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Para pesquisadores, 99% dos recordes mundiais esportivos já foram batidos

PARA PESQUISADORES, 99% DOS RECORDES MUNDIAIS ESPORTIVOS JÁ FORAM BATIDOS



Diante do desempenho de alta de performance de alguns superatletas nos Jogos Olímpicos de Londres, como o de Usain Bolt no atletismo, a ciência tenta responder algumas perguntas sobre o desafio constante de superação do corpo humano. No caso de Bolt, por quanto tempo o velocista jamaicano continuará batendo suas marcas? Será que o corpo humano possui limites que não podem ser superados? Será que dentro de poucos anos teremos Jogos Olímpicos sem recordes?

Alguns cientistas se dedicaram à tarefa de buscar, sob diferentes perspectivas, algumas possíveis  respostas. O Instituto de Pesquisa Biomédica e Epidemiologia do Esporte, da França, realizou um estudo, publicado pela revista PLoS ONE, que mostrou que depois de 1968 o número de recordes mundiais começou a diminuir de forma acentuada. Segundo os pesquisadores, já foi atingido 99% das melhores marcas em cada disciplina e, até 2027, a expectativa é que ocorra uma melhora de apenas 0,05%, tendo-se em conta a lei de progressão.

Outros estudos, aplicados a áreas específicas, e utilizando outros métodos de análise, chegam a resultados diferentes: por exemplo, o matemático Reza Noubary sustenta que o recorde dos 100m rasos cairá para 9s40, próximo do ano 2040. Na opinião dele, Bolt possui condições biomecânicas perfeitas para esta prática e está na melhor idade de desempenho atlético (26 anos), contudo, o jamaicano não trabalhou o suficiente a sua capacidade de reação (isto é, no instante da largada) para criar um tempo imbatível para qualquer ser humano. Atualmente, o recorde mundial dos 100m é de 9s58, batido por Bolt, em Berlim, em 2009.

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