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Dificuldade na mão de obra afeta economia brasileira


A dificuldade para se encontrar mão de obra qualificada afeta a economia e o problema já é um velho conhecido: a precariedade  da educação brasileira.
Segundo dados da Organização Internacional, metade dos trabalhadores brasileiros não completaram o ensino fundamental.
Nesta semana o Jornal Nacional da T.V. Globo com reportagem de JOSÉ ROBERTO BURNIER E MARCO ANTÔNIO GONÇALVES vem abordando este tema.
A dificuldade de encontrar pessoas que possuem uma preparação adequada para preencher as vagas, afeta diversos setores da economia brasileira. É o apagão de mão de obra qualificada.
Pode não ter sido na velocidade da locomotiva chinesa. Mas é fato: a economia brasileira teve, na última década, o maior crescimento desde os anos 70. As empresas investiram, aumentaram a produção e, claro, precisaram de mais trabalhadores.
Entre 2001 e 2010, o país criou quase 18 milhões de empregos com carteira assinada, um aumento de 68%.
Mão de obra qualificada é o trabalhador que tem as qualidades mínimas exigidas para exercer a função para a qual ele está sendo contratado. Desde a mais simples até a mais sofisticada.
A reportagem mostra que “No Brasil formou-se um desencontro. Um enorme desencontro entre a escola e o trabalho. Porque o trabalho se expandiu, as tecnologias evoluíram e a escola de um modo geral não conseguiu acompanhar. Ficou atrasada. Está no descompasso. Que é um descompasso que afeta muito o crescimento do país”, segundo o professor Relações do Trabalho - USP José Pastore.
Dos 192 milhões de brasileiros, 93 milhões estão aptos a trabalhar. O descompasso a que o professor se refere está entre o que essas pessoas oferecem e o que o mercado de trabalho precisa.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, cerca de 90% dos novos empregos no Brasil com carteira assinada exigem pelo menos o ensino médio completo, o antigo colegial. Só que quase metade dos trabalhadores não completou nem o ensino fundamental, da primeira à oitava série. E 16% enquadravam-se na condição de analfabetos funcionais, aqueles que, embora consigam ler, não são capazes de interpretar textos ou fazer as operações matemáticas mais simples.
Em todo o país, segundo o Ministério, de quase 1,5 milhão oferecidas no primeiro semestre, pouco mais de 20% foram preenchidas.
“O mundo do trabalho não quer apenas canudo, apenas diploma. A escola de hoje ensina, na melhor das hipóteses, a passar no exame. Não ensina a pensar. E o trabalho moderno exige o pensamento. Nós vivemos numa sociedade do conhecimento em que se demanda muito mais neurônio do que músculo” completou José Pastore.

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