Zilli defende a educação focada no desenvolvimento da autoconfiança e da preservação de independência e não com uso de medicamentos que, segundo Ercília, só devem ser utilizados quando necessária e sob recomendação de um médico especialista.
      Espíritas, pesquisadores e profissionais da psicologia afirmam que há necessidade de maior discussão a respeito do tema Criança Índigo e Criança Cristal, buscando educação adequada tanto às crianças quanto aos pais que, muitas vezes encontram dificuldades até mesmo para identificar essas características nos filhos, o que remete à busca muitas vezes equivocadas de tratamento, afim de ampliar os conhecimentos nos aspectos científicos e espirituais, visando a evolução da sociedade.
      ¹ Dra. Nancy Ann Tape¹ - Elaborou um sistema para classificar os seres humanos de acordo com a  cor da sua aura espiritual, lançando a obra "Compreenda a sua Vida através da Cor" onde fez um estudo sobre "as cores da vida".

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      Reforma Íntima: A conquista da felicidade


      Muitas vezes ouvimos que, com o passar do tempo adquirimos mais experiência e consequentemente, mais sabedoria. A Doutrina Espírita ensina que é preciso estudar sempre o espiritismo em busca do autoconhecimento que por sua vez leva à reforma moral, pois a medida em que há maior compreensão de seus ensinamentos, naturalmente nasce a consciência da necessidade da reforma íntima.
       
      De acordo com o livro Reforma Íntima sem Martírios da editora Dufaux, psicografado pelo médium Wanderley de Oliveira, a autora espiritual Ermance Dufaux esclarece que reforma íntima é um trabalho processual, ou seja, lidar com as características da personalidade, melhorando os traços que compõem suas formas de manifestação, como: caráter, temperamento, valores, vícios, hábitos e desejos que são alguns desses caracteres que podem ser renovados ou aprimorados.
       
      Clair Sanches, Diretora da Área Espiritual da Fraternidade Cristo Redentor em São Paulo, esclarece em uma entrevista concedida a Rádio Boa Nova, que este tema nos leva a reflexões mais profundas sobre planejamentos, dificuldades e entendimento sobre si mesmo.
       
       
      RBN: Como devemos alcançar nossa perfeição?
       
      Clair Sanches: Deus nos fez espíritos imortais, destinados à perfeição e, obedecendo a Lei da Evolução, somos levados a reencarnações sucessivas para experimentar formas diversas de crescimento, liberdade de ação e decisão, desta forma construimos ao longo de nossas vidas o nosso caráter, imprimindo virtudes, defeitos e viciações. Como devemos atingir a perfeição? Surgindo o instante da insatisfação íntima, percebendo que algo deve ser mudado dentro de nós.
       
      Como realizar a transformação moral?
       
      Somos tão acostumados a viver com a nossa identidade que é necessário olhar de fora, fazer uma análise profunda, honesta para nos enxergar como realmente somos, aceitando-nos e imprimindo energias na nossa força de vontade para mudar.
       
      A Reforma Íntima se dá de um dia para outro?
       
      A vida é dinâmica, tudo se transforma a todo instante, toda reforma exige tempo, atenção, cuidados específicos para que não venha a abalar o que está bom. Sempre que se fala em reforma há resistências pois implica, inevitavelmente, em mexer em valores estabelecidos, em vantagens adquiridas, em vícios incorporados e, mudar é doloroso, há perdas aparentes e ganhos que nem sempre geram satisfação imediata, pois a pessoa está acostumada a ver e sentir a vida pelo prisma da materialidade.
       
      Precisamos criar um planejamento para as mudanças?
       
      Na execução da reforma íntima nos compete traçar um plano de ação, identificando tudo aquilo que pede mudança, agindo com cautela para não danificar nossas estruturas, investindo todo nosso potencial de fé e persistência, protegendo as virtudes conquistadas, realizando com maior empenho o bem, se livrando dos ressentimentos, as mágoas, os medos, os vícios e defeitos, que oferecem riscos à nossa saúde que entulham a mente e o coração, roubando a alegria e dificultando nossa caminhada evolutiva, por isso devemos suportar o desconforto de aprender a andar sem “muletas” e a conviver com o “barulho” que se produzirá no intimo para derrubar velhos conceitos e preconceitos, para ver surgir à casa íntima idealiza.
       
      Quais são os principais obstáculos para o cumprimento da nossa transformação?
       
      Preguiça ou acomodação. Se nos iludirmos com o mundo das aparências, com a vida material e seus atrativos e paixões, dando-lhes prioridade, fatalmente seremos impulsionados pela Lei da Evolução, à dor que fará com que, em regime de urgência, façamos os reparos mais necessários para nossa paz interior.
       
