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A pedra maia sobre o fim do mundo é a biografia de um guerreiro

A pedra esculpida pelos maias por volta do ano 669 de nossa era e que tem chamado a atenção por ser considerada uma profecia sobre o "fim do mundo" em dezembro próximo seria, na verdade, a biografia sobre o reinado e as batalhas de um governante maia. Essa é a opinião do arqueólogo mexicano José Romero.
"Os maias tinham um conceito cíclico de tempo. Não faz sentido relacionar essa inscrição com o fim do mundo", diz Romero, ao comentar sobre a pedra. O texto da inscrição inspirou os livros "2012", de Roland Emmerich, e "O testamento maia", de Steve Alten. Repartida em seis pedaços, a pedra é conhecida como o Monumento 6 do El Tortuguero,
Descoberta no sítio arqueológico de El Tortuguero, no estado mexicano de Tabasco, a pedra é objeto de estudo desde 1958. Os primeiros textos sobre a pedra datam de 1978 e, segundo eles, a data de 23 de dezembro de 2012 (e não 21 de dezembro, como tem sido divulgado) seria a data de uma renovação no Universo. O personagem central da história seria Balam Ahau, um antigo governante de El Tortuguero.
Segundo o historiador mexicano Erick Velásquez, em 23 de dezembro de 2012, um ciclo de 13 baak t'uunes (unidade de tempo maia equivalente a 144 mil dias) será completado. Velásquez diz que essa é uma das 7 mil inscrições maias já estudadas. Para ele, essa visão catastrofista é uma herança judaico-cristã.
"Se há profecias, elas são apenas de curto prazo. Falam sobre chuvas, secas e assuntos como a pesca", afirma Velásquez. David Stuart, um dos primeiros arqueólogos a supor que o Monumento 6 confessou a Velásquez "se sentir culpado por tanto alarmismo" sobre a inscrição encontrada no El Tortuguero". (vi no jornal espanhol ABC)
Foto: Reprodução/ABC.es

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