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O Festival de Parintins é a cara do Brasil

Apresentação do Boi Caprichoso no 47º Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, na noite de sábado (30)
O Brasil é sobressaliente, seu misticismo, o folclore mais verde do mundo, sua alegria contagiante, o seu não importar com os problemas e apesar de tudo divertir-se acima de qualquer divergência, marcam com intensidade a característica do brasileiro em sua total simplicidade.
Uma Ilha encantada, Parintins é a cidade que vibra em uma das competições mais mágicas e representativas do folclore brasileiro, eventualmente o povo carrega consigo toda a lealdade ao boi, seja ele o Caprichoso ou o Garantido, veste a camisa, usam de atributos representando a cor do boi seja azul ou vermelha, pintam o rosto, os muros as calçadas, mostram ao mundo a sua escolha e dedicam-se a este evento tão mágico e enriquecedor voltando os olhares a um pedacinho tão simples do Brasil.
Encarando o Brasil como o país da alegria e das festividades, com uma mistura de folclore e cultura "na veia" salientamos o festival folclórico de Parintins, baseado em uma lenda onde Mãe Catirina em um de seus desejos devido à gravidez, sentiu-se na vontade de comer a língua de um boi, Pai Francisco mais que depressa manda matar o boi de estimação do patrão para satisfazer tal desejo, após o ocorrido, Pai Francisco tenta fugir, mas é preso, e para salvar o boi procuraram um pajé no intuito de ressuscitar o bicho. Após o feitio, e o boi voltar à vida, Pai Francisco e Mãe Catirina é perdoado e em comemoração formaram uma grande festa.
Surge então a festa que encanta pela arte e história. Entra em cena destacando a competição, o boi-bumbá, que representa a ressurreição do boi segundo a lenda. O povo de Parintins apesar de sua simplicidade vive um cotidiano cercado pela desenvoltura da arte, são dotados de dons que desde muito pequeno e devido a grande influência cultural, fazem de suas rotinas um momento propicio á criar, sejam estas uma música, uma dança, uma escultura ou uma pintura. Partindo deste lago de criadores, e munido a um povo marcante na história do Brasil, acabaram por tornar esta explosão criativa no que conhecemos como Festival de Parintins, que teve inicio em 1965, criada por Raimundo Muniz, e mais adiante atraindo milhares de pessoas e enriquecendo a cultura. Apesar da competitividade entre o as duas associações que disputam anualmente, eles desenvolvem um excelentíssimo trabalho artístico que se assemelha ao carnaval, e a competição é entre dois grupos, o Boi Garantido representado pela cor vermelha e o Boi Caprichoso pela cor azul. A preparação estende-se por todo o ano, a dedicação e o prazer na elaboração das apresentações, fantasias, textos e escolhas de seus representantes são construídos sob muito afinco. A avaliação tem certas restrições e variam desde a desenvoltura do apresentador a movimentação da "galera / público" que fica na torcida pelo clube associado. E existe uma grande troca de respeito entre os disputantes, isso influência em muito é um dos quesitos de avaliação e torna a festa tranquila e divertida dentro de suas associações, toda a interpretação e desenvoltura dentro do folclore do Amazonas são avaliados. A beleza feminina, os costumes, os trajes, os versos, o som do berrante entre outros como a boa música fazem do festival uma competição calorosa onde a abrangência de um rigor cultural enfatiza com total harmonia as características de um pedacinho deste país tão simbólico e afável como o Brasil.
Vale a pena conferir, o festival é realizado anualmente no último fim de semana do mês de Junho no estádio do Bumbódromo que criado preferencialmente para atender o festival e que tem o formato da cabeça de um boi estilizada fazendo menção a festa do boi.

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