       
      Clair Sanches afirma que precisamos conhecer nossas deficiências e dificuldades, aceitando-nos e buscando utilizar as ferramentas da vontade e da paciência, podendo com carinho e respeito por nós mesmos determinar o ritmo das conquistas. Acrescenta que passarão os anos e novas reformas serão necessárias, portanto, esse processo não deve ser desesperador e, sim constante, alegre, dinâmico, porque não é definitivo, conforme nos mostra a Lei da Evolução, contida no O Livro dos Espíritos por Allan Kardec, dizendo que Reforma íntima é um processo muitas vezes doloroso, mas compensador de autoestima, de fortalecimento da fé e solidificação do amor.
       
       
      Clair Sanches - Educadora e diretora da área espiritual da Fraternidade Cristo Redentor
      Wanderley de Oliveira - Coordenador do CONFAE - Confraternização de Famílias Espíritas e do CONCES – Confraternização de Casais Espíritas, psicógrafo dos livros: “Depressão e Mediunidade”, “Seara Bendita”, “Laços de Afeto”, “Mereça ser Feliz”, “Reforma Íntima sem Martírio”, “Unidos pelo Amor”, “Lírios de Esperança”, “Escutando Sentimentos”, “Prazer de Viver”, “Atitude de Amor”, “Quem sabe pode muito. Quem ama pode mais”, “Receitas para a Alma” e “Os Dragões”.

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      Curas Espirituais: Ciência e Espiritualidade


      Em uma retrospectiva histórica no campo da saúde, revela-se que o processo saúde/doença sempre foi acompanhado de crenças e rituais e, que até hoje, as pessoas se utilizam dos recursos da cura espiritual para produzirem mudanças nas suas vidas e nas vidas das pessoas que lhe são próximas.
       
      Afirmam a doutrina espírita e outras crenças espiritualistas que o sucesso de um tratamento espiritual depende de algumas condições que devem ser atendidas simultaneamente:
      • o paciente e quem o acompanha necessitam ter fé no tratamento, pois, se eles não acreditarem, as suas mentes trabalharão contra o mesmo, bloqueando qualquer benefício possível;
      • a doença não deve ser mais necessária para o fim a que se destinava;
      • o médium precisa estar equilibrado emocionalmente e se dedicar ao seu trabalho com amor, o que seria necessário para que ele obtivesse o auxílio de bons espírito.
      O espiritismo explica que os males do indivíduo têm relacionamento, ora apontando para deficiências espirituais, ou esclarecendo que o indivíduo só pode obter resultados definitivos quando reconhece em si mesmo a base dos problemas. Ressalta que o trabalho de Fluidoterapia (terapia das energias), são assistidos por entidades, ligadas ao campo da medicina, conhecedoras de particularidades relativas à saúde física-espiritual dos pacientes e à lei de causa e efeito.
      Em uma entrevista concedida à Rádio Boa Nova, Ana Fini, coordenadora dos trabalhos de curas da Fraternidade Cristo Redentor em São Paulo, esclarece a necessidade da fé para a construção de um campo espiritual mais saudável.
      RBN: A doença física é resultante de um desequilíbrio espiritual? 
      Ana Fini: As enfermidades podem ser classificadas como sendo oriundas de duas fontes distintas: as primeiras possuem um fundo mais íntimo e estão sempre ligadas ao panorama cármico individual, isto é, ao que contraiu no passado; as segundas são meras circunstâncias ocasionais, não radicadas a vidas anteriores; desajustes passageiros do metabolismo orgânico, por efeito de transgressões atuais.
      As primeiras são imperativas, advêm da necessidade da própria evolução do espírito, ao passo que as segundas podem existir ou deixar de existir, conforme o indivíduo cometa ou não as referidas transgressões contra a harmonia funcional da natureza física. Dizendo melhor, umas são moléstias do espírito, outras são do corpo, as primeiras representando os reflexos exteriores das imperfeições internas e sendo ao mesmo tempo o processo normal e justo de reabilitação, enquanto as segundas são simples reajustes passageiros.
       
      Como podemos auxiliar a espirutalidade para alcançar a cura ?
       
      Todos nós devemos assimilar as instruções contidas nos ensinamentos espíritas buscando a própria tranqüilidade, o reequilíbrio interior, a superação das aflições, dores e angústias. O entendimento das leis que regem a vida, o conhecimento de si mesmo, nos torna receptivos aos benefícios do passe magnético, das cirurgias espirituais, pela aceitação, recolhimento, respeito, vontade em melhorar, fé e confiança na obtenção da cura.
       
