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PESQUISADORES INVESTIGAM “SUICÍDIO EM MASSA” DE LULAS GIGANTES NOS EUA
Pesquisadores investigam “suicídio em massa” de lulas gigantes nos EUA

O "suicídio" em massa de milhares de lulas gigantes na parte central da costa da Califórnia segue ainda um mistério a ser resolvido pelos pesquisadores. O fenômeno ocorre há décadas e suas causas ainda não foram esclarecidas. As lulas simplesmente "insistem" em nadar em direção à areia, onde acabam encalhando e morrendo. Mesmo que alguém tente jogá-las de volta ao mar, eles acabam pulando de volta para fora da água em busca do seu triste fim.

Contudo, apesar de ainda não existir uma resposta científica esclarecedora, alguns indícios apontam que algas tóxicas, durante a "maré vermelha", podem ter afetado as lulas Humboldt, fazendo com que estes animais fiquem desorientados ao ponto de nadar para fora da água na Baía de Monterey.

Os encalhes em massa das lulas parecem coincidir com a maré vermelha, na qual as algas florescem e liberam uma toxina extremamente potente. As marés vermelhas têm ocorrido a cada três semanas, intervalo de tempo que coincide com a periodicidade das mortes das lulas. Os cientistas, contudo, não afirmam que a maré vermelha seja 100% responsável pelo fenômeno, mas acreditam que ela pode estar conectada de alguma maneira ao que está acontecendo.

Outra explicação para o fenômeno seria o fato de a lulas estarem nadando por regiões que não conhecem e, portanto, poderiam se perder e só se darem conta que estão fora da água quando é tarde demais.

De acordo com os envolvidos na investigação, o ácido domóico liberado pelas algas poderia ser o responsável pelo estranho comportamento. Contudo, análises em lulas que encalharam mostraram que havia um quantidade pequena desta substância no corpo dos animais. Especula-se que as lulas possam ter uma baixa resistência ao ácido domóico e isso pode estar associado ao fato de que elas estariam em um local pouco conhecido. Apesar de todas as investigações, o mistério desse antigo e estranho fenômeno ainda intriga os pesquisadores.

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Live Science

 

HOMEM JÁ PRODUZIA QUEIJO HÁ 7.500 ANOS, DIZEM ARQUEÓLOGOS
Homem já produzia queijo há 7.500 anos, dizem arqueólogos

O homem já teria aprendido a produzir o queijo a partir do leite, na Europa, há pelo menos 7.500 anos, de acordo com um estudo conduzido por arqueólogos ingleses da Universidade de Bristol. Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após uma análise química em peneiras de cerâmica pré-históricas encontradas em um sítio arqueológico na Polônia.

Uma grande quantidade de gordura de leite foi identificada, o que indica que as peneiras eram usadas com o objetivo de separação do soro e do coalho. O estudo foi publicado na edição desta semana do periódico científico Nature.

Anteriormente, os pesquisadores acreditavam que o queijo já era produzido há dois mil anos na Turquia, porém não havia ainda evidências claras disso.

A descoberta aponta que os povos do Neolítico tinham a capacidade de transformar leite perecível em um alimento que durasse mais tempo e que fornecesse calorias, proteínas e minerais. Os pesquisadores acreditam que o queijo deveria ser consumido após sua produção, ou guardado em potes na terra por meses, para o inverno. Até então pensava-se que a dieta no período Neolítico era um tanto “monótona”, baseada no consumo de mingau de cereais.

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Revista Nature



NOSSO UNIVERSO É UMA SIMULAÇÃO DE COMPUTADOR? PESQUISADORES TENTAM RESPONDER ESSA PERGUNTA
Nosso universo é uma simulação de computador? Pesquisadores tentam responder essa pergunta

Alguns físicos e pesquisadores universitários dizem que é possível testar a teoria de que todo o Universo está contido em uma simulação de computador, como é retratado no filme Matrix, de 1999. Em 2003, o professor e filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, publicou um artigo, "O argumento da simulação", no qual afirma que "nós estamos quase certamente vivendo em uma simulação de computador".

Agora, uma equipe da Universidade de Cornell, nos EUA, anunciou que está desenvolvendo um método viável de teste para descobrir se nós seríamos mesmo apenas uma série de números de computadores de alguma civilização antiga.

Pesquisadores da Universidade de Washington concordam que há um método de teste e defendem que ele pode ser feito. Uma proposta parecida foi apresentada por pesquisadores da Alemanha, em novembro.

Então, como precisamente, nós podemos testar se nós mesmos existimos? Para falar resumidamente, os pesquisadores estão construindo seus próprios modelos para simulação, usando uma técnica chamada cromodinâmica quântica treliçada – com uso de modelos em pequena escala.

"Essa é apenas a primeira forma de teste para esse tipo de ideia", disse Savage. "Se você fizer a simulação numa escala grande o suficiente, poderá surgir alguma coisa como o Universo".

O método do teste é muito mais complicado do que isso. De acordo com a explicação da Universidade de Cornell: "Usando o desenvolvimento histórico da estrutura de tecnologia da teoria de medidas como um guia, nós presumimos que o nosso universo é uma simulação numérica que não se desenvolveu".

Para traduzir, se as assinaturas energéticas nas nossas simulações coincidirem com aquelas do Universo em seu todo, então há uma boa chance de que nós realmente estaríamos vivendo em uma simulação.

Curiosamente, um dos alunos de Savage assume a hipótese: "Se encontrarmos a natureza de nossa existência, iríamos, em seguida, procurar maneiras de nos comunicar com a civilização que nos criou?"

A estudante Zohreh Davoudi, da Universidade de Washington, acredita que quem fez essa simulação do universo no qual vivemos, também poderia ter criado outros universos, então, talvez devêssemos "simplesmente" tentar nos comunicar com estes outros. Diante disso, a questão é "Você pode se comunicar com os outros universos se eles estão sendo executados na mesma plataforma?", perguntou a estudante.

Definitivamente, o assunto parece ser bem mais complicado do que a famosa pergunta do filme Matrix: "Você quer tomar a pílula vermelha ou a azul"?

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Universidade de Washington

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