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Joaquim Barbosa, exemplo de dignidade e honradez


A imagem de um homem com uma grande capa preta sobre as costas imediatamente remete à figura de um super-herói. A foto do ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, andando pelo plenário do Supremo Tribunal Federal com uma longa e esvoaçante toga virou sucesso na internet, associada a frases que comparam o magistrado com personagens como Batman ou Super-homem. Depois de condenar nove réus do mensalão, em votos considerados duros, Barbosa virou herói na internet. Apesar da grande notoriedade gerada pelo julgamento, o ministro já declarou que não se empolga com a fama e garantiu não ter nenhuma pretensão política.
A mensagem disseminada pela rede diz o seguinte:
“Superman é para os fracos. Meu herói é negão e usa toga preta”, diz o texto sob uma foto do relator do mensalão, já compartilhada por milhares de usuários do Facebook. Outra imagem que corre entre adeptos da rede social vem associada a um texto que revela as origens humildes do ministro. “Ex-faxineiro, ele limpava banheiros. Filho de pedreiro foi arrimo de família”.
Alguns opositores do sistema de cotas para negros em universidades usam o exemplo do ministro Joaquim Barbosa para combater esse método de seleção. “Ele chegou aonde chegou sem precisar das cotas”, resume um internauta.
Joaquim Barbosa mineiro de Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos.  Aos 16 anos foi sozinho para Brasília e a partir daí, começou a escrever a sua história. Trabalhou na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. Foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) de 1979 a 1984.
Foi aprovado em concurso público para procurador da República. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos onde obteve seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris em 1990 e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi professor visitante no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. E foi indicado Ministro do do STF pelo então presidente Lula em 2003.
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, em 1907 o cargo foi ocupado por Pedro Lessa e em 1919 por Hermenegildo de Barros.
Joaquim Barbosa, hoje aos 58 anos de idade é um exemplo de dignidade e honradez.
Joaquim Barbosa é o relator do processo do mensalão que está em julgamento pelo STF. O julgamento que continua nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), vai definir o destino do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o principal acusado no esquema de corrupção denunciado durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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