      Água Fluidificada
       
      Água fluidificada é a água normal, adicionada de fluidos medicamentosos. Explica que tanto os Espíritos desencarnados, como os encarnados, atuam na magnetização por meio de preces e imposição das mãos.
       
      Ana Fini esclarece que a água potável absorve facilmente as partículas magnéticas, energias saudáveis por conter um maior número de moléculas saudáveis. Acrescenta que nas sessões de curas, por meio de radiações à distância, o processo é sempre engrandecido, avolumado, pela força das vibrações em conjunto e pela formação de uma poderosa corrente emissora de base. 
       
      Ana Fini – Coordenadora pedagógica, formada na USP (Universidade do Estado de São Paulo), Coordenadora dos trabalhos de Radiações na Fraternidade Cristo Redentor e Expositora, em São Paulo.

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      Os trabalhos no plano espiritual em prol da Terra


      A Doutrina Espírita ensina que o Plano espiritual é formado por colônias e fraternidades composta por equipes de trabalhadores no auxílio e socorro de encarnados e desencarnados. A exemplo desta afirmação encontramos a obra Nosso Lar, psicografada pelo médium Chico Xavier, narrada pelo espírito André Luiz. Nela, André Luiz relata sua trajetória no Plano espiritual desde sua passagem pelo Umbral até sua recuperação e atuação na Colônia Nosso Lar.
       
      Como forma de localização, segundo a Doutrina Espírita, esta Colônia está sob a cidade do Rio de Janeiro.
       
      Assim como em Nosso Lar, outras Colônias são compostas pelas chamadas Fraternidades do Espaço, porém essas fraternidades trabalham exclusivamente no auxílio a espíritos encarnados. Pesquisadores, estudiosos do esoterismo e do misticismo acreditam que essas fraternidades são formadas por seres espiritualmente elevados que compõem estes diferentes grupos na atuação do bem junto à humanidade. Segundo estes estudiosos, desde 1940 atuam diretamente em nosso planeta no auxílio da transição, de provas e expiações para o padrão regenerativo.
       
      Antonio Carlos Laferreira, dirigente do centro espírita Fraternidade Cristo Redentor em São Paulo, relata que as Fraternidades do Espaço são grupos reunidos por afinidade e que dentro de suas especializações de trabalho, estão sob a tutela de Jesus, atuando na segurança, manutenção da ordem, proteção dos dirigentes, orientação de cursos e escolas e nas tarefas de assistência em nossas casas espíritas.
       
      O conceito de que nosso mundo é composto por várias camadas, níveis dimensionais ou espirituais é comum para algumas religiões e doutrinas ao longo do tempo. Atualmente alguns cientistas desenvolvem conceitos especulativos a respeito das diferentes dimensões que, de uma forma ou de outra, existem em torno da Terra.
       
      Martha Gallego Thomaz, fundadora do Grupo Noel Rosa, no estado de São Paulo, é considerada uma das maiores conhecedoras do assunto no meio espírita e, segundo relata em seu livro "As Hitórias das Fraternidades", “o mundo é como uma cebola, nós estamos no meio dela e, cada casca da cebola é uma esfera. Na primeira camada está o que os espíritos chamam de “Pronto-socorro”.
       
      Nesta metáfora, Martha explica que o mundo está dividido em camadas e uma delas está sob a cidade de São Paulo. Chamada Instituto de Confraternização Universal, está na terceira dimensão, acima do estado de São Paulo no formato de uma cruz.
       
      Segundo a autora, é possível visualizar essa cruz no mapa da cidade de São Paulo, ao traçar uma linha que ligue as regiões de vila Maria e Santo Amaro e outra entre a Freguesia do Ó e São Caetano. Já o Instituto de Confraternização Universal, no Espaço, está localizado entre as regiões Liberdade e Bela Vista.
       
      Nessas Fraternidades do Espaço, bem como ocorre no plano terrestre, é formada por trabalhadores no atendimento aos encarnados, de acordo com a necessidade de cada um. E, da mesma forma possui as Escolas de Aprendizes com o objetivo de orientar os espíritos trabalhadores para que estejam sempre em condições do atendimento fraterno. Nas palavras de Martha Gallego Thomaz “onde houver um aprendiz, haverá, um Servidor em potencial”.
       
      No livro citado a autora revela algumas das Fraternidades existentes e suas devidas ações:
       
      Fraternidade dos Humildes - Responsável: Dr. Bezerra de Menezes
      Tem como desígnio, orientar e higienizar os pensamentos, amenizando as dores à medida em que as pessoas se libertem das ideias nocivas.
       
