Memoria

Morre Ivani Ribeiro, pioneira da telenovela
DA REPORTAGEM LOCAL
Morreu às 23h59 de anteontem, 17 de julho, aos 79 anos, a autora de novelas Ivani Ribeiro. Diabética e com insuficiência coronariana crônica, estava internada há 27 dias no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Ela morreu de broncopneumonia e insuficiência renal. A cremação estava marcada para as 16h30 de ontem, no crematório de Vila Alpina, em São Paulo.
Nascida Cleyde de Freitas, Ivani deixa dois filhos e dois netos. Ela não sabia da morte do marido, Darcio Alves Ferreira, com quem foi casada por 53 anos. Ele morreu no último dia 27 de junho, aos 84 anos, de complicações gastrintestinais, no mesmo hospital em que ela estava internada.
A família temia que Ivani não passasse do dia 17. Segundo seus familiares, ela considerava a data muito especial: se casou num dia 17; teve seu primeiro filho, Luiz Carlos, no dia 17 de novembro de 1949; o segundo, Eduardo, no dia 17 de janeiro de 1955; e começou a trabalhar aos 17 anos.
Ivani foi radioatriz, cantora, locutora e radioautora. Entre peças, radionovelas e telenovelas, soma cerca de 350 obras. Suas duas últimas novelas, os ``remakes" de ``Mulheres de Areia" e ``A Viagem", escritas em colaboração com Solange de Castro Neves, alcançaram 60 pontos no Ibope (cerca de 6 milhões de telespectadores na Grande São Paulo), marco para novelas que precedem as 20h.
Ivani tem duas obras inéditas na Globo. Uma delas é a novela ``Os Caminhos do Vento" (título provisório). Deverá ser exibida no início de 1996. A outra é uma minissérie de 12 capítulos, com o título provisório de ``O Sarau". É uma história com personagens de Machado de Assis.

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