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Asteroide gigante e “potencialmente perigoso” passa pela Terra nos próximos dias

ASTEROIDE GIGANTE E “POTENCIALMENTE PERIGOSO” PASSA PELA TERRA NOS PRÓXIMOS DIAS



Um asteroide considerado gigante e “potencialmente perigoso” irá passar pela Terra nos próximos dias. O 4179 Toutatis mede cinco quilômetros de extensão e passará a 7 milhões de quilômetros da Terra – distância 18 vezes até a Lua. Por conta disso, esse asteroide não oferece perigo para o nosso planeta, contudo ele terá sua trajetória acompanhada por supertelescópios espalhados pelo mundo, sendo que alguns oferecerão transmissão ao vivo pela internet.

Este é o caso do Projeto Telescópio Virtual, da Itália, que irá fornecer imagens do asteroide, com comentários de astrofísicos, nesta quinta-feira, dia 13, às 18h (Brasília).

Além disso, o Toutatis também será monitorado pela sonda chinesa Chang'e 2, que fará um sobrevoo muito próximo ao asteroide no mesmo dia. A sonda foi originalmente lançada para estudar a Lua, contudo sua roda foi alterada em abril para que ela pudesse encontrar este corpo celeste.

O Toutatis foi visto pela primeira vez em 1934 e oficialmente descoberto em 1989. Ele faz sua jornada em torno do Sol a cada quatro anos. De acordo com o The Minor Planet Center, em Cambridge (Massachusetts, EUA), o asteroide é considerado potencialmente perigoso, o que significa que ele poderá representar algum dia, no futuro, uma ameaça para o nosso planeta. Em sua última passagem, em 2004, ele esteve a uma distância da Terra equivalente a quatro vezes até a Lua. A Nasa calcula que a próxima vez que o asteroide ficará tão “perto” será em 2069, quando estará a 7,7 vezes a distância até a Lua. 

Caso atinja um dia o nosso planeta, o Toutatis poderia causar um estrago catastrófico por conta do seu tamanho. Os cientistas acreditam que o impacto de um asteroide de um quilômetro já poderia trazer consequências globais, que muito provavelmente alterariam o clima mundial ao longo de vários anos. Em comparação, estima-se que o asteroide que teria exterminado os dinossauros há 65 milhões de anos media 10 quilômetros.

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Um “bombardeamento maciço” de asteroides e cometas seria a explicação para formação da superfície esburacada e cheia de fraturas apresentada pela Lua. As informações foram divulgadas por pesquisadores da Nasa, após análises das sondas da missão Grail (Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade, na sigla em inglês). O estudo foi publicado na última semana na revista Science. De acordo com os pesquisadores, a superfície lunar teria sofrido enormes impactos há vários bilhões de anos.

A partir das medições das duas sondas gêmeas, também foi possível fazer análises da espessura e da composição dos diferentes extratos da Lua, até seu núcleo. Uma das conclusões, por exemplo, é a de que a crosta lunar é muito mais fina do que se pensava: sua espessura é entre 34 a 43 quilômetros, ou seja, de seis ou 12 quilômetros a menos do que era estimado.

Além disso, a Lua teria uma composição geológica parecida com a da Terra, o que reforça a teoria de que ela teria se formado a partir de destroços terrestres espalhados após um gigantesco choque  no começo da história do Sistema Solar. Em compensação, o interior da Lua parece ser bastante regular e seria formado por magma vulcânico solidificado.

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