      Fraternidade dos Essênios - Responsável: Hilarion
      Inspirar as lições de amor e paz, para que desenvolvamos, por nossa vez, o sentimento de Fraternidade.
       
      Fraternidade dos Filhos do Deserto - Responsável: Swami Hia
      Trabalham com a Rosa Mística de Nazaré, cuidando dos sofredores que, uma vez curados, aprendam a amar e se tornem leais servidores do Cristo.
       
      Fratenidade da China - Responsável: Confúcio
      Cuidam da evolução nas tarefas de vibrações.
       
      Fraternidade do Egito - Responsável: Sêmulo
      Assistem a todos aqueles que buscam usar sua sensibilidade para conhecer a Deus e a si mesmo no exercício da tarefa cristã.
       
       
       
      Martha Gallego de Thomaz, aos 96 anos de idade, segue como dirigente do Grupo Noel. Escritora, lançou os livros "Alçando Um Voo Mais Alto", "O Instituto de Confraternização Universal", "Noel Ontem, Hoje e Sempre", "As Histórias das Fraternidades" e "Remexendo Na Gaveta".na gaveta.

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      Divaldo Pereira Franco completa 85 anos


      No dia 05 de maio, Divaldo Pereira Franco completará 85 anos de idade. Sendo 65 deles, dedicados à divulgação da Doutrina espírita através de suas conferências realizadas em diversos países.
      No 10º Encontro Amigos da Boa Nova, Divaldo foi homenageado pela Fundação Espírita André Luiz quando recebeu uma placa das mãos do Sr. Onofre Astinfero Baptista,  presidente da FEAL (Fundação Espírita André Luiz).
      A comunicadora Suely Caldas Schubert, que ao lado de José Maria Medeiros apresentam o programa Mediunidade Caminho para Ser Feliz, escreveu um texto sobre Divaldo Pereira Franco.
      Tempo sem tempo de Divaldo Franco
      O dia 05 de maio de 2012, amanhece. 
      Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada e, lentamente, preenche todos os espaços, com o seu brilho habitual. Divaldo Franco, no silêncio de seu gabinete de trabalho, reflete.  Mal amanheceu e ele está desperto, após uma noite quase insone. Desde a véspera que as lembranças assomaram à sua mente. Afinal está completando 85 anos de sua atual reencarnação, e mais que nunca, quase por um automatismo, vê diante de si, na tela mental, cenas e mais cenas de sua vida, como num caleidoscópio , cujo início o traz de volta ao lar paterno. E aqui estou eu, que escrevo este artigo, criando, na minha imaginação, o amanhecer dessa data tão especial para todos nós, o aniversário de uma pessoa tão querida e amada pelos amigos que granjeou, em muito mais do que nos 65 países que percorreu, levando a sua palavra plena de paz, de sabedoria  e de amor, pregando o evangelho do Cristo e a Doutrina dos Espíritos.
      Ali está o baiano Divaldo Pereira Franco, enquanto as cenas se desenrolam em sua mente. É uma viagem notável, iniciada na infância, quando a mediunidade despontou em sua vida atual. As dificuldades que se foram somando, em meio às vivências familiares, culminando com a desencarnação de sua irmã Nair e de outras dolorosas provações que os pais, D. Ana e Francisco Franco, enfrentaram com fé em Deus e a certeza de sua misericórdia. Em meio às ocorrências familiares, o menino Divaldo ia experimentando os primeiros indícios da mediunidade. Um salto no tempo e eis Divaldo, já adulto, tendo sido orientado quando ainda no aconchego familiar, por pessoas que o conduziram pelos caminhos da sua iniciação ao Espiritismo e à prática equilibrada da mediunidade. Ele se  vê no trabalho profissional, às voltas com a dupla vista, que lhe sendo tão natural é algo estranho para os demais. Um desfile de amigos especiais, companheiros das primeiras horas que ali estão, e ao revê-los, no painel da mente, um sentimento de saudade o envolve,  convocados que foram, à época, para colaborar no processo de construção da obra missionária de Divaldo. Neste momento preciso, chega também, Nilson de Souza Pereira, o amigo das eras longínquas, pelas mãos da própria Joanna de Ângelis.
      Em suas reminiscências Divaldo retorna à emoção vivida no  dia 05 de  dezembro de 1945, quando a mentora Joanna de Ângelis, que, anteriormente, ele não identificara, se apresenta, e  por primeira  vez, ele a vê, conscientemente, em sua beleza radiosa , ela que o acompanha e orienta desde os tempos imemoriais, tanto quanto a imensa família espiritual que ela vem agregando através das eras. Em breve, fundam o Centro Espírita Caminho da Redenção, no dia 07 de setembro de 1947. Meses antes o jovem baiano, então com 20 anos, inicia a sua trajetória como orador. São  65 anos transcorridos, que perpassam vivos em sua memória, quando hesitante e inseguro, diante de um público que aguardava o seu pronunciamento,  ouviu uma voz a lhe dizer:   –  “Fala! Falaremos por ti e contigo! Era o dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE) e ali estava o espírito Humberto de Campos, convidando-o a iniciar a sua missão de pregar o Espiritismo e o Evangelho de Jesus. Ele se levantou e falou! E nunca mais parou.
      Muitas vezes, nestes 55 anos de nosso abençoado  convívio, ouvi Divaldo mencionar que, acima de tudo, queria falar de Jesus para as pessoas. Estava traçado, portanto, o mapa-mundi das palestras de Divaldo, que já pregou em 65 países nos cinco continentes.
      Ele revê os detalhes de todas as programações, sempre antecipadamente  preparadas, sob a égide de Joanna de Ângelis, que  convida, inclusive, os Espíritos protetores de cada país, ensejando um  tempo para que transmitam mensagens, que Divaldo psicografa nos hotéis ou lares onde se hospeda, nos intervalos dos compromissos e atividades. Porque a missão transcende o plano físico e adentra o espaço espiritual de cada país. De repente, no rio das recordações, surge a Mansão do Caminho, e Divaldo sente, como outrora, a emoção do instante em que teve a visão extraordinária da obra, que seria um marco em sua vida. Ali estava ele, na vidência psíquica, idoso, cercado de crianças, vivendo por  antecipação o trabalho que deveria realizar, numa projeção mental realmente notável, que Joanna de Ângelis lhe proporcionou. Pouco tempo depois da visão, atendendo ao chamado, surge a Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, na cidade de Salvador. O calendário assinala  o dia 15 de agosto de 1952.           
      As cenas mentais que o fio da memória rebobinava, começam agora a se sobrepor e se misturam: viagens, países, livros psicografados, pessoas, público, auditórios superlotados; milhares de crianças na Mansão, que estudam, que crescem,  crianças que  nascem na Mansão e cujo primeiro choro é música celestial;  trabalhos dia e noite, reuniões mediúnicas, entrevistas, passes em enfermos, estudos contínuos, amigos, muitos amigos, multidão de amigos, conversas em várias línguas nas ruas do mundo, enquanto passa, qual cometa luminoso e itinerante; milhares de pessoas, milhões de pessoas, livros e livros, compromissos, Espíritos que desfilam através de sua mediunidade, dores que sua palavra aliviou, curas espirituais; Espíritos nobres que o cercam, movimento espírita, Dr. Bezerra de Menezes, Manoel  Philomeno de Miranda, Amélia Rodrigues – Joanna de Ângelis! E muito mais. Divaldo se enternece. Olha através da janela os jardins floridos, o recanto de Joanna com suas frondosas árvores, as salas de aula, o ginásio de esportes, o ambulatório, onde médicos, dentistas e enfermeiros atendem ao bairro, a padaria, a creche.
      A Manjedoura, o lar das idosas, a gráfica, as construções que foram surgindo, o Centro Espírita Caminho da Redenção, onde Nilson assinalou o pórtico  com o símbolo que relembra as mãos em oração, a lanchonete, a livraria, a enorme cozinha e todas as suas dependências, o lindo refeitório onde se reúnem os trabalhadores, as centenas de voluntários, o memorial, a campanha Auta de Souza, salas e mais salas para a administração desse imenso complexo que alguém denominou ( e realmente é) de A Mansão do Amor  e, por fim, e por enquanto, a Casa de Parto!... Pelas alamedas floridas, pelas ruas da Mansão paira a certeza de que é possível criar aqui na Terra um recanto de paz e fraternidade, no qual o pensamento de Jesus e sua mensagem de amor  estejam sendo vividos ali, a cada dia. Parabéns, Divaldo Franco! Você faz aniversário mas quem recebe os presentes somos nós. Você vem e  entrega a cada um o mimo especial da sua presença, da sua palavra plena de sabedoria e amor,  sempre amiga e afetuosa  e dessa alegria irradiante que a todos contagia.  Quando você se despede e se vai para cumprir outros compromissos, o seu psiquismo perdura, numa vibração superior, deixando  em todos a sensação de um novo tempo, que começa agora. No tempo sem tempo, Divaldo caminha, semeando estrelas, que brilham, que cintilam no seu rastro.

      Frase do Dia

      Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa. – André Luiz

      Frase do Dia

      Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa. – André Luiz

      O que já aconteceu no dia de hoje

      Cristóvão Colombo descobre a Jamaica

      CRISTÓVÃO COLOMBO DESCOBRE A JAMAICA

      05 de maio de 1494
      A Jamaica é uma ilha e país das Grandes Antilhas, de 240 km de comprimento e um máximo de 80 km de largura, situada no mar do Caribe. Está a 630 km do continente centro-americano, a 150 km ao sul de Cuba e a 180 km ao oeste da ilha de La Española, nas que estão o Haiti e a República Dominicana. Os primeiros povoadores da ilha foram os índios arawak, procedentes da África do Sul, que chegaram à ilha entre os anos 1000 e 400 a.C. Estes povoadores foram extintos após o contato com os europeus. A Jamaica foi reivindicada como posse espanhola depois de que Cristóvão Colombo chegou à ilha em 5 de maio de 1494. Em seus primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica se converteu no maior exportador de açúcar do mundo, produzindo 77000 toneladas por ano entre 1820 e 1824.
      Travou-se a Batalha de Puebla

      TRAVOU-SE A BATALHA DE PUEBLA

      05 de maio de 1862
      A data de 5 de maio é significativa na história do México e também da América: em primeiro lugar, a Batalha de Puebla marcou a vitória das forças do Exército Mexicano, comandado por Benito Juárez (presidente mexicano 1858 -1872), contra um dos mais poderosos e capacitados exércitos como foi o da potência francesa, dirigido pelo imperador Napoleão Bonaparte (Napoleão III). E por outro lado, a derrota do Império Francês, que truncou os objetivos de estender a monarquia até o Centro e a América do Sul para prover de matéria prima e comércio a Europa. Em 1861, devido à instabilidade financeira causada pela guerra mexicano-americana, o Congresso Mexicano acordou em suspender os pagamentos da dívida exterior durante dois anos. Os credores na Europa (Inglaterra, Espanha e França) decidiram que a intervenção seria a melhor maneira de cobrar a dívida. Mais tarde, a Inglaterra e a Espanha conseguiram negociar por via diplomática os termos e condições nos quais se pagaria posteriormente a dívida. Enquanto isso, Napoleão III, governante da França, decidiu invadir o México para estabelecer uma monarquia favorável à Europa. Com esse fim, deveria dissolver o Governo Constitucional Juárez e colocar um rei que respeitasse sua autoridade, escolhendo para tal Maximiliano de Habsburgo, que não pôde aspirar ao trono do Império Austro-Húngaro. O Presidente Juárez deu ordem ao General Ignacio Zaragoza de deter o avanço das forças armadas francesas nos fortes de Loreto e Guadalupe, próximos à cidade de Puebla. Em 5 de maio de 1862, os canhões ressoaram e os rifles dispararam, e mais de mil (1.000) soldados franceses caíram mortos. Os mexicanos haviam ganho a batalha. Maximiliano finalmente foi derrotado e capturado em 15 de maio de 1867; foi julgado por uma corte marcial e executado por um pelotão de fuzilamento em 19 de junho deste mesmo ano. Embora a guerra não tenha terminado aí, mas apenas 5 anos depois (1867), a batalha de Puebla se tornou desde então para os mexicanos um símbolo de resistência contra a invasão de tropas extracontinentais.

      ALAN SHEPARD SE TRANSFORMA NO PRIMEIRO ASTRONAUTA A IR AO ESPAÇO

      05 de maio de 1961
      No dia 5 de maio de 1961, o norte-americano Alan Bartlett Shepard entrou para a história como o primeiro astronauta a ser lançado ao espaço, a bordo da cápsula Freedom 7, a uma altitude de 185 quilômetros em um vôo suborbital de 15 minutos. Dois anos depois, ele precisou permanecer em terra por causa de um sério problema no ouvido. Em 1969, Shepard passou por uma cirurgia e, em fevereiro de 1971, liderou a missão para a Lua a bordo da Apollo 14, na qual atingiu um recorde de 33,5 horas na superfície do satélite da Terra. 
       
      Nascido em Derry, New Hampshire, no dia 18 de novembro de 1923, Shepard se formou na Academia Naval dos EUA e depois se graduou na Escola de Pilotos da Marinha de Patuxent River, em Maryland, e na Escola Naval de Guerra de Newport, em Rhode Island. Após isso, foi subtenente em 1944 e esteve na Segunda Guerra Mundial. Depois de suas viagens espaciais, ele deixou o seu trabalho na Marinha em 1974. O astronauta morreu em Monterey, na Califórnia, no dia 21 de julho de 1998.

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      Adelaide Augusta Câmara
      Foto de Adelaide Augusta Câmara

      Adelaide Augusta Câmara encarnou na cidade de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1874, e desencarnou na cidade do Rio de Janeiro, em 24 de outubro de 1944.
      Aura Celeste veio para a antiga Capital Federal em janeiro de 1896, graças ao auxílio de alguns militantes do Protestantismo, a cuja religião pertencia, os quais lhe propiciaram a oportunidade de lecionar no Colégio Ram Williams, o que fez com muita proficiência, durante algum tempo, até que organizou em sua própria residência, um curso primário, onde muitos homens ilustres do meio político e social brasileiro aprenderam com ela as primeiras letras.
      Foi nesse período de sua vida, no ano de 1898, que começou a sentir as primeiras manifestações de suas faculdades mediúnicas.
      Nessa época, o grande Bezerra de Menezes dirigia os destinos da Federação Espírita Brasileira, revestido daquela auréola de prestígio e de respeito que crentes e descrentes lhe davam, e o Espiritismo era o assunto de todas as conversas, não só pelos fenômenos e curas mediúnicas, como pela propaganda falada, pelos livros e pela imprensa. Sob a sábia orientação de Bezerra de Menezes começou a sua notável carreira mediúnica como psicografa, no Centro Espírita Ismael.
      O grande apóstolo do Espiritismo brasileiro, pela sua conhecida clarividência, prognosticou, certa vez, que Adelaide Câmara, com as prodigiosas faculdades de que era dotada, um dia assombraria crentes e descrentes.
      E essa profecia de Bezerra não se fez esperar, pois em breve Adelaide Câmara, como médium auditiva, começou a trabalhar na propagação da Doutrina, fazendo conferências e receitando, com tal acerto e exatidão, que o seu nome se irradiou por todo o País.
      Com a desencarnação do inolvidável mestre, doutor Bezerra de Menezes, em 1900, Adelaide Câmara aproximou-se do grande seareiro que foi Inácio Bittencourt e, nas sessões do Círculo Espírita "Cáritas", passou a emprestar o seu concurso magnífico como médium e como propagandista de primeira grandeza.
      Contraindo núpcias em 1906, os afazeres do lar, e a educação dos filhos mais tarde, obrigaram-na a afastar-se da propaganda ativa nos Centros, mas, nem por isso, ficou inativa.
      Nas horas de lazer, entrava em confabulação com os guias espirituais, e pôde receber e produzir páginas admiráveis, que foram dadas à publicidade na obra "Do Além", em 21 fascículos, e no livro "Orvalho do Céu". Foi aí que adotou o pseudônimo de Aura Celeste, nome com que ficou conhecida no Brasil inteiro.
      Em 1920, retorna à tribuna e aos trabalhos mediúnicos, com tal vigor e entusiasmo, que o seu organismo de compleição franzina ressentiu-se um pouco, mas, nem por isso, deixou ela de cumprir com os seus deveres.
      O Dr. Joaquim Murtinho era o médico espiritual que, por seu intermédio, começou a trabalhar na cura dos enfermos e necessitados, diagnosticando e curando a todos quantos lhe batiam à porta, desenvolvendo-lhe, espontaneamente, diversas faculdades mediúnicas nesse período.
      Além das mediunidades de incorporação, audição, vidência, psicográfica, curadora, intuitiva, possuía Adelaide Câmara, ainda, a extraordinária faculdade da bilocação.
      Muitas curas operou em diferentes lugares do Brasil, a eles se transportando em "desdobramento fluídico", sendo visível o seu corpo perispirítico, como aconteceu em Juiz de Fora e Corumbá (provadamente constatado), por enfermos que, sob os seus cuidados, a viram aplicar-lhes "passes".
      Poetisa, conferencista, contista, e educadora sobretudo, deixou excelentes obras lítero-doutrinárias, em prosa e verso, assinando-os geralmente com o seu pseudônimo. É assim que deu a público "Vozes d"Alma", versos; "Sentimentais", versos; "Aspectos da Alma", contos; "Palavras Espíritas", palestras; "Rumo à Verdade" e "Luz do Alto". Esparsos em revistas e jornais espíritas, há muitas poesias e artigos doutrinários de sua autoria.
      O grande jornalista e literato Leal de Souza, referiu-se a Adelaide Câmara como "a grande Musa moderna, a Musa espiritualista". Em 1924, teve as suas vistas voltadas para o campo da assistência às crianças órfãs e à velhice desamparada.

      Centralizou todos os seus esforços no propósito de materializar esse antigo anseio de sua alma. Pouco, entretanto, pôde fazer em quase três anos de lutas.
      Aconteceu, então, que um confrade, João Carlos de Carvalho, estava angariando donativos e meios para a fundação de uma instituição dessa natureza, e, um dia, faz-lhe entrega da lista de donativos a fim de que Adelaide Câmara arranjasse novos óbolos para tão humanitário fim.
      Dias depois, João Carvalho desencarna, e ela fica de posse da lista e do dinheiro arrecadado. Passados alguns meses, o Sr. Lopes, proprietário da Casa Lopes, que andava estudando a Doutrina, mostrou-se interessado na organização de uma instituição de amparo e assistência aos órfãos e Adelaide lhe informa possuir uma lista com alguns donativos para esse fim. A idéia foi recebida com entusiasmo e logo concretizada.
      Alugaram uma casa em Botafogo e aí foi instalado, no dia 13 de março de 1927, o Asilo Espírita "João Evangelista", sendo ela a sua primeira diretora. Compareceu a essa festiva inauguração o doutor Guillon Ribeiro, então 2o. secretário da Federação Espírita Brasileira e representante desta naquela solenidade.
      Adelaide Câmara, em breves palavras, exprimiu o júbilo de sua alma, afirmando realizado o ideal de toda a sua existência - "ser mãe de órfãos, graça do céu que não trocaria por todo o ouro e todas as grandezas do mundo".
      Dedicou, daí por diante, todo o seu tempo a essa grandiosa obra de caridade, emprestando-lhe as luzes do seu saber e de sua bondade até o dia em que serenamente entregou a alma a Deus.
      Com extremosa dedicação, trabalhou Aura Celeste em várias sociedades espíritas beneficentes da cidade do Rio de Janeiro, dando a todas elas o melhor de suas energias e de sua inteligência.

      No Asilo Espírita "João Evangelista", porém, foi onde realizou sua tarefa máxima, não só como competente educadora, mas também como hábil orientadora de inumeráveis jovens que ali receberam, como ainda recebem, instrução intelectual e educação moral.

      A vida e a obra de Adelaide Câmara foram uma escada de luz, uma afirmação de fé e humildade, e um perene testemunho de amor.

      Era a grande educadora que ensinava educando e educava ensinando, pelo exemplo. Médium sem vaidades, sincera e de honestidade a toda prova, praticava a mediunidade como verdadeiro sacerdócio.

      Dotada de sólida cultura teria, se quisesse, conquistado fama no mundo das letras. Poetisa de vastos recursos, oradora convincente e natural, senhora de estilo vigoroso e de fulgurante imaginação, tudo deu e tudo fez, com o cabedal que possuía, para o bom nome e o engrandecimento da Doutrina Espírita.

      O Asilo Espírita "João Evangelista", no Rio de Janeiro, aí está ainda, em sede própria, atestando a obra e o devotamento à causa do bem daquela nobre mulher que se chamou Adelaide Augusta Câmara

      Noticias do Meio

      Cientistas encontram organismo misterioso em lago da Noruega

      CIENTISTAS ENCONTRAM ORGANISMO MISTERIOSO EM LAGO DA NORUEGA

      05 de maio de 2012

      Pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, descobriram no lago de As um organismo celular considerado impossível de ser classificado em algum reino de vida conhecido. Os cientistas deram o nome de Collodictyon e estima-se que essa forma de organismo exista há um bilhão de anos. Ele tem entre 30 e 50 micrômetros de comprimento, se alimenta de algas e se movimenta com a ajuda de quatro flagelos. 

      Os cientistas ainda precisam fazer análises mais aprofundadas a respeito desta forma de vida, mas acredita-se que o Collodictyon poderá contribuir para imaginar como era a vida na Terra há centenas de milhões de anos.
       
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      ABC

      Encontrados resíduos de sangue de mais de cinco mil anos em múmia

      ENCONTRADOS RESÍDUOS DE SANGUE DE MAIS DE CINCO MIL ANOS EM MÚMIA

      04 de maio de 2012

      De acordo com um estudo publicado nesta semana pela revista britânica Royal Society, foram encontrados glóbulos vermelhos no corpo mumificado de Otzi, o homem de Similaun, que teria mais de cinco mil anos. A múmia foi descoberta em 1991 em um glaciar entre Áustria e Itália.

      Apesar do bom estado de conservação do corpo por conta dos glaciares, os pesquisadores, de início, imaginaram que sangue de Otzi teria desaparecido com a passagem do tempo. Contudo, estudos posteriores revelaram rastros de resíduos sanguíneos em várias ferida do corpo. Ainda de acordo com os estudos, Otzi teria sofrido uma morte violenta e lenta por conta de seus múltiplos ferimentos. 

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